Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 103

Highlights (Resumo):

Alta nos Juros Curtos e Queda nos Longos (perda de inclinação).

Principais vetores: Mercado considerou uma postura mais conservadora por parte do Copom para sua futuras atuações na taxa básica (Menos cortes agora). Seguem divididas as apostas para o próximo Copom (agosto). IPCA um pouco abaixo das expectativas e ainda comportado.
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Destaques: IPCA e Bacen

Principais Notícias para o Mercado de Renda Fixa

Contribuição: José Luis Gomes Lisboa CFP® Linkedin

A projeção no Relatório de Mercado Focus para a inflação está bem abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 pp (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%. O IPCA subiu 0,26% em junho. No acumulado do primeiro semestre do ano, a alta é de 0,10%.

A curva continuou perdendo inclinação com base na aposta majoritária de manutenção da Selic, alguma melhora nas perspectivas para a economia brasileira e avaliação de que a agenda de reformas será retomada em breve.

O IPCA de junho (+0,26%) abaixo da mediana das previsões (+0,30%) e com abertura bastante benigna, e a inesperada queda no volume de serviços prestados em maio ante abril (-0,09%), número abaixo do piso das estimativas (+2,9%), provocaram ajustes no quadro de apostas para a Selic e frearam um pouco o avanço da percepção de manutenção, com base em declarações mais otimistas de membros do BC sobre a retomada da economia e em dados de atividade melhores que o previsto. O cenário voltou a ficar equilibrado entre corte de 0,25 pp e manutenção da taxa em agosto.

A leitura foi de que a retomada da atividade ainda não é homogênea e que a inflação segue controlada, o que pode deixar espaço para a possibilidade de ajuste residual da Selic mencionada pelo Banco Central. O presidente do Bacen disse que “não está no jogo nenhum tipo de política não convencional até que todos os modelos de política convencional estejam exauridos” e que “existe algum espaço residual, apesar de pequeno, para flexibilizar” a política monetária.

O dólar terminou a semana marcada por fortes oscilações a R$ 5,3218, praticamente estável, com leve alta acumulada de 0,05%. Em julho, o dólar cai 2,1%. A moeda americana operou nos últimos dias ao redor dos R$ 5,30, em pregões marcados por baixo volume de negócios. A avaliação dos traders é quem sem um sinal mais claro sobre a intensidade da recuperação da economia brasileira e dos rumos dos casos de covid no Brasil e nos EUA, que tem batido recordes diários, o câmbio deve seguir volátil, sem firmar tendência.

Semana de 13 a 17 de julho

O noticiário em torno do avanço da Covid-19 pelo mundo, em especial nos EUA, que têm registrado aceleração no número de casos e mortes nas últimas semanas, seguirá no radar do mercado nos próximos dias, na medida em que o aumento no ritmo das contaminações tem afetado o processo de reabertura da economia.

A agenda doméstica de indicadores e eventos é reduzida, tendo praticamente como único destaque a divulgação do IBC-Br de maio, que encerra a bateria de dados de atividade daquele mês e que vai ajudar a calibrar os prognósticos do mercado para o PIB do segundo tri. O indicador também deve contribuir para ajustes no quadro de apostas para a Selic no Copom de agosto, que, por enquanto, mostra que a maioria das expectativas é de manutenção da taxa em 2,25%.

Externamente, o principal indicador na semana é o PIB da China no segundo tri, mas também saem dados da indústria e comércio exterior de junho do país asiático. Nos EUA, na quarta-feira (15), haverá a publicação do Livro Bege do Fed, sumário das condições econômicas que serve de base para as decisões de política monetária, e o relatório com as vendas no varejo de junho na quinta-feira (16). A semana contempla ainda decisões sobre juros do Banco Central Europeu (BCE), na quinta, do Banco do Japão e Banco do Chile, na quarta.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa

Curvas de Juros do Tesouro Direto

Gráfico de Retorno versus Risco Renda Fixa - Tesouro Direto

Rendimentos e Volatilidade da Renda Fixa: Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

Características do Tesouro Direto: Taxa de Compra, Preço de Compra, Duration(Duração), Duração Modificada, DV01 e Volatilidade(Desvio padrão últimos 21 úteis)

Volatilidade da Renda Fixa (Risco de Mercado) Tesouro Direto, Ibovespa e Dólar

Retornos Mensais e 12 Meses Ordenado

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI