Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 109

Curva de Juros Futuro do DI em 14/08/2020

Curva de Juros Futuro do DI em 21/08/2020

Highlights (Resumo):

Queda nas Taxas de Juros Médias e Longas.

Principal(is) vetor(es): As preocupações com o descontrole fiscal permanecem no radar, apesar da melhoras nas expetativas sobre as questões políticas envolvidas. Semana de intensa volatilidade.

Destaque(s):  Risco Fiscal.

Principais Notícias para o Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto.

Contribuição: José Luis Gomes Lisboa CFP® Linkedin

Entre os destaques do Relatório de Mercado Focus (24), a Selic no fim de 2020 permaneceu em 2,00% ao ano, mas passou de 2,75% para 3% no fim de 2021. A mediana para o IPCA neste ano foi de alta de 1,67% para 1,71%. Entre as instituições denominadas Top 5, a mediana das projeções do IPCA no médio prazo para 2020 foi de 1,58% para 1,63%.

A semana de intensa volatilidade nas taxas de juros futuros, marcada principalmente pelas especulações em torno da permanência de Paulo Guedes à frente do Ministério da Economia e leitura de que declarações do presidente indicavam uma propensão de atender ao chamado desenvolvimentista de aliados e furar o teto, encerrou com ligeira desinclinação. A manutenção do veto a reajustes de servidores até o fim de 2021, conquistada pelo governo na Câmara, tira do mercado um peso adicional, mas não elimina a desconfiança com o cenário fiscal brasileiro. Até porque, a vitória do governo teve um preço: prorrogação do auxílio emergencial e liberação de recursos do Orçamento ainda este ano.

O destaque da agenda foi o resultado super positivo de geração de emprego, saldo líquido de criação de 131.010 vagas, acima do esperado no Caged em julho, mas que acabou não trazendo grandes  impactos na dinâmica das taxas. A precificação da curva  aponta para Selic estável em 2% no Copom de setembro. A arrecadação de impostos e contribuições federais em julho, termômetro da situação das contas públicas e da recuperação da economia, veio dentro do esperado.

As preocupações com o descontrole fiscal que permanecem no radar manteve o dólar em trajetória ascendente frente ao real e levou a divisa americana a acumular alta de 3,31% na semana, 7,47% em agosto e quase 40% no ano, ao encerrar a semana avançando 0,98%, a R$ 5,6066, o maior nível desde o dia 20 de maio passado (R$ 5,6890), apesar da vitória do governo, ao conseguir que a Câmara mantivesse o veto presidencial ao reajuste dos servidores até o fim de 2021 e o Caged “extraordinário” de julho, nas palavras do ministro da Economia.

O banco central dos EUA adotou um tom mais pessimista, ao dizer que a recuperação do PIB americano deve ser menos robusta do que o previsto anteriormente. Além disso, muitos dirigentes pontuaram desaceleração no ritmo de melhora do mercado de trabalho. Essas informações alimentaram a percepção de que a recuperação mais lenta dos EUA limitará o ritmo dos demais países. Na Europa, continua grande a preocupação com uma segunda onda da pandemia e com o reflexo global do conflito comercial EUA x China. Em ata, o Banco Central Europeu alertou que “recentes desdobramentos positivos dos mercados não são apoiados plenamente por dados” e indicou que a incerteza sobre perspectiva econômica permanece elevada e mais dados são necessários para avaliar trajetória futura da economia.

Semana de 24 a 28 de agosto

O andamento da pauta de reformas e a definição de questões fiscais estão entre os principais focos de atenção dos mercados no âmbito local nessa semana. Há grande expectativa em relação ao envio do projeto de Orçamento para 2021 para o Congresso, que tem de ser feito até 31 de agosto, em função do aumento da pressão para mudanças na regra do teto dos gastos. Além disso, o governo pode avançar na definição do valor do pagamento do auxílio emergencial nos meses de prorrogação até dezembro. Na agenda de indicadores, estão previstas as divulgações de dados fiscais e do setor externo, além do IPCA-15 de agosto na terça-feira (25).

No exterior, o mercado mantém no radar o noticiário envolvendo as tensões entre a China e EUA e a negociação para o pacote fiscal norte-americano entre democratas e republicanos no Congresso, que se arrasta há semanas. O calendário de indicadores tem como destaque leitura preliminar do PIB dos EUA no segundo tri na quinta (27), e na sequência, dados sobre renda pessoal e gastos com consumo referentes a julho, incluindo o índice de preços de gastos com consumo (PCE).

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Curvas de Juros do Tesouro Direto

Gráfico de Retorno versus Risco Renda Fixa - Tesouro Direto

Rendimentos e Volatilidade da Renda Fixa: Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

Características do Tesouro Direto: Taxa de Compra, Preço de Compra, Duration(Duração), Duração Modificada, DV01 e Volatilidade(Desvio padrão últimos 21 úteis)

Volatilidade da Renda Fixa (Risco de Mercado) Tesouro Direto, Ibovespa e Dólar

Retornos Mensais e 12 Meses Ordenado

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI