Análise Semanal de Renda Fixa
21/06/2019 à 28/06/2019

Semana 49

Principais Notícias para o Mercado de Renda Fixa

Contribuição: José Luis Gomes Lisboa CFP®

O Relatório de Mercado Focus mostrou que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 3,84% para elevação de 3,82%, abaixo do centro da meta de 2019 de 4,25%. Há um mês estava em 4,07%. A projeção para o índice em 2020 foi de 4,00% para 3,95%. Já a estimativa para o PIB em 2019 caiu de 0,93% para 0,87% e em 2020 seguiu em 2,20%. A projeção para Selic permaneceu em 5,75% ao ano para o fim de 2019 e em 6,50% no fim de 2020.

O IPCA-15 teve alta de 0,06% em junho ante 0,35% em maio, ficando no mais baixo nível de inflação para o mês desde 2006. O resultado também veio ligeiramente abaixo da mediana das previsões de 0,07%. O IPC-S também desacelerou em seis das sete capitais analisadas da segunda quadrissemana de junho para a terceira leitura do mês. No período, o indicador passou de alta de 0,04% para queda de 0,05%. Esses dados ajudam a fortalecer o sentimento do mercado em torno de cortes de juros pelo Copom nas próximas reuniões.

A ata do Copom chancelou a perspectiva de Selic menor mas voltou a condicionar a flexibilização monetária a avanços concretos na reforma da Previdência, enfraquecendo as expectativas de que pudesse iniciar o ciclo de afrouxamento com passo maior, de 0,50 pp no mês que vem. A ata também indicou que a projeção da Selic na Focus de 5,75% ao ano produz inflação em torno da meta para 2020. Ou seja, a leitura é de que o espaço para cortar a Selic pode ser menor do que parte do mercado espera. Algumas casas veem Selic a 5% no fim do ciclo.

O esforço conjunto do Executivo e Legislativo para a inclusão de Estados e municípios na reforma da Previdência, as declarações do presidente da Câmara garantindo que votará a reforma no plenário da Casa antes do recesso parlamentar, a intenção da equipe econômica de injetar R$ 100 bilhões em recursos na economia via redução de depósitos compulsórios, a meta de inflação de 3,5% em 2022 estabelecida pelo CMN num cenário de IPCA baixo e que contempla redução de ao menos 0,75 pp da Selic caso a Previdência avance, além do saldo fraco do Caged de maio, de geração de 32,1 mil vagas, o pior resultado para o mês desde 2016, contra mediana das estimativas de 70 mil postos, foram bem recebidos pelo mercado e ajudaram a manter o apetite pelo risco prefixado. O fechamento de um acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia também contribuiu para compor o clima favorável.

Os mínimos detalhes no andamento da reforma da Previdência são observados com atenção, porque ainda está incerto em qual ponto da tramitação poderá ser considerado um “avanço concreto nas reformas”, como citou a ata. Por isso, o mercado está dividido sobre o início do ciclo de afrouxamento, se julho ou setembro. Campos Neto reiterou a mensagem dos recentes documentos do BC, afirmando que o risco ligado às reformas é preponderante, mas evitou comentar em qual etapa do processo de tramitação no Congresso o BC poderia reduzir a Selic.

A expectativa de um desfecho positivo para as questões comerciais entre EUA e China na reunião do G20 ajudou a manter o otimismo no mercado internacional.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa

Estruturas a Termo de Taxas de Juros Anbima (Curvas de Juros)

Gráfico de Retorno versus Risco Renda Fixa - Tesouro Direto

Rendimentos da Renda Fixa nominais brutos do Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar e CDI

Volatilidade da Renda Fixa (Risco de Mercado) Tesouro Direto, Ibovespa e Dólar

Características do Tesouro Direto: Taxa de Compra, Preço de Compra, Duration(Duração), Duração Modificada, DV01 e Volatilidade(Desvio padrão últimos 21 úteis)