Relatório Mensal Carteiras de Investimento em Renda Fixa → Julho de 2025

Retorno Acumulados das Carteiras de Renda Fixa

Retorno Ano

Retorno no Mês

Expectativa de Mercado (DI Fut) acumulada para 16 reuniões do COPOM CDI Terminal (% a.a.)

Expectativa Focus para as reuniões do COPOM CDI Terminal (% a.a.)

→ Comentários sobre os movimentos das Expectativas de Mercado (DI Futuro) e do Focus para atuação do COPOM

O Mercado de Juros Futuros (DI da B3) reduziu as expectativas de quedas para o COPOM até o fim de 2026.

30/07/2025 COPOM manteve a Selic Meta em 15% a.a..

Na projeção para as próximas 11 reuniões do Copom, o mercado reduziu os cortes de -246 ptb para -184 pontos-base . Com CDI terminando 2026 em 13,06% o que antes era 12,43%.

Olhando para o fim de 2025, a expectativa é manutenção do patamar atual, com o CDI terminal em torno de 14,90% em dezembro de 2025.

As expectativas dos economistas, extraídas do Boletim Focus (Mediana dos últimos 5 dias).

Olhando para o fim de 2025, o CDI fecha em dezembro à 14,90%, como em era projetado junho.

A projeção para as próximas 11 reuniões disponíveis do Copom finaliza com queda de -250 ptb, com CDI terminando em 12,40% no final de 2026.

Rendimento Mensal dos Investimentos em Renda Fixa, Ibovespa e Dólar.

→ Comportamento dos Retornos de Investimentos em Renda Fixa

O mês de julho de 2025 foi de alta nas Taxas de Juros

O IMA-S rendeu 1,30% no mês (carteira de Tesouros Selic), o IDA-DI valorizou-se +1,42% (Debêntures CDI – Anbima) e o IDA-IPCA Infra -0,48% (carteiras de debêntures IPCA+ Anbima).

O CDI rendeu ► 1,28% no mês de julho de 2025.

Destaque positivo da Renda Fixa do mês para o IDA DI +1,42%

O menor retorno da carteira de Renda Fixa ficou para o IPCA 10 anos  -2,60% no mês.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,34% no mês de julho de 2025.

Ibovespa desvalorizou-se -4,17% e o Dólar subiu +2,66% no mês.

A Carteira Conservadora foi o destaque em julho de 2025, rendeu 1,25% no mês, mas não superou o CDI.

Resultados das Carteiras de Renda Fixa

Carteira de Renda Fixa Conservadora

Carteira de Renda Fixa Moderada

Carteira de Renda Fixa Arrojada

Carteira de Renda Fixa + Renda Variável

Curvas de Juros de Títulos Públicos Anbima ( ETTJ Svensson)

Prefixados

IPCA+

Inflação Implícita

→ Resumo Mensal das Notícias do Mercado de Renda Fixa

📊 Resumo Mensal – Julho de 2025 | Renda Fixa e Tesouro Direto

 

1. Cenário Macroeconômico e Geopolítico Julho foi um mês de forte instabilidade nos mercados brasileiros, com destaque para a ofensiva tarifária dos EUA contra o Brasil. A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, mesmo com exceções, gerou:

  • Queda de 4,17% no Ibovespa, maior desde dezembro.
  • Valorização de 3,07% do dólar, pressionando o real.
  • Saída de fluxo estrangeiro e aumento da percepção de risco

     

2. Política Monetária e Juros Futuros O Copom manteve a Selic em 15%, com tom hawkish. A curva de juros ganhou inclinação, refletindo cautela e expectativa de cortes mais suaves:

  • Selic projetada em 13% ao fim de 2026.
  • Inflação esperada para 2025 caiu para 5,09%, ainda acima da meta de 3%

     

3. Destaques Semanais

  • Semana de 11/06: A curva de juros apresentou leve alta, com o mercado reavaliando os riscos fiscais e a trajetória da Selic. O CDI projetado para 2026 subiu para 13,18%, refletindo menor expectativa de cortes.
  • Semana de 18/06: Influência dos Treasuries e risco fiscal pressionaram os vértices longos. O mercado ajustou projeções para inflação e Selic, com o CDI terminal em 14,90% para 2025.
  • Semana de 25/06: Expectativas de flexibilização monetária aumentaram. A curva longa recuou com especulações sobre medidas fiscais alternativas.
  • Semana de 01/08: Forte volatilidade com impacto do tarifaço, dados de emprego e postura do Fed. O payroll fraco nos EUA derrubou os Treasuries e aliviou a curva local.

 

📌 Conclusão

Julho consolidou um cenário de volatilidade e reprecificação no mercado de renda fixa. A tensão comercial, postura firme do Copom e dados mistos de atividade mantiveram os investidores cautelosos. A curva de juros refletiu essa incerteza, com ajustes técnicos e expectativa de cortes mais suaves da Selic no médio prazo.

Com colaboração do Copilot AI

RESUMO MENSAL: IBOVESPA E REAL TÊM EM JULHO PIOR DESEMPENHO DO ANO

O desempenho negativo dos ativos domésticos nesta quinta-feira, 31, resume bem o que foi o mês de julho, marcado pela ofensiva tarifária dos Estados Unidos contra o Brasil, que só teve alguma distensão ontem, 30, com a lista de quase 700 exceções à taxa de importação de 50%.

O Ibovespa acumulou queda de 4,17% em julho, a maior desde dezembro. A Bolsa foi penalizada no mês em boa medida pela forte saída de fluxo estrangeiro, que também pesou sobre o câmbio. O dólar à vista apurou valorização de 3,07% em julho, sendo o pior mês para o real desde novembro.

Desde o início de julho, o fluxo externo passou a ser, predominantemente, de saída da Bolsa brasileira, tendência que se mostrou mais nítida depois do dia 9 de julho, sob a ameaça do governo de Donald Trump de impor a tarifa de 50% às importações desde o Brasil.

“Nas últimas semanas, houve escalada relevante na percepção de risco do Brasil, devido ao conflito diplomático com os Estados Unidos, o que contribui para toda essa volatilidade. Ainda há muita incerteza mesmo depois da lista de isenções. Não houve correção expressiva desde o topo do Ibovespa [no começo do mês], mas o cenário permanece bem nebuloso à medida que se ingressa e se aprofunda na atual temporada de resultados trimestrais das empresas”, diz Felipe Moura, gestor de portfólio e sócio da Finacap Investimentos, que prevê postura ainda defensiva para a maior parte dos investidores, no horizonte de curto prazo.

No mercado de juros futuros, a curva ganhou inclinação em julho, ou seja, a ponta longa subiu mais que a curta. Neste fim de mês, o mercado reduziu moderadamente as apostas de redução de Selic em 2026, após a leitura “hawkish” (dura) do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a taxa básica em 15% ao ano, conforme amplamente esperado. Os dados de mercado de trabalho conhecidos hoje endossaram a avaliação de que o setor segue resistente ao enfraquecimento da atividade.

E, nos Estados Unidos, nesta véspera do prazo para o estabelecimento das tarifas recíprocas, os índices acionários fecharam em queda, mas apuraram avanço no mês, com ganhos de 3,70% (Nasdaq), 2,17% (S&P 500) e 0,08% (Dow Jones), conforme acompanhavam os desdobramentos das negociações comerciais e o início da temporada de balanços corporativos.

Fonte: Broadcast

Relatório de acompanhamento dos Rendimentos Mensais de Carteiras de Investimentos em Renda Fixa

Ressalto que trata-se de um projeto de cunho educacional, não existe sugestão ou indicação de investimento em nenhuma das carteiras. 

É aprender sobre a Renda Fixa acompanhando o mercado, é ter a visão prática e real.

O intuito é contribuir para elevação das discussões sobre investimentos em Renda Fixa no Brasil.

Acreditamos que com a obrigação da Marcação a Mercado de vários ativos de Renda Fixa, fato ocorrido em janeiro de 2023, a necessidade do entendimento sobre comportamento dos ativos de Renda Fixa ficará ainda mais latente.