Análise Semanal de Renda Fixa
06/12/2019 à 13/12/2019

Resumo do Mercado de Renda Fixa: Semana 73

Highlights (Resumo):

Fechamento das Curvas

Principais vetores: Copom, Fed e  melhora nas  negociações comerciais EUA x China.

Destaque: forte queda no CDS  5 anos brasileiro.

Principais Notícias para o Mercado de Renda Fixa

Contribuição: José Luis Gomes Lisboa CFP® Linkedin

O Boletim Focus mostrou elevação das estimativas para o PIB de 2019 de 0,99% para 1,10% e também para 2020, que subiu de 2,22% para 2,24%. O relatório também mostrou aumento nas estimativas para o IPCA de 2019 de 3,52% para 3,84%. Para 2020, no entanto, a projeção manteve-se inalterada em 3,60%. Para a taxa Selic também não houve alteração nas projeções, que mantiveram-se em 4,50% para este e o próximo ano. No grupo dos analistas que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo no Focus, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 4,50% ao ano. No caso de 2020 foi de 4,00% para 4,25%.

O Copom reduziu a taxa Selic de 5,00% para 4,50% por unanimidade. O BC avaliou que a decisão é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2020 e, em grau menor, o de 2021. O Copom reiterou ainda, que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. No comunicado, o comitê optou por não fazer nenhuma sinalização sobre a possibilidade de novos cortes na taxa de juros em 2020. A percepção corrente é que a meta inflacionária ainda está longe de ser comprometida por uma economia mais aquecida, o que permite vislumbrar a possibilidade de nova redução em fevereiro. As apostas do mercado, no entanto, seguem divididas.

Além do acordo comercial EUA x China, a decisão da agência de classificação de risco S&P Global Ratings de melhorar a perspectiva da nota brasileira e a possibilidade deixada pelo Banco Central para corte adicional da Selic em 2020 tiveram peso decisivo para a melhora do mercado. A aprovação do texto-base do Projeto de Lei do Saneamento ajudou a compor o cenário positivo, apoiando expectativas de investimentos por governos e iniciativa privada. O volume de serviços, divulgado pelo IBGE, acima do esperado, realimentou perspectivas melhores para a recuperação da economia.

As vendas varejistas de outubro, ainda que tenham vindo em linha com a mediana das estimativas no conceito restrito na margem e acima dela no ampliado, reforçaram a perspectiva de retomada da atividade do País e de ingresso de capitais com melhora do quadro econômico.

A alta do IBC-Br (0,17%), ainda que abaixo da mediana (0,25%) das estimativas na margem, ajudou a embalar perspectivas positivas para a economia doméstica, até porque mostrou o maior resultado desde junho de 2015, além de leituras favoráveis na comparação interanual e em 12 meses.

O Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil, um termômetro do risco-país, operou abaixo do nível de 100 pontos, no menor nível desde outubro de 2012, de acordo com cotações da IHS Markit. O movimento refletiu a inesperada mudança na perspectiva do rating soberano do Brasil pela S&P Global Ratings, de “neutra” para “positiva”, citando progressos na redução do déficit fiscal e melhora no crescimento econômico.

O dólar acumulou queda de 0,95% na semana. Em dezembro, a moeda americana já recua 3,14%. O aumento do otimismo com o Brasil e a menor tensão comercial entre EUA e China, que chegaram a um acordo “fase 1” para resolver as questões comerciais entre as duas maiores economias do mundo, levaram investidores estrangeiros a reduzirem de forma significativa as apostas contra o real no mercado futuro da B3.

O Fed cumpriu o esperado e anunciou a manutenção das taxas dos Fed Funds. A maioria dos dirigentes vê a taxa americana estável, na faixa entre 1,50% e 1,75% até o fim de 2020. O entendimento do mercado é que o cenário traçado por Powell descarta um aumento dos juros nos EUA no curto prazo. O presidente da autoridade monetária americana afirmou que quer ver o que chamou de “alta persistente na inflação” antes de uma nova elevação da taxa.

Autoridades chinesas anunciaram a conclusão da “Fase 1” do acordo comercial com os EUA. Segundo os chineses, os EUA concordaram em retirar tarifas sobre seus produtos em fases e que houve a concordância em não impor novas tarifas previstas para o dia 15. Entre outros pontos, afirmaram ainda que aumentarão importações de produtos agrícolas dos EUA. O diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Larry Kudlow, afirmou que o governo americano negociou um ótimo acordo com China e que deve entrar em vigor em algumas semanas. Ele disse também, que o acordo comercial fase 1 deve melhorar a confiança e a “negociação da fase 2 começa imediatamente”.

Semana de 16 a 20 de dezembro

Expectativa para a Ata da reunião do Copom. O colegiado reduziu a taxa Selic a 4,5% e, em comunicado, deixou em aberto o próximo movimento, abrindo um caminho de dispersão das apostas para a decisão que ocorrerá em encontro nos dias 4 e 5 de fevereiro de 2020. O mercado também vai buscar pistas sobre novas decisões no Relatório Trimestral de Inflação, que será divulgado pelo Banco Central na quinta-feira.

Ainda no Brasil, saem indicadores prévios da inflação de dezembro, o IGP-10 e o IPCA-15. E para finalizar a semana, o BC apresenta a nota do setor externo com dados de novembro para transações correntes e investimentos. Também serão divulgados dados sobre a confiança do consumidor e da indústria.

No exterior, atenções voltadas ainda para o andamento da ‘fase 1’ do acordo comercial fechado entre EUA e China.


Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa

Estruturas a Termo de Taxas de Juros Anbima (Curvas de Juros)

Gráfico de Retorno versus Risco Renda Fixa - Tesouro Direto

Rendimentos da Renda Fixa nominais brutos do Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar e CDI

Rentabilidades da Renda Fixa (Tesouro Direto) em %CDI

Características do Tesouro Direto: Taxa de Compra, Preço de Compra, Duration(Duração), Duração Modificada, DV01 e Volatilidade(Desvio padrão últimos 21 úteis)

Volatilidade da Renda Fixa (Risco de Mercado) Tesouro Direto, Ibovespa e Dólar

Comportamento das Taxas para Renda Fixa - Tesouro Direto