Highlights (Resumo): Alta nas Taxas de Juros
Destaques: Atividade Econômica, Treasuries, Selic
O mercado de juros futuros (DI da B3) aumentou suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.
Para o horizonte até a 7R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -206,6 para -229,7 pontos-base.
Para as próximas 8 reuniões do Copom,a expectativa de corte aumentou de -219,3 para -235,1 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,55%, ante 12,71% na semana anterior.
Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 11,90%, equivalente a -300 pontos-base de corte.
Para o horizonte até a 7R/2027, a projeção acumulada considera pontos-base de queda e CDI terminal de 10,40% ao ano.
No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2026 caiu de 4,05% para 4,02%. Há um mês, a mediana era de 4,44% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2027, a projeção se manteve em 3,80% para 3,80%, enquanto há um mês estava em 4,00%.
A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2026 se manteve em 12,25%, há um mês atrás era 12,50%. Para o final de 2027 se manteve em 10,50%, há um mês atrás era 10,50%.
Os juros futuros na B3 tiveram um pregão de baixa intensidade, devolvendo a alta observada na sexta-feira anterior em um dia de agenda econômica esvaziada, baixa liquidez e influência maior do cenário externo, especialmente após o Departamento de Justiça dos EUA intimar o Federal Reserve, o que gerou preocupações sobre a independência do BC americano e pressionou o dólar e os Treasuries. A curva de juros brasileira acompanhou o alívio externo, reforçado também pela ausência de agravamento geopolítico no fim de semana e pelo aparente arrefecimento do risco de uma medida cautelar relacionada ao caso Master, após reunião entre o BC e o TCU. As taxas dos DIs recuaram ao longo da curva, enquanto o mercado local manteve expectativas de corte da Selic para março, com probabilidades moderadas de redução em janeiro e abril, e projeção de taxa terminal em 12,60% ao fim de 2026.
Os juros futuros permaneceram em campo negativo durante praticamente toda a sessão, ancorados por dados domésticos e externos ligeiramente mais fracos, como a queda inesperada de 0,1% na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) no Brasil e núcleos do CPI americano marginalmente abaixo do previsto, o que trouxe alívio aos Treasuries. Os vencimentos intermediários e longos oscilaram perto da estabilidade no fechamento, mas passaram o pregão pressionados, refletindo percepção de desaceleração gradual da atividade e reforçando a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic em março, embora parte do mercado ainda veja chance de início apenas em abril. A leitura dos serviços, com retração relevante em transportes e informação, sinalizou enfraquecimento da demanda, enquanto o CPI dos EUA sustentou apostas moderadas de corte pelo Fed no primeiro semestre. A curva refletiu ainda a oferta neutra de NTN-B pelo Tesouro, mantendo seu movimento predominantemente de alívio na sessão.
Os juros futuros brasileiros subiram ao longo do dia e aceleraram a alta na segunda etapa do pregão, mesmo com queda dos rendimentos dos Treasuries, em movimento atribuído principalmente ao anúncio dos EUA de suspensão de pedidos de visto para o Brasil e outros 74 países, fato interpretado inicialmente como possível sanção e que deteriorou o humor dos investidores locais. Apesar de o câmbio ter estabilizado posteriormente, os DIs mantiveram pressão altista, influenciados por ambiente de liquidez reduzida e fluxo pontual nos mercados. A suspensão de vistos foi posteriormente explicada como medida ligada ao uso do sistema de assistência social por imigrantes, e não como ação geopolítica, mas ainda assim seguiu como principal gatilho de volatilidade do dia. A curva ignorou a pesquisa Genial/Quaest, que mostrou estabilidade na aprovação do governo, e encerrou com altas em toda a estrutura, enquanto o ambiente global de maior aversão ao risco manteve demanda por Treasuries, cujos rendimentos recuaram no período.
Os juros futuros mantiveram trajetória de alta moderada ao longo da segunda metade do pregão, influenciados pela combinação entre a abertura dos Treasuries no exterior e o resultado mais forte do que o esperado das vendas do varejo brasileiro em novembro, que reforçou a leitura de resiliência econômica doméstica. O movimento das taxas intermediárias e longas atingiu máximas por volta das 14h40, acompanhando o aumento dos rendimentos dos títulos americanos após a queda inesperada nos pedidos de seguro-desemprego nos EUA, enquanto o mercado também monitorava as pressões políticas sobre o Federal Reserve, parcialmente amenizadas pela sinalização de Trump de que não pretende demitir Jerome Powell. Internamente, o dado robusto da Pesquisa Mensal do Comércio impulsionou o trecho mais curto da curva, somando-se ao efeito de maior oferta do Tesouro Nacional, que colocou 16,5 milhões em prefixados, adicionando prêmio de risco aos vencimentos longos. Apesar da surpresa positiva no varejo — influenciada pela Black Friday, mas ainda revelando aquecimento em setores ligados à renda — parte do mercado avaliou que a resiliência da atividade pode postergar o início do ciclo de cortes da Selic, concentrando apostas para março e abril. As taxas encerraram com altas ao longo de toda a estrutura, enquanto o mercado local absorvia integralmente as emissões de LTNs e NTN-Fs, com DV01 estimado em US$ 733 mil.
Os juros futuros abriram em firme alta e mantiveram o movimento ao longo da sessão, pressionados pelo IBC-Br de novembro acima das expectativas — expansão de 0,68% frente à projeção mediana de 0,35% — reforçando, após a surpresa do varejo no dia anterior, a percepção de atividade mais aquecida no fim de 2025. Além do impacto doméstico, os DIs também reagiram ao avanço expressivo dos Treasuries, cujos rendimentos atingiram máximas intradia após declarações de Trump indicando a permanência de Kevin Hassett na Casa Branca, reduzindo especulações sobre sua possível nomeação ao comando do Fed. No ambiente local, economistas reunidos com o Banco Central foram unânimes em descartar corte da Selic em janeiro, com visão predominante de início do ciclo apenas em março — embora parte do mercado já demonstre menos convicção sobre a data diante da força recente da atividade. A curva a termo fechou a semana mais inclinada, com avanços relevantes nos vencimentos médios e longos, acompanhando revisões altistas, ainda que modestas, nas projeções de PIB para 2025 e 2026. Para março, as opções de Copom precificavam 70% de probabilidade de flexibilização, divididas entre cortes de 0,25 e 0,50 ponto, enquanto o nível de fechamento da Selic em 2026 permanecia em torno de 15%, com expectativas de queda mais fortes mantidas, mas com maior incerteza sobre o início efetivo do ciclo de afrouxamento.
Fonte: Broadcast
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