📉 Expectativas de Mercado para a Selic (DI Futuro da B3)
O mercado de juros futuros (DI da B3) aumentou suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.
Para o horizonte até a 8R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -209 para -267 pontos-base.
Para as próximas 8 reuniões do Copom, a expectativa de corte aumentou de -230,3 para -276,7 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,13%, ante 12,60% na semana anterior.
📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias)
Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 11,90%, equivalente a 300 pontos-base de corte. .
Para o horizonte até a 8R/2027, a projeção acumulada considera -475 pontos-base de queda, fechando 2027 acom o CDI a 10,15% a.a..
Janeiro de 2026 trouxe um cenário mais favorável para a renda fixa, com desempenho positivo na maior parte dos índices – especialmente entre os prefixados e os pós-fixados. Apesar disso, os títulos atrelados à inflação de prazos mais longos voltaram a registrar retornos negativos, mantendo o padrão de volatilidade observado nos últimos meses.
📈 Juros Pós-fixados (CDI / Selic)
📉 Juros Prefixados
📊 Inflação (IPCA+)
➡ Os IPCA+ curtos e médios apresentaram resultados positivos, enquanto os vencimentos longos sofreram, nos horizontes de 10 e 20 anos. Já os prefixados foram o destaque da renda fixa, com forte alta, especialmente nos prazos mais longos. Os pós-fixados mantiveram estabilidade e acompanharam o CDI.
💹 Renda Variável
🏆 Destaque do Mês
O mês foi marcado pela expressiva valorização dos prefixados, impulsionados pela queda das taxas futuras de juros. Na outra ponta, os IPCA+ longos permaneceram como principais pontos de atenção. O Ibovespa também surpreendeu positivamente, superando com folga os principais índices de renda fixa.
Todas as carteiras de Renda Fixa superaram o CDI (1,16%), em maior ou menor grau.
Prefixados foram o principal motor de alfa (queda das taxas futuras de curto e médio prazos → valorização dos pré, sobretudo nos vértices maiores).
IPCA+ curtos e médios ajudaram; IPCA+ longos seguiram voláteis, com contribuição pequena/negativa quando presentes.
Na carteira RF + RV, a bolsa (Ibovespa +12,56%) dominou o resultado e o dólar (–4,95%) tirou alguns pontos-base.
Janeiro foi caracterizado por apetite global por risco, com o Brasil figurando entre os maiores destaques: o Ibovespa subiu 12,56% no mês, alcançando recordes sucessivos, impulsionado por forte entrada de capital estrangeiro e por condições externas favoráveis. O real se valorizou 4,40% frente ao dólar, que encerrou janeiro em R$ 5,2476, sua maior queda mensal desde junho de 2025. Ao mesmo tempo, os juros futuros recuaram, com redução de prêmios e perda de inclinação ao longo da curva.
Nos relatórios das semanas 390 a 393, o mercado doméstico respondeu a quatro vetores principais:
(1) inflação benigna,
(2) dados mistos de atividade,
(3) forte influência do câmbio e do fluxo estrangeiro,
(4) sobretudo, a comunicação do Copom, que ancorou a expectativa de início do ciclo de cortes já em março, reforçando o fechamento expressivo da curva na última semana.
A semana apresentou oscilações técnicas com liquidez reduzida. Na sexta-feira, a divulgação do IPCA de dezembro (em linha com a mediana, mas com serviços acelerando) e do payroll americano trouxe volatilidade e provocou alta generalizada dos DIs, encerrando a semana com abertura marginal da curva. O mercado manteve consenso de início de cortes em março.
Foi uma semana de abertura e inclinação da curva. Dados de atividade doméstica vieram mais fortes (PMS, PMC e IBC‑Br), reforçando percepção de economia resiliente e diminuindo a probabilidade de corte imediato. A reprecificação externa, somada à maior oferta de prefixados pelo Tesouro, adicionou prêmios aos vértices intermediários e longos. O debate deslocou‑se para início do ciclo em março ou abril.
A semana foi marcada por fechamento consistente das taxas, impulsionado majoritariamente pelo ambiente internacional: redução de tensões geopolíticas, queda dos Treasuries, recuo do dólar e retorno do apetite por risco. Pesquisas eleitorais tiveram influência secundária. Vértices intermediários e longos registraram quedas relevantes, reforçando a leitura de cenário favorável para emergentes.
O movimento de fortíssimo fechamento da curva se intensificou até quinta-feira, ancorado pelo real mais forte, fluxo estrangeiro robusto, revisões baixistas nas expectativas de inflação e, principalmente, pela mudança clara na comunicação do Copom, que passou a sinalizar explicitamente o início dos cortes em março, com probabilidade implícita próxima de 50 bps.
Na sexta-feira, um PPI americano acima do esperado e a indicação de Kevin Warsh ao Fed trouxeram pressão altista moderada, interrompendo o rali, mas sem alterar o saldo amplamente positivo da semana.
O texto do Broadcast que você enviou descreve:
Janeiro/2026 foi um mês extremamente positivo para a renda fixa brasileira, com:
O ambiente externo (queda do dólar, melhora dos Treasuries, fluxo estrangeiro) amplificou os movimentos domésticos e consolidou uma mudança estrutural no comportamento da curva.
Com colaboração do Copilot AI
RESUMO MENSAL: IBOVESPA E REAL DECOLAM EM JANEIRO de 2026, APOIADOS POR FLUXO ESTRANGEIRO
O Ibovespa passou por uma sucessão de recordes ao longo de janeiro, sendo colocado, no melhor momento do mês, 25 mil pontos acima do nível de fechamento de 2025, então aos 161 mil pontos. Apesar das quedas ontem e hoje, o índice de referência da B3 teve alta de 12,56% no primeiro mês de 2026, no melhor desempenho desde novembro de 2020 (+15,90%), tendo o fluxo estrangeiro como grande indutor de sua rápida e inclinada ascensão.
“Os riscos globais não cessam, mas, ao lado da Bolsa de Seul, o Ibovespa foi destaque de valorização, no mundo, em janeiro, quando o fluxo estrangeiro no mês se assemelhou ao de todo o volume do ano anterior na B3”, diz Pedro Moreira, sócio da One Investimentos. Ele destaca também a criação, em janeiro, de 26 milhões de cotas no EWZ, o principal fundo ETF de ativos brasileiros em Nova York, como reflexo do interesse estrangeiro por investimento externo em carteira.
Apesar do repique hoje, o dólar também foi destaque e acumulou perda de 4,40% ante o real em janeiro, terminando o último dia do mês aos R$ 5,2476. Foi a maior queda mensal desde junho de 2025, quando caiu 4,99%.
O diretor da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, diz que o real tende a continuar se apreciando nos próximos meses, a despeito do início de um ciclo de corte de juros em março, como indicado na última quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom) no comunicado em que anunciou a manutenção da taxa Selic em 15%. “Para o real sentir a queda de juros, a taxa Selic teria que ir para 11% ou menos. E a questão eleitoral não deve ter grande influência no mercado até abril”, afirma.
Ainda no mercado doméstico, os juros futuros apresentaram redução importante nos prêmios de risco no primeiro mês do ano. No saldo de janeiro, a curva a termo perdeu inclinação, com redução de 31 pontos-base no vencimento do primeiro mês de 2027. Nas taxas de janeiro de 2029 e 2031, o recuo mensal foi de 45 pontos-base e 35 pontos-base pela ordem.
“O Brasil se beneficiou bastante do modo ‘risk on’ do mercado no mundo todo. O fluxo de capital está forte, e o real e o Ibovespa se destacaram no mês”, afirma o estrategista de investimentos do Santander João Freitas, acrescentando também que, nos leilões do Tesouro, investidores não residentes foram os principais compradores de LFT e LTN. O quadro benigno para os ativos de risco do País, em sua visão, deve perdurar. “O Brasil está muito bem posicionado e se destaca do ponto de vista de um diferencial de juros atrativo.”
Em Nova York, as bolsas viveram um mês bem mais contido, mas acumularam altas de 1,73% (Dow Jones), 1,37% (S&P 500) e 0,95% (Nasdaq). Os índices foram pressionados por indicadores de atividade mais fracos, receios sobre a política monetária americana e novos ruídos políticos nos Estados Unidos. A volatilidade em ações de gigantes de tecnologia restringiu ganhos e, nesta sexta-feira, o anúncio de Kevin Warsh como indicado para substituir Jerome Powell como presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) adicionou incerteza aos mercados.
Fonte: Broadcast
Relatório de acompanhamento dos Rendimentos Mensais de Carteiras de Investimentos em Renda Fixa
Ressalto que trata-se de um projeto de cunho educacional, não existe sugestão ou indicação de investimento em nenhuma das carteiras.
É aprender sobre a Renda Fixa acompanhando o mercado, é ter a visão prática e real.
O intuito é contribuir para elevação das discussões sobre investimentos em Renda Fixa no Brasil.
Acreditamos que com a obrigação da Marcação a Mercado de vários ativos de Renda Fixa, fato ocorrido em janeiro de 2023, a necessidade do entendimento sobre comportamento dos ativos de Renda Fixa ficará ainda mais latente.
