Highlights (Resumo): Fechamento nas Taxas de Juros
A semana foi marcada por baixa liquidez típica do fim de ano, mas trouxe movimentos relevantes na curva de juros, com oscilações influenciadas por dados econômicos, dinâmica política e o comportamento do câmbio. Na segunda‑feira, prevaleceu um pregão morno, com alta nos vencimentos curtos após a divulgação de um déficit fiscal maior que o esperado, contraposto por sinais desinflacionários do IGP‑M e melhora do ambiente externo. Na terça‑feira, a curva apresentou forte volatilidade, inicialmente pressionada pelos dados robustos do mercado de trabalho — reforçando a leitura de corte da Selic apenas em março — mas aliviando após a ata do Fomc, que não trouxe surpresas e reduziu prêmios nos vértices médios e longos. Já na sexta‑feira, com a virada do ano e ausência de catalisadores, os juros recuaram de forma ampla acompanhando a queda expressiva do dólar, em um movimento de correção dos exageros de dezembro e sob menor ruído político, reforçando um cenário mais favorável para a renda fixa no início de 2026.
Destaques: Liquidez Reduzida, Emprego Forte, Câmbio
📉 Expectativas de Mercado para a Selic (DI Futuro da B3)
O mercado de juros futuros (DI da B3) aumentou suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.
Para o horizonte até a 7R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -198,9 para -225,1 pontos-base.
Para as próximas 8 reuniões do Copom,a expectativa de corte aumentou de -232,7 para -246,1 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,44%, ante 12,57% na semana anterior.
📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias):
Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 11,90%, equivalente a -300 pontos-base de corte. .
Para o horizonte até a 7R/2027, a projeção acumulada considera -475 pontos-base de queda.
No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2025 caiu de 4,32% para 4,31%. Há um mês, a mediana era de 5,09% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2026, a projeção subiu de 4,05% para 4,06%, enquanto há um mês estava em 4,44%.
A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2025 se manteve em 0,00%, há um mês atrás era 15,00%. Para o final de 2026 se manteve em 12,25%, há um mês atrás era 12,50%.
O mercado de juros iniciou a semana com baixa liquidez devido à proximidade do feriado de Ano‑Novo e apresentou comportamento misto, com alta concentrada nos vencimentos curtos enquanto os contratos intermediários e longos permaneceram próximos aos ajustes. A taxa do DI jan/27 chegou a abrir entre 3 e 5 pontos‑base após a divulgação de um déficit primário maior que o esperado em novembro, o que ampliou a volatilidade de um pregão já esvaziado. Apesar disso, o ambiente externo favorável, com queda dos Treasuries, e a leitura deflacionária do IGP‑M reforçaram a percepção de alívio inflacionário, sustentando viés benigno nos demais vértices. O Boletim Focus trouxe novas reduções marginais nas expectativas para IPCA de 2025 e 2026, enquanto as projeções de 2027 e 2028 permaneceram estáveis, reforçando a compreensão de que a política monetária segue eficaz. Ao longo da sessão, agentes ressaltaram a dificuldade de atribuir um gatilho claro ao movimento dos juros curtos, dado o baixo volume de negócios e o caráter amplificado de qualquer notícia em dias de pouca liquidez.
Na última sessão do ano, o mercado de juros teve forte volatilidade e liquidez reduzida, com as taxas curtas e intermediárias subindo inicialmente após indicadores robustos do mercado de trabalho, como Pnad e Caged, que reforçaram a visão de que a Selic deve voltar a cair apenas em março. Contudo, após a divulgação da ata do Fomc, que não trouxe novidades significativas, o mercado externo melhorou e os DIs devolveram parte das altas, especialmente nos vencimentos intermediários e longos. A leitura do Fed indicou um colegiado dividido e sugeriu que novos cortes dependerão da evolução da inflação, o que contribuiu para algum alívio na curva local. Apesar da pressão inicial dos dados domésticos — com desemprego no piso histórico e criação de vagas acima da mediana — agentes destacaram que esses números reforçam apenas o cenário já precificado de corte em março, sem alterar significativamente as apostas do mercado. Assim, a inversão das taxas no fim do pregão foi atribuída mais à correção técnica em um ambiente de baixa liquidez do que a um novo vetor de mercado.
O primeiro pregão de 2026 foi marcado por queda firme dos juros futuros em um dia de agenda esvaziada e liquidez muito baixa, com todos os vértices da curva a termo recuando acompanhando a forte queda do dólar, que se tornou o principal catalisador de alívio inflacionário na ausência de indicadores relevantes. A movimentação também refletiu uma correção dos excessos acumulados em dezembro, quando o juro longo havia disparado diante de maior volatilidade política. O ambiente político mostrou menor ruído, especialmente após sinalizações moderadas da pré‑candidatura de Flávio Bolsonaro, o que ajudou a reduzir prêmios de risco. Analistas também observaram percepção de maior possibilidade de atuação do Banco Central no câmbio, fortalecendo o real e reforçando expectativas de redução gradual da Selic ao longo do ano. O único dado divulgado, o PMI industrial, veio abaixo de 50 pontos, indicando retração da atividade e reforçando o cenário de desaceleração inflacionária. Com isso, predominou a visão de que há espaço para queda adicional dos juros futuros à medida que o quadro eleitoral, a política monetária nos EUA e os dados domésticos se acomodarem.
Fonte: Broadcast
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