Análise Semanal de Renda Fixa
12/07/2019 à 19/07/2019

Semana 52 :: 🎂 1 ano de Análises Semanais :: 🎂

Principais Notícias para o Mercado de Renda Fixa

Contribuição: José Luis Gomes Lisboa CFP®

O Relatório de Mercado Focus mostrou que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 3,80% para elevação de 3,82%. A projeção para o índice em 2020 passou de 3,91% para 3,90%. As projeções mais recentes do BC no RTI divulgado no fim de junho e considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,6% em 2019 e 3,9% em 2020. Entre as Top 5, a mediana das projeções para 2019 passou de 3,72% para 3,87% e para 2020 de 4,00% para 3,81%. A expectativa de alta para o PIB em 2019 desacelerou de 0,82% para 0,81% e para 2020 o mercado alterou a previsão de 2,20% para 2,10%. No RTI de junho o BC atualizou sua projeção para o PIB em 2019 de alta de 2,0% para elevação de 0,8%. A mediana das previsões para a Selic em 2019 seguiu em 5,50% ao ano. Já a projeção para o fim de 2020 permaneceu em 6,00%.

O fato de a reforma não ter sido aprovada definitivamente na Câmara antes do recesso não deve impedir o Copom de iniciar a redução da taxa Selic na reunião deste mês nos dias 30 e 31. A percepção é a de que a reforma será aprovada sem dificuldades em segundo turno na Câmara e que não haverá grande desidratação no Senado. Foi bem recebida a possibilidade de uma PEC paralela no Senado para inclusão de Estados e municípios. Com o risco-país num nível muito baixo, o dólar mais fraco, juro baixo no exterior e a economia estagnada, o Copom deverá cortar os juros. As taxas futuras refletem aposta majoritária em redução da taxa básica em 0,25% e expectativa de que o ciclo total de afrouxamento monetário seja de 1%.

Percepção de impacto positivo da liberação de saques de parte do FGTS e PIS/Pasep, mas considerado insuficiente no combate à fraqueza da atividade econômica neste ano. O anúncio dos detalhes da liberação foi adiado para a próxima semana. Essa liberação e um possível reajuste nos preços das loterias não afetam as expectativas para o ciclo de afrouxamento monetário, já que trariam impactos marginais na atividade e na inflação no curto prazo.

O resultado positivo do IBC-Br de maio, depois de quatro meses consecutivos de queda, foi recebido sem impacto nos preços, diante da percepção de que a alta (+0,54% ante abril), ainda que acima da mediana (+0,50%), não alterou a percepção de risco sobre a recessão no Brasil no primeiro semestre, nem as apostas de que o ciclo de afrouxamento da Selic começa já no Copom de julho. Os dados da indústria, varejo e serviços ainda sinalizam um ambiente de modesta recuperação da economia brasileira.

Leitura positiva de indicadores da China, embora o país tenha registrado a menor expansão do PIB em 27 anos. Além do PIB, a China reportou resultados da indústria e de investimentos em ativos fixos não rurais que vieram acima das estimativas.

As apostas para o juro nos EUA viraram de novo. A possibilidade de um corte mais agressivo nos juros pelo Fed no fim deste mês foi motivada pela fala do presidente do Fed Nova York, John Williams, que afirmou que é preciso “agir mais rápido” para gerar estímulos em cenários com a taxa de juros próxima de zero. Mas o Fed de NY tratou de esclarecer que John Williams fez um “discurso acadêmico”, sem intenção de enviar sinal específico sobre política monetária. Assim, ao contrário do que o mercado interpretou, um corte mais agressivo pode não estar nos planos. Além disso, o varejo dos EUA veio acima do esperado, esfriando as apostas em redução mais aguda pela autoridade monetária do país. A percepção é a de que uma recessão não está para ocorrer imediatamente.

A expectativa de queda nos juros do Fed e do BCE abriu espaço para os BCs de países emergentes cortarem as taxas para incentivar suas economias. Os novos cortes feitos pelos BCs de Coreia do Sul, Indonésia, África de Sul e Ucrânia se juntaram ao ciclo de afrouxamento monetário mundial que se iniciou neste ano na região da Ásia-Pacífico. Desde abril, Nova Zelândia, Índia, Malásia e Filipinas já reduziram os juros referenciais. O ciclo mundial de afrouxamento monetário coloca em evidência a natureza globalizada de reduções, enquanto as autoridades monetárias empenham-se em reagir aos sinais de queda no crescimento econômico.

Fonte: Broadcast e Valor Econômico

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa

Estruturas a Termo de Taxas de Juros Anbima (Curvas de Juros)

Gráfico de Retorno versus Risco Renda Fixa - Tesouro Direto

Rendimentos da Renda Fixa nominais brutos do Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar e CDI

Volatilidade da Renda Fixa (Risco de Mercado) Tesouro Direto, Ibovespa e Dólar

Características do Tesouro Direto: Taxa de Compra, Preço de Compra, Duration(Duração), Duração Modificada, DV01 e Volatilidade(Desvio padrão últimos 21 úteis)