O Mercado de Juros Futuros (DI da B3) reduziu as expectativas de quedas para o COPOM até o fim de 2026.
30/07/2025 COPOM manteve a Selic Meta em 15% a.a..
Na projeção para as próximas 11 reuniões do Copom, o mercado reduziu os cortes de -246 ptb para -184 pontos-base . Com CDI terminando 2026 em 13,06% o que antes era 12,43%.
Olhando para o fim de 2025, a expectativa é manutenção do patamar atual, com o CDI terminal em torno de 14,90% em dezembro de 2025.
As expectativas dos economistas, extraídas do Boletim Focus (Mediana dos últimos 5 dias).
Olhando para o fim de 2025, o CDI fecha em dezembro à 14,90%, como em era projetado junho.
A projeção para as próximas 11 reuniões disponíveis do Copom finaliza com queda de -250 ptb, com CDI terminando em 12,40% no final de 2026.
O mês de julho de 2025 foi de alta nas Taxas de Juros
O IMA-S rendeu 1,30% no mês (carteira de Tesouros Selic), o IDA-DI valorizou-se +1,42% (Debêntures CDI – Anbima) e o IDA-IPCA Infra -0,48% (carteiras de debêntures IPCA+ Anbima).
O CDI rendeu ► 1,28% no mês de julho de 2025.
Destaque positivo da Renda Fixa do mês para o IDA DI +1,42%
O menor retorno da carteira de Renda Fixa ficou para o IPCA 10 anos -2,60% no mês.
A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,34% no mês de julho de 2025.
O Ibovespa desvalorizou-se -4,17% e o Dólar subiu +2,66% no mês.
A Carteira Conservadora foi o destaque em julho de 2025, rendeu 1,25% no mês, mas não superou o CDI.
1. Cenário Macroeconômico e Geopolítico Julho foi um mês de forte instabilidade nos mercados brasileiros, com destaque para a ofensiva tarifária dos EUA contra o Brasil. A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, mesmo com exceções, gerou:
2. Política Monetária e Juros Futuros O Copom manteve a Selic em 15%, com tom hawkish. A curva de juros ganhou inclinação, refletindo cautela e expectativa de cortes mais suaves:
3. Destaques Semanais
Julho consolidou um cenário de volatilidade e reprecificação no mercado de renda fixa. A tensão comercial, postura firme do Copom e dados mistos de atividade mantiveram os investidores cautelosos. A curva de juros refletiu essa incerteza, com ajustes técnicos e expectativa de cortes mais suaves da Selic no médio prazo.
Com colaboração do Copilot AI
RESUMO MENSAL: IBOVESPA E REAL TÊM EM JULHO PIOR DESEMPENHO DO ANO
O desempenho negativo dos ativos domésticos nesta quinta-feira, 31, resume bem o que foi o mês de julho, marcado pela ofensiva tarifária dos Estados Unidos contra o Brasil, que só teve alguma distensão ontem, 30, com a lista de quase 700 exceções à taxa de importação de 50%.
O Ibovespa acumulou queda de 4,17% em julho, a maior desde dezembro. A Bolsa foi penalizada no mês em boa medida pela forte saída de fluxo estrangeiro, que também pesou sobre o câmbio. O dólar à vista apurou valorização de 3,07% em julho, sendo o pior mês para o real desde novembro.
Desde o início de julho, o fluxo externo passou a ser, predominantemente, de saída da Bolsa brasileira, tendência que se mostrou mais nítida depois do dia 9 de julho, sob a ameaça do governo de Donald Trump de impor a tarifa de 50% às importações desde o Brasil.
“Nas últimas semanas, houve escalada relevante na percepção de risco do Brasil, devido ao conflito diplomático com os Estados Unidos, o que contribui para toda essa volatilidade. Ainda há muita incerteza mesmo depois da lista de isenções. Não houve correção expressiva desde o topo do Ibovespa [no começo do mês], mas o cenário permanece bem nebuloso à medida que se ingressa e se aprofunda na atual temporada de resultados trimestrais das empresas”, diz Felipe Moura, gestor de portfólio e sócio da Finacap Investimentos, que prevê postura ainda defensiva para a maior parte dos investidores, no horizonte de curto prazo.
No mercado de juros futuros, a curva ganhou inclinação em julho, ou seja, a ponta longa subiu mais que a curta. Neste fim de mês, o mercado reduziu moderadamente as apostas de redução de Selic em 2026, após a leitura “hawkish” (dura) do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a taxa básica em 15% ao ano, conforme amplamente esperado. Os dados de mercado de trabalho conhecidos hoje endossaram a avaliação de que o setor segue resistente ao enfraquecimento da atividade.
E, nos Estados Unidos, nesta véspera do prazo para o estabelecimento das tarifas recíprocas, os índices acionários fecharam em queda, mas apuraram avanço no mês, com ganhos de 3,70% (Nasdaq), 2,17% (S&P 500) e 0,08% (Dow Jones), conforme acompanhavam os desdobramentos das negociações comerciais e o início da temporada de balanços corporativos.
Fonte: Broadcast
Relatório de acompanhamento dos Rendimentos Mensais de Carteiras de Investimentos em Renda Fixa
Ressalto que trata-se de um projeto de cunho educacional, não existe sugestão ou indicação de investimento em nenhuma das carteiras.
É aprender sobre a Renda Fixa acompanhando o mercado, é ter a visão prática e real.
O intuito é contribuir para elevação das discussões sobre investimentos em Renda Fixa no Brasil.
Acreditamos que com a obrigação da Marcação a Mercado de vários ativos de Renda Fixa, fato ocorrido em janeiro de 2023, a necessidade do entendimento sobre comportamento dos ativos de Renda Fixa ficará ainda mais latente.
