Highlights (Resumo): Forte Queda nas Taxas de Juros.
Ao longo da semana, o mercado de renda fixa apresentou um movimento predominante de fechamento de curva, com devolução relevante de prêmios, especialmente na ponta longa, refletindo a melhora do ambiente externo e sinais de alívio inflacionário na margem. O principal vetor foi a queda expressiva do petróleo, impulsionada pela distensão geopolítica no Oriente Médio, o que reduziu as expectativas de inflação global e favoreceu o fechamento das curvas internacionais e domésticas. No cenário local, a comunicação do Banco Central — inicialmente vista com ruídos após o Copom, mas parcialmente esclarecida pela ata e pelo Relatório de Política Monetária — contribuiu para consolidar a percepção de possibilidade de cortes adicionais da Selic, ainda que de forma gradual e dependente de dados. Indicadores como o IPCA-15 abaixo do esperado reforçaram essa dinâmica, enquanto fatores técnicos, como leilões do Tesouro, e episódios de volatilidade no petróleo limitaram o fechamento mais consistente das taxas longas em alguns momentos. Ao final da semana, prevaleceu um ambiente mais construtivo para os ativos de renda fixa, com perda de inclinação da curva e maior confiança em um cenário de moderação inflacionária, embora ainda persistam incertezas ligadas ao cenário externo e à credibilidade da política monetária.
Destaques: Petróleo, Copom, Inflação
O mercado de juros futuros (DI da B3) reduziu suas expectativas de altas na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.
Para o horizonte até a 8R/2027, a projeção acumulada de altas passou de +99 para cortes de -1 pontos-base.
Para as próximas 4 reuniões do Copom, a expectativa de altas alterou de 95 para 32 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 14,72%, ante 14,23% na semana anterior.
📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias)
Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 13,90%, equivalente a -75 pontos-base de corte. .
Para o horizonte até a 8R/2027, a projeção acumulada considera -250 pontos-base de queda e CDI terminal de 11,90% a.a..
No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2026 caiu de 5,33% para 5,33%. Há um mês, a mediana era de 4,44% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2027, a projeção subiu de 4,15% para 4,17%, enquanto há um mês estava em 4,00%.
A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2026 se manteve em 14,00%, há um mês atrás era 12,50%. Para o final de 2027 se manteve em 12,00%, há um mês atrás era 10,50%.
Os juros futuros iniciaram a semana em movimento de correção, devolvendo parcialmente os prêmios acumulados nas sessões anteriores, diante de um ambiente externo mais favorável e fatores técnicos domésticos. A melhora geopolítica no Oriente Médio, com avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã e consequente queda do petróleo, reduziu pressões inflacionárias e contribuiu para o fechamento da ponta longa da curva, promovendo perda de inclinação. Internamente, o cancelamento do leilão de NTN-B pelo Tesouro foi interpretado como sinal de desconforto com os níveis elevados de juros reais, ajudando a conter a abertura recente. Apesar disso, o movimento foi limitado ao longo do dia, com influência negativa da abertura dos Treasuries após sinalização hawkish do Fed e da piora das expectativas de inflação no Boletim Focus. O mercado também permaneceu cauteloso à espera da ata do Copom, diante da percepção de comunicação inconsistente no comunicado anterior, que deixou dúvidas sobre a justificativa do corte da Selic para 14,25% e o possível espaço para novos ajustes.
A divulgação da ata do Copom trouxe alívio adicional aos prêmios na curva de juros, especialmente nos vértices curtos e intermediários, embora a ponta longa tenha acompanhado em menor intensidade, mantendo a inclinação elevada. Inicialmente interpretado como mais duro, o documento acabou sendo relido de forma mais construtiva, levando o mercado a entender que o Banco Central mantém a possibilidade de novos cortes de juros, ainda que de forma gradual e dependente de dados. A sinalização de um eventual ciclo “stop-and-go” reforçou esse entendimento, embora não tenha eliminado as divergências entre analistas quanto ao rumo da política monetária. O ambiente externo também contribuiu positivamente, com queda adicional do petróleo e fechamento das curvas internacionais. As expectativas para a reunião de agosto permaneceram divididas, mas com leve inclinação para corte da Selic. A ata também reafirmou cautela diante das incertezas globais, como o conflito no Oriente Médio, e preparou o terreno para o Relatório de Política Monetária, visto como nova oportunidade para o BC aprimorar sua comunicação.
Os juros futuros apresentaram queda expressiva ao longo do dia, influenciados predominantemente pelo cenário externo, com destaque para a forte retração do petróleo e seus impactos sobre a inflação global. A commodity atingiu níveis pré-guerra, refletindo a expectativa de normalização do fluxo no Estreito de Ormuz, o que reduziu significativamente os prêmios inflacionários e pressionou para baixo tanto as curvas internacionais quanto domésticas. Esse movimento foi acompanhado por fechamento relevante dos Treasuries e das expectativas implícitas de inflação. No mercado local, a agenda esvaziada reforçou a dependência dos fatores externos, enquanto os agentes aguardavam o Relatório de Política Monetária e o IPCA-15 do dia seguinte. A curva passou a precificar cenário dividido para a próxima decisão do Copom, com leve predominância de apostas em corte da Selic, ao passo que persistiam dúvidas sobre a coerência da comunicação recente do Banco Central e sua capacidade de sustentar credibilidade.
O mercado de juros apresentou comportamento misto, com continuidade do fechamento nos trechos curtos e intermediários, sustentado por dados domésticos benignos e expectativa de flexibilização monetária, enquanto a ponta longa reverteu o movimento e passou a subir. O IPCA-15 de junho abaixo das projeções reforçou o alívio inflacionário na margem e impulsionou a compressão de prêmios pela manhã. Além disso, o Relatório de Política Monetária e as falas do Banco Central consolidaram a percepção de que ainda há espaço para cortes adicionais da Selic, dentro de uma estratégia gradual. No entanto, a deterioração do cenário externo, com nova alta do petróleo após tensões no Estreito de Ormuz, interrompeu o fechamento das taxas longas, evidenciando a sensibilidade da curva ao risco global. Questões técnicas também influenciaram, como o leilão de prefixados do Tesouro, que apresentou volumes mais elevados e gerou pressão adicional. Apesar do alívio parcial, persistem dúvidas sobre a sustentabilidade do movimento, diante de um ambiente externo ainda incerto e comunicação do BC considerada imperfeita.
Encerrando a semana, os juros futuros consolidaram movimento relevante de fechamento, impulsionados principalmente pela queda expressiva do petróleo, que acumulou forte desvalorização semanal e voltou a níveis pré-conflito, reduzindo as pressões inflacionárias globais. Esse cenário, aliado ao bom comportamento dos Treasuries e à apreciação do câmbio, contribuiu para uma redução consistente dos prêmios ao longo de toda a curva, especialmente na ponta longa, resultando em perda de inclinação. O ambiente externo prevaleceu sobre os dados domésticos, enquanto o mercado assimilava os efeitos do IPCA-15 mais fraco e reforçava as apostas em corte da Selic na reunião de agosto. Indicadores como emprego e renda mostraram estabilidade, mas com sinais de pico, alimentando a percepção de desaceleração gradual. Ainda assim, parte dos analistas manteve postura cautelosa, destacando riscos fiscais e dúvidas quanto à convergência da inflação no horizonte relevante. O balanço final da semana evidenciou melhora significativa do sentimento, embora com dependência elevada da trajetória do petróleo e das condições externas.
Fonte: Broadcast
Duration (Duração)
A duration mede o prazo médio financeiro do título e, na prática, indica o quanto o preço reage a variações na taxa de juros. Quanto maior a duration, maior a sensibilidade do preço.
Convexidade
A convexidade complementa a duration ao capturar a não linearidade da relação entre preço e taxa de juros.
Enquanto a duration mede a sensibilidade local (linear), a convexidade mostra como essa sensibilidade muda à medida que a taxa se desloca, tornando-se especialmente relevante em:
Na prática, a convexidade explica por que títulos longos: perdem mais valor quando a taxa sobe, mas também ganham mais quando a taxa cai.
Perda $ no dia (+0,1↑)
Valor, em reais, da variação no preço do título para uma alta de 0,1 ponto percentual na taxa de juros (Ex: 10,00% para 10,10%).
Traduz risco em termos monetários.
Perda $ no dia (+0,1↑)
Impacto percentual no preço do título em um cenário de alta de 0,1% na taxa (Ex: 10,00% para 10,10%).
Traduz risco em termos retorno (rentabilidade).
Observações:
Fonte: Broadcast
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