📉 Expectativas de Mercado para a Selic (DI Futuro da B3)
O mercado de juros futuros (DI da B3) aumentou suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.
Para o horizonte até a 7R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -267 para -264 pontos-base.
Para as próximas 7 reuniões do Copom, a expectativa de corte aumentou de -276 para -273 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,13%, ante 12,17% na semana anterior.
📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias)
Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 11,90%, equivalente a 300 pontos-base de corte. .
Para o horizonte até a 8R/2027, a projeção acumulada considera -500 pontos-base de queda, fechando 2027 acom o CDI a 9,90% a.a..
Fevereiro de 2026 apresentou um desempenho mais moderado para a renda fixa, com avanços discretos entre pós-fixados e prefixados, enquanto alguns segmentos atrelados à inflação mostraram maior volatilidade. Os títulos IPCA+ de prazos longos voltaram a ter desempenho negativo, reforçando o comportamento sensível às oscilações das taxas futuras. Os índices de debêntures tiveram performance mais contida.
Todas as carteiras de Renda Fixa superaram o CDI (1,16%), em maior ou menor grau.
Prefixados foram o principal motor de alfa (queda das taxas futuras de curto e médio prazos → valorização dos pré, sobretudo nos vértices maiores).
IPCA+ curtos e médios ajudaram; IPCA+ longos seguiram voláteis, com contribuição pequena/negativa quando presentes.
Na carteira RF + RV, a bolsa (Ibovespa +12,56%) dominou o resultado e o dólar (–4,95%) tirou alguns pontos-base.
Com colaboração do Copilot AI
O Ibovespa acentuou a correção nesta última sessão da semana e do mês, mas não deixou de assegurar uma valorização de 4,09% em fevereiro, em seu sétimo ganho mensal consecutivo. Além disso, o avanço acumulado foi de 17,17% neste primeiro bimestre, no que foi o seu melhor desempenho para o intervalo inicial do ano desde 1999.
“A primeira semana ‘cheia’ após o Carnaval foi de bastante movimento na Bolsa. O mercado abriu com viés positivo, mas o clima foi virando conforme surgiram novos ruídos. No fechamento, o Ibovespa acabou no meio do caminho: pressionado pelo cenário internacional mais instável, e também por ativos realizando lucros após altas fortes, ainda que amparado por algumas blue chips que seguraram o índice [no intervalo]”, diz Bruna Sene, analista de renda variável da Rico.
No quadro de fundo, ela menciona tensões geopolíticas, ruídos sobre a política comercial americana – com incerteza sobre o próximo capítulo das tarifas dos Estados Unidos após a derrota do governo Trump na Suprema Corte – e com o mercado global ainda tentando entender o real impacto da inteligência artificial em setores tradicionais, o que pressiona as bolsas dos Estados Unidos e, por tabela, a B3 também.
Inclusive, em Nova York, as bolsas acumularam perdas na semana de 1,31% (Dow Jones), de 0,95% (Nasdaq) e de 0,44% (S&P 500). No mês, os índices não tiveram direção única, com baixas de 3,38% do Nasdaq e de 0,87% do S&P 500, e alta de 0,17% do Dow Jones.
O câmbio doméstico seguiu em destaque. Com perdas de 0,81% na semana e de 2,16% em fevereiro, o dólar à vista acumula no ano desvalorização de 6,47% em relação ao real, que apresenta em 2026 o melhor desempenho entre as principais divisas emergentes e de exportadores de commodities, ao lado do dólar australiano.
Para o gerente de tesouraria do banco Daycoval, Otávio Oliveira, as notícias envolvendo a corrida eleitoral podem até provocar pequenos solavancos em momentos pontuais, mas não devem ter papel relevante na formação da taxa de câmbio antes do segundo semestre. Por ora, o ambiente externo, marcado por redução da exposição a ativos dolarizados e apetite por outras moedas fortes e divisas emergentes, tende a ser preponderante para o comportamento do real.
“A partir do meio do ano o mercado deve entrar no ‘modo eleições’, o que pode provocar mais volatilidade no câmbio. Nos próximos meses, há espaço para o dólar recuar um pouco mais e se aproximar de R$ 5,00”, diz Oliveira, que vê o real amparado pela atratividade do carry trade, mesmo com o início de um ciclo de cortes da taxa Selic em março. “O IPCA-15 assustou um pouco. Mas o BC deve promover um corte de 50 pontos-base em março e uma redução total entre 250 e 300 pontos até o fim do ano.”
Com respaldo da apreciação do real, os juros futuros cederam no acumulado de fevereiro, com operadores desse mercado já atentos a pesquisas mostrando a eleição de 2026 mais polarizada.
Na semana, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 cedeu 4 pontos-base ante o fechamento da última sexta-feira; o vértice para janeiro de 2029 subiu 5 pontos e o para janeiro de 2031 caiu 1 ponto. O fechamento na curva também marcou o mês de fevereiro, com a taxa do DI para janeiro de 2027 recuando 20 pontos, o para janeiro de 2029, 12 pontos e o para janeiro de 2031, 6 pontos.
Fonte: Broadcast
Relatório de acompanhamento dos Rendimentos Mensais de Carteiras de Investimentos em Renda Fixa
Ressalto que trata-se de um projeto de cunho educacional, não existe sugestão ou indicação de investimento em nenhuma das carteiras.
É aprender sobre a Renda Fixa acompanhando o mercado, é ter a visão prática e real.
O intuito é contribuir para elevação das discussões sobre investimentos em Renda Fixa no Brasil.
Acreditamos que com a obrigação da Marcação a Mercado de vários ativos de Renda Fixa, fato ocorrido em janeiro de 2023, a necessidade do entendimento sobre comportamento dos ativos de Renda Fixa ficará ainda mais latente.
