Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 105

Highlights (Resumo):

Quedas nas Taxas Curtas e Médias. Alta marginal nas Longas.

Principal(is) vetore(s): IPCA-15 de julho abaixo do piso, consolidou as expectativas sobre o próximo passo do Banco Central: as apostas agora estão amplamente majoritárias para mais um corte da Selic, de 0,25 p. p. em agosto

Destaque(s): IPCA 15

Principais Notícias para o Mercado de Renda Fixa

Contribuição: José Luis Gomes Lisboa CFP® Linkedin

Na pesquisa Focus (27), o relatório mostrou que o mercado revisou as projeções para o PIB de 2020 de queda de 5,95% para -5,77%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 6,64%. Já as projeções para IPCA deste ano caíram de 1,72% para 1,67%. Entre as instituições denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2020 foi de 1,58% para 1,51%.

O IPCA-15 de julho, que subiu 0,30%, abaixo do piso do intervalo das estimativas do mercado (0,35% a 0,58%, com mediana de 0,51%) consolidou as expectativas sobre o próximo passo do Banco Central: as apostas agora estão amplamente majoritárias para mais um corte da Selic, de 0,25 p. p. em agosto. A taxa do DI para janeiro de 2021, que melhor capta as apostas para a política monetária nas reuniões do Copom em 2020, foi para baixo dos 2% pela primeira vez. A queda foi mais intensa no chamado miolo da curva de juros, pela perspectiva de manutenção de Selic estável por período prolongado.

Pode ter contribuído também para o alívio nas taxas, as declarações do diretor de Política Monetária do Bacen, Bruno Serra. Ele repetiu que um eventual ajuste futuro no grau de estímulo monetário será residual. Disse ainda, “não estamos muito preocupados com inflação para 3 a 6 meses”. O mercado reagiu ainda à melhora do ambiente político e à perspectiva da retomada de agenda de reformas, após o governo enviar ao Congresso uma proposta para a mudança do arcabouço tributário do País, sobretudo porque desistiu de reonerar a cesta básica.

O dólar encerrou a semana em R$ 5,2060, acumulando queda de 3,2%, a maior baixa semanal desde os últimos cinco dias de maio. Em julho, a divisa dos EUA tem baixa de 4,2%. O movimento foi reflexo de uma conjunção de fatores externos e internos. Internamente, pela melhora da percepção política interna combinada com entrada de capital externo para oferta de ações. No exterior, a aprovação do fundo bilionário de recuperação na Europa, a primeira alta no número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA em quase quatro meses para um total acima do previsto, resgatando dúvidas em relação à retomada no pós-pandemia, as expectativas em torno de um novo pacote de ajuda econômica nos EUA e o avanço dos testes de vacinas contra o coronavírus pesaram no enfraquecimento geral do dólar, apesar das tensões entre EUA e China.
 
Semana de 27 a 31 de julho

O destaque da agenda é a decisão de política monetária nos EUA. Na quarta-feira (29), o Fed se reúne para definir a taxa de juros, atualmente entre zero e 0,25%. A maior expectativa é quanto a possíveis sinalizações do comunicado e da entrevista do presidente do Fed, Jerome Powell, após o fim da reunião, em relação a estímulos monetários em meio à pandemia.

Nos EUA e na Europa, as atenções também estarão voltadas à leitura do PIB do segundo tri na quinta-feira (30). Na sexta-feira (31), serão divulgados os dados de gasto com consumo e renda pessoal norte-americano em junho, incluindo o índice de preços de gastos com consumo (PCE), principal indicador de inflação monitorado pelo Fed.

No Brasil, o ponto alto da agenda macroeconômica é a divulgação da Pnad Contínua, que vai mostrar o comportamento do emprego e renda no mês de junho. Também são esperados os números do Caged do mês passado. Ainda, o Bacen vai trazer a nota de crédito, que poderá mostrar efeitos dos programas lançados pelo governo para ajudar empresas e famílias na crise.

Fonte: Broadcast

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