Carteiras de Investimento em Renda Fixa → Novembro de 2023

Acompanhamento do comportamento Mensal de Carteiras de Investimentos em Renda Fixa

Começamos ressaltando que trata-se de um projeto de cunho educacional, não existe sugestão ou indicação de investimento em nenhuma das carteiras. 

É aprender sobre a Renda Fixa acompanhando o mercado, é ter a visão prática e real.

O intuito é contribuir para elevação das discussões sobre investimentos em Renda Fixa no Brasil.

Acreditamos que com a obrigação da Marcação a Mercado de vários ativos de Renda Fixa, fato ocorrido em janeiro de 2023, a necessidade do entendimento sobre comportamento dos ativos de Renda Fixa ficará ainda mais latente.

Gráfico do Retorno Acumulado no Mês

Gráfico do Retorno Acumulado no Ano

→ Resumo Mensal das Notícias do Mercado de Renda Fixa

Contribuição: José Luis Gomes Lisboa CFP® Linkedin

O mês de novembro termina com fortes ganhos nos mercados acionários aqui e no exterior, em meio a apostas sobre o fim do ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos e divulgação de indicadores abaixo do esperado. O Ibovespa acumulou valorização de 12,54% no período – no melhor novembro para a referência da B3 em três anos -, enquanto em Nova York os índices ganharam 10,70% (Nasdaq), 8,92% (S&P 500) e 8,77% (Dow Jones).

 

O apetite a risco ganhou impulso já na primeira semana do mês, quando os dados de criação de emprego nos Estados Unidos abaixo do esperado apoiaram uma interpretação de provável ponto final à chance de altas de juros no país, além de um indicador de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) precisará cortar as taxas mais cedo que o projetado. Isso após o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) anunciar a manutenção dos Fed Funds em 5,25% a 5,50% ao ano e o presidente do Fed, Jerome Powell, reforçar a necessidade de cautela para as próximas decisões.

 

Outro fator que tem apoiado os mercados foi o movimento de correção nos rendimentos dos Treasuries – os títulos do Tesouro americano -, após alguns vencimentos chegarem a registrar 5% com o discurso de Powell em um painel do Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmando que a economia dos Estados Unidos segue forte e sugerindo que a resiliência da atividade no país pode levar a um maior aperto monetário. Mas desde então houve alívio das taxas, motivado por exemplo pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano, que ficou estável em outubro ante setembro, abaixo da mediana de analistas consultados pelo Projeções Broadcast (+0,1%).

 

A volatilidade dos preços do petróleo também estiveram em destaque durante o mês. O tipo Brent chegou a ficar abaixo dos US$ 80 por barril pela primeira vez desde julho deste ano, à medida que temores sobre o enfraquecimento da demanda na China deixaram os riscos geopolíticos em segundo plano. Depois, os contratos passaram a se beneficiar de especulações sobre medidas da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) para equilibrar mais o mercado. Hoje a Opep+ divulgou o comunicado pós-reunião do grupo, no qual não especificou se houve acordo para os planos dos integrantes. Mas fôlego já havia diminuído em meio ao feriado de Ação de Graças e notícias de extensão no cessar-fogo entre Israel e Hamas. No acumulado de novembro, os tipos Brent e WTI desvalorizaram 5,14% e 6,66%, respectivamente.

 

Por aqui, o mês também começou com a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), que cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual e levou a taxa a 12,25% ao ano. Com o feriado de Finados no dia seguinte à decisão, a Bolsa brasileira aproveitou o impulso só na sexta-feira, dia 3, principalmente pelo cenário nos Estados Unidos.

 

Ainda, o avanço da agenda econômica no Congresso Nacional apoiou o desempenho positivo dos mercados domésticos. Em novembro houve a aprovação do relatório preliminar da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) com meta de déficit zero em 2024 pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), além de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado ter aprovado o relatório da reforma tributária.

 

Isso tirou um pouco o foco do risco fiscal no País, que muito foi discutido em outubro, com preocupações do mercado em torno da mudança da meta de 2024 – que acabou não alterada, ao menos por ora. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia voltado a sinalizar uma divergência com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a busca por um déficit primário zero no ano que vem, os presidentes da Câmara e do Senado manifestaram apoio.

 

Entre os indicadores de destaque no mês, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro (+0,24%), o IBC-Br (-0,06%) e os dados de serviços (-0,30%) foram surpresas benignas que reforçaram a narrativa da perda da resiliência da atividade e apoiaram alta do Ibovespa e queda dos juros futuros. Nos últimos dias, foram conhecidos também o IPCA-15 de novembro (+0,33%) e os dados de emprego do Caged e da Pnad Contínua.

 

Já no âmbito corporativo, os investidores acompanharam mais uma temporada de resultados trimestrais. Destaque para o aguardado balanço de 2022 da Americanas, depois de quatro adiamentos e 11 meses após a divulgação de um dos maiores escândalos contábeis do Brasil. Houve também a troca na presidência do Bradesco – o que beneficiou a ação – e a divulgação do plano estratégico 2024-2028 da Petrobras – que não levou os papéis da estatal a firmarem uma tendência.

Fonte: Broadcast

→ Comportamento dos Ativos

O mês de novembro de 2023 foi de fortes ganhos para os ativos de risco na Renda Fixa, como os Prefixados e IPCA+ mais longos. Foi um mês de forte fechamento nas Taxas de Juros.

Com exceção do IMA-S (0,91% no mês), todos os ativos de Renda Fixa das carteiras renderam acima do CDI ► 0,92%.

Destaques positivos Pré de 5 anos +5,81% e IPCA de 20 anos +4,68% no mês.

As Curvas de Juros seguem invertidas (Taxa CDI (12,15% a.a. em novembro) maior que as Taxas de vencimentos superiores, logo o carregamento de ativos segue negativo) e pesa sobre os retornos dos ativos Prefixados e IPCA+ quando comparados ao CDI.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,24% no mês de novembro.

Ibovespa valorizou-se +12,54% e o Dólar perdeu -2,41%.

Todas as Carteiras superaram o CDI em novembro de 2023.

Curvas de Juros de Títulos Públicos Anbima ( ETTJ Svensson)

Prefixados

IPCA+

Inflação Implícita

Resultados das Carteiras de Renda Fixa

Carteira de Renda Fixa Conservadora

Carteira Conservadora de Renda Fixa

O perfil Conservador obteve um retorno no mês de 1,03% (112,29% do CDI).

Os ativos de Crédito Privado atrelados ao CDI – IDA DI renderam (1,23% no mês) o CDI → 0,92%.

Destaque positivo para IPCA+ de 2 anos +1,83%.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,24% no mês de novembro.

Carteira de Renda Fixa Moderada

Carteira Moderada de Renda Fixa

O perfil Moderado obteve um retorno no mês de 1,56% (176,14% do CDI).

Os ativos de Crédito Privado atrelados ao CDI – IDA DI renderam (1,23% no mês) o CDI → 0,92%.

Destaque positivo para IPCA+ de 10 anos +3,03% e o Pré de 2 anos 2,70%.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,24% no mês de novembro.

Carteira de Renda Fixa Arrojada

Carteira Arrojada de Renda Fixa

O perfil Arrojado de Renda Fixa obteve um retorno no mês de 2,41% (262,54% do CDI).

Os ativos de Crédito Privado atrelados ao CDI – IDA DI renderam (1,23% no mês) o CDI → 0,92%.

Destaque positivo para IPCA+ de 20 anos +4,68% e o Pré de 5 anos 5,81%.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,24% no mês de novembro.

Carteira de Renda Fixa + Renda Variável

Carteira de Renda Fixa + Renda Variável

O perfil RF + RV obteve um retorno no mês de +3,48% (379,47% do CDI). 

Os ativos de Crédito Privado atrelados ao CDI – IDA DI renderam (1,23% no mês) o CDI → 0,92%.

Destaque positivo para IPCA+ de 20 anos +4,68% e o Pré de 5 anos 5,81%.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,24% no mês de novembro.

O Ibovespa teve o melhor retorno da carteira no mês valorizou-se +12,54%.

O Dólar perdeu -2,41%, sendo o detrator do resultado da carteira.

A carteira RF e RV foi a de melhor rendimento em novembro de 2023.

Retorno Acumulados das Carteiras de Renda Fixa

Retorno Ano

Retorno no Mês