Relatório Mensal Carteiras de Investimento em Renda Fixa → Fevereiro de 2026

Retorno Acumulados das Carteiras de Renda Fixa

Retorno 12M

Retorno no Mês

Expectativa de Mercado (DI Fut) acumulada para 16 reuniões do COPOM CDI Terminal (% a.a.)

Expectativa Focus para as reuniões do COPOM CDI Terminal (% a.a.)

→ Comentários sobre os movimentos das Expectativas de Mercado (DI Futuro) e do Focus para atuação do COPOM

📉 Expectativas de Mercado para a Selic (DI Futuro da B3)

O mercado de juros futuros (DI da B3) aumentou suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.

Para o horizonte até a 7R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -267 para -264 pontos-base.

Para as próximas 7 reuniões do Copom, a expectativa de corte aumentou de -276 para -273 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,13%, ante 12,17% na semana anterior.

📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias)

Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 11,90%, equivalente a 300 pontos-base de corte. .

Para o horizonte até a 8R/2027, a projeção acumulada considera -500 pontos-base de queda, fechando 2027 acom o CDI a 9,90% a.a..

Rendimento Mensal dos Investimentos em Renda Fixa, Ibovespa e Dólar.

→ Comportamento dos Retornos de Investimentos em Renda Fixa

Fevereiro de 2026 apresentou um desempenho mais moderado para a renda fixa, com avanços discretos entre pós-fixados e prefixados, enquanto alguns segmentos atrelados à inflação mostraram maior volatilidade. Os títulos IPCA+ de prazos longos voltaram a ter desempenho negativo, reforçando o comportamento sensível às oscilações das taxas futuras. Os índices de debêntures tiveram performance mais contida.

📈 Juros Pós-fixados (CDI / Selic)
CDI: +1,00%
IMA-S (Tesouro Selic): +1,01%
IDA-DI (Debêntures CDI – Anbima): +0,79%
 
📉 Juros Prefixados
Pré 1 Ano: +1,04%
Pré 2 Anos: +0,99%
Pré 5 Anos: +0,95%
 
📊 Inflação (IPCA+)
IPCA+ 2 Anos: +1,22%
IPCA+ 5 Anos: +1,38%
IPCA+ 10 Anos: +2,71%
IPCA+ 20 Anos: +3,48%
IDA-IPCA Infra: +0,26%
VNA IPCA+: +0,34%
 
Os títulos IPCA+ apresentaram desempenho positivo em toda a curva, com destaque para os vencimentos mais longos, que superaram os prazos curtos e médios. O resultado sugere alívio nas taxas reais de longo prazo e maior apetite por duration. Os prefixados avançaram de forma mais contida, enquanto os pós-fixados mantiveram estabilidade, acompanhando o CDI. Em direção oposta, os IDAs — tanto o IDA-DI quanto o IDA-IPCA Infra — registraram rendimento mais fraco no mês, com retornos abaixo dos demais índices da renda fixa. O IDA-DI, apesar de positivo, ficou limitado a 0,79%, enquanto o IDA-IPCA Infra avançou apenas 0,26%, refletindo menor tração do mercado de debêntures.
 
💹 Renda Variável
Ibovespa: +4,09%
Dólar: –1,54%
 
🏆 Destaque do Mês
O principal destaque de fevereiro foi a boa performance dos títulos atrelados à inflação ao longo de toda a curva, especialmente nos prazos longos. O movimento beneficiou carteiras mais expostas à marcação a mercado. Na renda variável, o Ibovespa manteve trajetória positiva, embora em ritmo mais moderado em comparação ao mês anterior.

Resultados das Carteiras de Renda Fixa

Carteira de Renda Fixa Conservadora

Carteira de Renda Fixa Moderada

Carteira de Renda Fixa Arrojada

Carteira de Renda Fixa + Renda Variável

Todas as carteiras de Renda Fixa superaram o CDI (1,16%), em maior ou menor grau.

Prefixados foram o principal motor de alfa (queda das taxas futuras de curto e médio prazos → valorização dos pré, sobretudo nos vértices maiores).

IPCA+ curtos e médios ajudaram; IPCA+ longos seguiram voláteis, com contribuição pequena/negativa quando presentes.

Na carteira RF + RV, a bolsa (Ibovespa +12,56%) dominou o resultado e o dólar (–4,95%) tirou alguns pontos-base.

Curvas de Juros de Títulos Públicos Anbima ( ETTJ Svensson)

Prefixados

IPCA+

Inflação Implícita

→ Resumo Mensal das Notícias do Mercado de Renda Fixa

Resumo Mensal das Notícias do Mercado de Renda Fixa – Fevereiro de 2026

1. Panorama Geral

Fevereiro de 2026 foi marcado por um ambiente de acomodação após o rali expressivo de janeiro, com movimentos mais seletivos nos ativos, mas ainda sustentados por fundamentos favoráveis. O Ibovespa avançou 4,09% no mês, acumulando sete altas mensais consecutivas e um ganho de 17,17% no primeiro bimestre, o melhor início de ano desde 1999. O real manteve trajetória de valorização, com o dólar recuando 2,16% em fevereiro, apoiado por fluxo externo, carry trade atrativo e redução da exposição global ao dólar.
Na renda fixa, o mês foi caracterizado por fechamento moderado da curva de juros, com redução dos prêmios sobretudo nos vértices curtos e intermediários. A leitura predominante foi de que o ciclo de cortes da Selic está prestes a se iniciar, possivelmente já em março, ainda que com cautela diante de dados inflacionários pontuais mais pressionados.
Nos relatórios das semanas 394 a 397, o mercado respondeu principalmente a:
  1. consolidação do cenário de corte de juros no curto prazo;
  2. influência relevante do câmbio sobre os juros domésticos;
  3. ambiente externo mais instável, especialmente nas bolsas americanas;
  4. ajustes técnicos e realização de lucros após o forte movimento de janeiro.

2. Semana a Semana

Semana 394 — 06/02
A primeira semana cheia após o Carnaval foi marcada por volatilidade elevada. O mercado iniciou com viés positivo, mas o humor foi se deteriorando ao longo dos pregões, influenciado por ruídos externos, realização de lucros na Bolsa e incertezas sobre a política comercial americana. Os juros oscilaram, mas encerraram a semana relativamente estáveis, com o mercado mantendo o consenso de corte da Selic em março.
Semana 395 — 13/02
O foco esteve no ambiente internacional, com bolsas americanas pressionadas por dúvidas sobre crescimento, inteligência artificial e política monetária. No Brasil, o real seguiu firme, ajudando a conter pressões na curva de juros. Os DIs mostraram movimentos mistos, com leve fechamento nos vértices mais curtos e maior sensibilidade nos intermediários.
Semana 396 — 20/02
A semana foi marcada por maior alívio nos juros futuros, com o mercado reforçando apostas no início do ciclo de cortes. O câmbio teve papel central, sustentando o fechamento da curva. Os ativos de renda fixa responderam melhor, enquanto a Bolsa manteve viés positivo, porém mais seletivo.
Semana 397 — 27/02
No encerramento do mês, prevaleceu um movimento de ajuste fino, com realização parcial de lucros na Bolsa e oscilações técnicas nos juros. Ainda assim, o saldo mensal permaneceu positivo: os DIs acumularam fechamento relevante em fevereiro, especialmente nos vértices de 2027, 2029 e 2031.


3. Expectativas de Mercado

Ao longo de fevereiro, o mercado consolidou a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic já em março, com redução inicial de 50 pontos-base. As projeções indicam cortes acumulados entre 250 e 300 pontos-base até o fim de 2026, condicionados à evolução da inflação e do cenário externo. O boletim Focus apresentou apenas ajustes marginais, sem mudanças estruturais relevantes.


4. Renda Fixa e Tesouro Direto

Os pós-fixados mantiveram desempenho estável, acompanhando o CDI.
Os prefixados avançaram de forma mais contida do que em janeiro, refletindo um mercado mais cauteloso após o forte fechamento anterior.
As NTN-B (IPCA+) apresentaram bom desempenho ao longo de toda a curva, com destaque para os vencimentos longos, beneficiados pelo fechamento das taxas reais.
Já os índices de debêntures (IDAs) tiveram performance inferior: o IDA-DI ficou abaixo do CDI e o IDA-IPCA Infra apresentou retorno bastante limitado, refletindo menor compressão de spreads e menor apetite marginal por crédito privado.
A curva de juros encerrou fevereiro com novo fechamento e perda adicional de inclinação.


5. Panorama Ampliado – Resumo Broadcast

O Broadcast reforça os principais pontos do mês:
Ibovespa em alta de 4,09% em fevereiro e 17,17% no bimestre, melhor início de ano desde 1999.
Bolsas americanas com desempenho mais fraco, aumentando a seletividade global.
Dólar em queda de 2,16% no mês e 6,47% no ano, com o real entre as moedas emergentes de melhor desempenho.
Juros futuros acumulando fechamento relevante:
– DI jan/27: –20 bps
– DI jan/29: –12 bps
– DI jan/31: –6 bps


6. Conclusão

Fevereiro de 2026 foi um mês de consolidação após o rali intenso de janeiro, marcado por menor intensidade nos movimentos, manutenção do fechamento da curva de juros, bom desempenho dos títulos IPCA+, estabilidade dos pós-fixados e rendimento mais fraco dos índices de debêntures. O ambiente externo mais volátil e a proximidade do início do ciclo de cortes levaram o mercado a operar de forma mais técnica e seletiva, sem comprometer o saldo extremamente positivo do primeiro bimestre.

Com colaboração do Copilot AI

RESUMO MENSAL: IBOVESPA TEM 7º MÊS SEGUIDO EM ALTA E MELHOR 1º BIMESTRE DESDE 1999

O Ibovespa acentuou a correção nesta última sessão da semana e do mês, mas não deixou de assegurar uma valorização de 4,09% em fevereiro, em seu sétimo ganho mensal consecutivo. Além disso, o avanço acumulado foi de 17,17% neste primeiro bimestre, no que foi o seu melhor desempenho para o intervalo inicial do ano desde 1999.

“A primeira semana ‘cheia’ após o Carnaval foi de bastante movimento na Bolsa. O mercado abriu com viés positivo, mas o clima foi virando conforme surgiram novos ruídos. No fechamento, o Ibovespa acabou no meio do caminho: pressionado pelo cenário internacional mais instável, e também por ativos realizando lucros após altas fortes, ainda que amparado por algumas blue chips que seguraram o índice [no intervalo]”, diz Bruna Sene, analista de renda variável da Rico.

No quadro de fundo, ela menciona tensões geopolíticas, ruídos sobre a política comercial americana – com incerteza sobre o próximo capítulo das tarifas dos Estados Unidos após a derrota do governo Trump na Suprema Corte – e com o mercado global ainda tentando entender o real impacto da inteligência artificial em setores tradicionais, o que pressiona as bolsas dos Estados Unidos e, por tabela, a B3 também.

Inclusive, em Nova York, as bolsas acumularam perdas na semana de 1,31% (Dow Jones), de 0,95% (Nasdaq) e de 0,44% (S&P 500). No mês, os índices não tiveram direção única, com baixas de 3,38% do Nasdaq e de 0,87% do S&P 500, e alta de 0,17% do Dow Jones.

O câmbio doméstico seguiu em destaque. Com perdas de 0,81% na semana e de 2,16% em fevereiro, o dólar à vista acumula no ano desvalorização de 6,47% em relação ao real, que apresenta em 2026 o melhor desempenho entre as principais divisas emergentes e de exportadores de commodities, ao lado do dólar australiano.

Para o gerente de tesouraria do banco Daycoval, Otávio Oliveira, as notícias envolvendo a corrida eleitoral podem até provocar pequenos solavancos em momentos pontuais, mas não devem ter papel relevante na formação da taxa de câmbio antes do segundo semestre. Por ora, o ambiente externo, marcado por redução da exposição a ativos dolarizados e apetite por outras moedas fortes e divisas emergentes, tende a ser preponderante para o comportamento do real.

“A partir do meio do ano o mercado deve entrar no ‘modo eleições’, o que pode provocar mais volatilidade no câmbio. Nos próximos meses, há espaço para o dólar recuar um pouco mais e se aproximar de R$ 5,00”, diz Oliveira, que vê o real amparado pela atratividade do carry trade, mesmo com o início de um ciclo de cortes da taxa Selic em março. “O IPCA-15 assustou um pouco. Mas o BC deve promover um corte de 50 pontos-base em março e uma redução total entre 250 e 300 pontos até o fim do ano.”

Com respaldo da apreciação do real, os juros futuros cederam no acumulado de fevereiro, com operadores desse mercado já atentos a pesquisas mostrando a eleição de 2026 mais polarizada.

Na semana, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 cedeu 4 pontos-base ante o fechamento da última sexta-feira; o vértice para janeiro de 2029 subiu 5 pontos e o para janeiro de 2031 caiu 1 ponto. O fechamento na curva também marcou o mês de fevereiro, com a taxa do DI para janeiro de 2027 recuando 20 pontos, o para janeiro de 2029, 12 pontos e o para janeiro de 2031, 6 pontos.

Fonte: Broadcast

Relatório de acompanhamento dos Rendimentos Mensais de Carteiras de Investimentos em Renda Fixa

Ressalto que trata-se de um projeto de cunho educacional, não existe sugestão ou indicação de investimento em nenhuma das carteiras. 

É aprender sobre a Renda Fixa acompanhando o mercado, é ter a visão prática e real.

O intuito é contribuir para elevação das discussões sobre investimentos em Renda Fixa no Brasil.

Acreditamos que com a obrigação da Marcação a Mercado de vários ativos de Renda Fixa, fato ocorrido em janeiro de 2023, a necessidade do entendimento sobre comportamento dos ativos de Renda Fixa ficará ainda mais latente.