Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 390

Highlights (Resumo): Alta nas Taxas de Juros

A semana foi marcada por liquidez reduzida e movimentos técnicos até quinta-feira, com oscilações contidas na curva de juros futuros. O cenário externo e doméstico convergiram na sexta-feira, quando IPCA e payroll trouxeram volatilidade e alta generalizada nos DIs. Embora a inflação tenha fechado 2025 abaixo do teto da meta, a aceleração dos serviços reforçou cautela do BC, enquanto dados do mercado de trabalho americano adiaram expectativas de corte nos juros pelo Fed. No Brasil, prevalece consenso de início do ciclo de flexibilização monetária em março, sustentando visão positiva para renda fixa no médio prazo.

Destaques: IPCA, Payroll, Selic

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

📉 Expectativas de Mercado para a Selic (DI Futuro da B3)

O mercado de juros futuros (DI da B3) alterou marginalmente suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.

Para o horizonte até a 7R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -225,1 para -229,7 pontos-base.

Para as próximas 8 reuniões do Copom,a expectativa de corte reduziu de -246,1 para -235,1 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,55%, ante 12,44% na semana anterior.

📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias)

Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 11,90%, equivalente a -300 pontos-base de corte. .

Para o horizonte até a 7R/2027, a projeção acumulada considera -475 pontos-base de queda e CDI terminal de 11,90% ao ano.

Expectativas de Mercado do Relatório Focus Bacen

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2026 subiu de 4,05% para 4,06%. Há um mês, a mediana era de 4,44% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2027, a projeção se manteve em 3,80% para 3,80%, enquanto há um mês estava em 4,00%.

A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2026 se manteve em 12,25%, há um mês atrás era 12,50%. Para o final de 2027 se manteve em 10,50%, há um mês atrás era 10,50%.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

 

Resumo Semanal dos Juros Futuros – 05/01/2026 à 09/01/2026

 

Segunda-feira (05/01/2026)

O mercado de juros futuros brasileiro iniciou a semana sob influência externa, após a operação militar dos EUA na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro. A percepção de maior oferta global de petróleo trouxe impacto desinflacionário, favorecendo a busca por segurança nos Treasuries e pressionando os rendimentos para baixo, o que refletiu na curva local. Apesar da liquidez reduzida, os vencimentos intermediários e longos recuaram ao longo do dia, migrando para estabilidade no fechamento. O DI jan/27 encerrou praticamente estável (13,700%), enquanto jan/29 e jan/31 caíram levemente. O boletim Focus manteve projeções para IPCA e Selic estáveis, reforçando expectativa de corte da taxa básica apenas em março.


Terça-feira (06/01/2026)

Com liquidez ainda baixa e ausência de gatilhos relevantes, os juros futuros oscilaram entre alta pela manhã e leve queda à tarde, fechando próximos aos ajustes anteriores. O DI jan/27 subiu para 13,735%, enquanto jan/29 e jan/31 tiveram variações marginais. O leilão do Tesouro Nacional, considerado positivo por reduzir risco esperado, ajudou a aliviar a curva. No radar, investidores aguardam o IPCA de dezembro e o acumulado de 2025, com projeção de 0,37% no mês e 4,31% no ano. O IPC-Fipe acelerou para 0,32%, com destaque para energia e alimentos. O PMI de serviços surpreendeu ao subir para 53,7 pontos, indicando maior atividade e reforçando expectativa de corte da Selic apenas em abril, segundo parte do mercado.


Quarta-feira (07/01/2026)

Os juros futuros mantiveram a calmaria, com movimentos técnicos e liquidez escassa. A parte curta da curva inverteu de alta para queda à tarde, enquanto os trechos intermediários e longos oscilaram pouco. O DI jan/27 caiu para 13,685%, jan/29 subiu levemente para 12,99%, e jan/31 ficou próximo da estabilidade. No exterior, dados fracos do mercado de trabalho dos EUA (ADP e Jolts) reforçaram moderação econômica, pressionando os Treasuries para baixo. No Brasil, não houve gatilhos relevantes, mas cresce consenso de que o Copom iniciará cortes da Selic em março, com projeção de 12,5% ao fim de 2026. Gestoras como Santander Asset mantêm visão positiva para renda fixa local, apoiada pela expectativa de afrouxamento monetário global e inflação sob controle.


Quinta-feira (08/01/2026)

O mercado de juros futuros teve mais um pregão marcado por baixa liquidez e ausência de gatilhos relevantes, mantendo oscilações contidas. A produção industrial de novembro, divulgada hoje, veio em linha com as expectativas (variação nula), sem impacto sobre a curva. Os vértices curtos registraram leve alta intradia, até 4 pontos-base, refletindo ajustes especulativos antes da divulgação do IPCA e do payroll, ambos esperados para sexta-feira. Nos trechos intermediários e longos, o leilão inaugural da NTN-F 2037 trouxe pressão inicial, mas sem efeito duradouro, dado o ajuste na oferta de outros vencimentos pelo Tesouro. No fechamento, DI jan/27 subiu para 13,725%, jan/29 avançou para 13,010%, enquanto jan/31 recuou para 13,32%. O mercado segue com expectativa majoritária de corte da Selic em março, com apenas 20% de chance para janeiro, segundo gestores.


Sexta-feira (09/01/2026)

A divulgação do IPCA de dezembro e do payroll americano trouxe volatilidade e fez preço na curva de juros, após quatro sessões de acomodação. O IPCA veio em linha com a mediana (0,33% no mês e 4,26% no ano), mas a composição mostrou aceleração relevante nos serviços, especialmente intensivos em mão de obra, reforçando cautela do BC. Já o payroll indicou criação de 50 mil vagas, abaixo do esperado, mas com queda da taxa de desemprego para 4,4%, postergando apostas de corte nos Fed Funds para meados do ano. O resultado foi uma firme alta nos DIs, com avanço de 6 a 7 pontos-base nos principais vencimentos: DI jan/27 fechou a 13,76%, jan/29 a 13,060% e jan/31 a 13,345%. Apesar da pressão, o mercado manteve projeção de início do ciclo de afrouxamento da Selic em março, diante da inflação controlada no agregado, mas com núcleos de serviços ainda elevados.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa