Agosto de 2026 apresentou desempenho positivo em praticamente todos os segmentos da renda fixa, com destaque para os títulos indexados à inflação de prazo mais longo. O movimento refletiu a forte queda das taxas reais ao longo da curva de juros, beneficiando especialmente os vértices de 10 e 20 anos. Os ativos pós-fixados acompanharam a elevada taxa básica de juros, enquanto os títulos prefixados registraram retornos positivos, porém inferiores aos observados nos papéis IPCA+ de maior duration.
📈 Juros Pós-fixados (CDI / Selic)
CDI: +1,09%
IMA-S (Tesouro Selic): +1,11%
IDA-DI (Debêntures CDI – Anbima): +1,09%
📉 Juros Prefixados
Pré 1 Ano: +1,21%
Pré 2 Anos: +1,00%
Pré 5 Anos: +0,83%
📊 Inflação (IPCA+)
IPCA+ 2 Anos: +1,31%
IPCA+ 5 Anos: +1,23%
IPCA+ 10 Anos: +2,09%
IPCA+ 20 Anos: +2,76%
IDA-IPCA Infra: +1,26%
VNA IPCA+: -0,10%
Os títulos indexados ao IPCA foram os grandes destaques do mês, impulsionados pelo fechamento das taxas reais em toda a curva. Os papéis de 10 e 20 anos apresentaram retornos expressivos de 2,09% e 2,76%, respectivamente, superando com ampla margem o CDI. Os vértices de 2 e 5 anos também registraram desempenho positivo, ambos acima de 1,20%. No segmento prefixado, todos os vencimentos encerraram agosto com ganhos, liderados pelo Pré 1 Ano (+1,21%), enquanto os vértices de 2 e 5 anos apresentaram retornos mais moderados. Entre os índices de crédito privado, o IDA-IPCA Infra (+1,26%) superou o CDI, enquanto o IDA-DI (+1,09%) apresentou desempenho praticamente alinhado ao dos ativos pós-fixados.
💹 Renda Variável
Ibovespa: -0,33%
Dólar: +2,05%
🏆 Destaque do Mês
O principal destaque de agosto foi o forte desempenho dos títulos públicos indexados à inflação de longo prazo, beneficiados pela queda das taxas reais. Os índices IPCA+ 10 Anos (+2,09%) e IPCA+ 20 Anos (+2,76%) lideraram os ganhos entre os ativos de renda fixa, superando amplamente o CDI. O crédito privado atrelado à inflação também apresentou resultado consistente, com o IDA-IPCA Infra (+1,26%). Na renda variável, o Ibovespa recuou 0,33%, enquanto o dólar avançou 2,05% frente ao real, reforçando o contraste entre o excelente desempenho da renda fixa e o cenário mais desafiador para os ativos de risco no mês.
RESUMO MENSAL: IBOVESPA ACUMULA LEVE QUEDA EM AGOSTO, APÓS VIVER ‘DOIS MESES EM UM
O Ibovespa termina agosto com queda acumulada de 0,33%, o que dá um pouco de alívio ao investidor após o índice chegar a cair 6,55% no mês até o dia 18, quando teve sua pior sequência desde 2023, com 11 pregões seguidos no campo vermelho. Analistas apontam que a Bolsa chegou a viver “dois meses em um”, dados os cenários tão diferentes entre o início e o término do mês.
Entre os fatores que contribuíram para amenizar o desempenho estão dados que mostraram a inflação doméstica melhor que o esperado. A queda de 0,40% do IPCA-15 de agosto deu mais gás às projeções de que um novo corte da Selic venha na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Na semana passada, o ânimo também apareceu pelo arrefecimento da atividade doméstica, com os dados do Caged.
O cenário, inclusive, apoiou um recuo de cerca de 20 pontos-base da ponta curta dos juros futuros por aqui. Por outro lado, a disparada de títulos longos nos Estados Unidos e um discurso mais duro do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Kevin Warsh – que reforçou a preocupação com a inflação -, fizeram com que o miolo e a ponta longa da curva subissem 5 pontos-base e 10 pontos-base, respectivamente.
Mas, de volta à renda variável, o movimento dos investidores estrangeiros acompanhou a virada da Bolsa brasileira. Até 20 de agosto, a saída líquida de capital estrangeiro da B3 havia chegado a R$ 23,203 bilhões, fluxo explicado pela combinação de fatores externos e internos: lá fora, a cotação do petróleo Brent voltou ao nível dos US$ 90 por barril nos primeiros 20 dias de agosto, juntamente com a percepção de piora dos juros americanos. Por aqui, a temporada de balanços terminou marcada por um cenário macroeconômico difícil.
Entretanto, depois de uma sequência forte de saídas de recursos estrangeiros da Bolsa, uma nova leva de entrada de dinheiro desses investidores nas últimas sessões permitiu que o Ibovespa retomasse o fôlego. Desde o último dia 21, os estrangeiros ingressaram com pouco mais de R$ 4 bilhões na B3 e, de lá para cá, o Ibovespa subiu 3,7%.
Além disso, o mercado passou a incorporar a percepção de que a disputa eleitoral pela Presidência está mais equilibrada. Investidores avaliam que uma eventual troca de governo poderia significar mudança na política econômica e na forma de enfrentar o aumento do endividamento, com expectativa de maior rigor nas contas públicas.
Com esse cenário de incertezas eleitorais e fiscais, o dólar acumulou ganhos de 2,16% em agosto, após recuo de 1,79% em julho.
Lá fora, as bolsas de Nova York acumularam ganhos de 1,3% (Dow Jones), de 2,6% (S&P 500) e de 3,8% em agosto. O setor de tecnologia liderou o avanço mensal, com ações ligadas à inteligência artificial (IA) em destaque em meio à temporada de balanços. A Nvidia subiu mais de 9% no mês, enquanto Microsoft e Micron Technology avançaram 10% e 15% no período, respectivamente.
Fonte: Broadcast
Relatório de acompanhamento dos Rendimentos Mensais de Carteiras de Investimentos em Renda Fixa
Ressalto que trata-se de um projeto de cunho educacional, não existe sugestão ou indicação de investimento em nenhuma das carteiras.
É aprender sobre a Renda Fixa acompanhando o mercado, é ter a visão prática e real.
O intuito é contribuir para elevação das discussões sobre investimentos em Renda Fixa no Brasil.
Acreditamos que com a obrigação da Marcação a Mercado de vários ativos de Renda Fixa, fato ocorrido em janeiro de 2023, a necessidade do entendimento sobre comportamento dos ativos de Renda Fixa ficará ainda mais latente.
