Julho de 2026 apresentou desempenho positivo para a maior parte dos segmentos da renda fixa, com destaque para os títulos pós-fixados e para os vencimentos mais curtos indexados ao IPCA. O movimento refletiu o avanço do CDI e a queda das taxas reais nos trechos intermediários da curva de inflação. Os índices de debêntures também tiveram bom desempenho, superando os títulos públicos em alguns segmentos.
📈 Juros Pós-fixados (CDI / Selic)
CDI: +1,22%
IMA-S (Tesouro Selic): +1,23%
IDA-DI (Debêntures CDI – Anbima): +1,43%
📉 Juros Prefixados
Pré 1 Ano: +1,31%
Pré 2 Anos: +1,27%
Pré 5 Anos: -0,01%
📊 Inflação (IPCA+)
IPCA+ 2 Anos: +1,48%
IPCA+ 5 Anos: +1,23%
IPCA+ 10 Anos: +0,32%
IPCA+ 20 Anos: +0,39%
IDA-IPCA Infra: +1,02%
VNA IPCA+: +0,02%
💹 Renda Variável
Ibovespa: +3,47%
Dólar: -1,92%
RESUMO MENSAL: IBOVESPA INTERROMPE QUATRO MESES DE QUEDA E AVANÇA MAIS DE 3% EM JULHO
O Ibovespa fechou a semana e o mês de julho em alta, superando as dificuldades que atrasaram hoje, 31, o início dos negócios em mais de duas horas. Problemas técnicos na B3, na prática, fizeram a Bolsa brasileira operar em esquema de meia sessão e prejudicaram o giro financeiro. O índice acumulou ganho de 2,27% na semana, a segunda seguida de alta e, com isso, encerrou julho com avanço de 3,47%, após uma sequência de quatro meses de retração. Em 2026, sobe 10,47%.
As bolsas de Nova York também acumularam alta na semana, puxadas por ações de big techs e ligadas à inteligência artificial (IA), mas fecharam sem direção única no mês. O Dow Jones subiu 1,03% na semana e 0,32% no mês. O S&P 500 ganhou 1,04% na semana e perdeu 0,12% no mês. O Nasdaq teve alta de 1,59% na semana, mas tombou 3,20% em julho.
Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, explica que, apesar da fala dura do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Kevin Warsh, nesta semana, e da frustração com o encaminhamento de um acordo para o fim da guerra entre Estados Unidos e Irã nos últimos dias, a leitura dos balanços, aqui e nos Estados Unidos, tem sido em geral positiva, “com poucas decepções”. “Entre juros e atividade, o mercado tem dado mais peso à atividade”, afirma.
Segundo Saravelle, o Brasil ainda tem a seu favor os sinais de desaceleração da inflação. Desse modo, além da provável queda da Selic no Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana, ele acredita que os diretores do Banco Central ainda deixarão a porta aberta para um novo corte, o que reforça a sensação de que muitas ações da Bolsa local podem estar baratas.
Na renda fixa, os vértices dos juros futuros cederam em bloco na semana, com destaque para o miolo da curva, que perdeu cerca de 35 pontos-base, seguido de recuo de cerca de 25 pontos da ponta longa e de cerca de 15 pontos do trecho curto.
A precificação da curva futura seguia indicando no final desta tarde 100% de chance de redução de 0,25 ponto porcentual na Selic na semana que vem, para 14%. Já para setembro, as apostas permanecem divididas (50% a 50%) entre outro corte de igual magnitude e manutenção do juro básico.
Economista-chefe do grupo CVPAR, Marcelo Fonseca tem em seu cenário mais dois cortes da Selic, de 0,25 ponto, mas avalia que este não seria o momento de afrouxar a taxa diante de pressões fiscais e de uma inflação ainda resiliente, mesmo com melhora na margem. Em sua visão, isso explica o ganho de inclinação da curva a termo no mês de julho, período que se encerrou com recuo de 20 pontos-base do DI para janeiro de 2027, virtual estabilidade nos vértices médios e alta de 15 pontos no contrato para janeiro de 2031.
Lá fora, esta também tem sido a dinâmica dos Treasuries – os títulos do Tesouro americano. Thomas Simons, economista do Jefferies Group, observa que os juros dos títulos americanos de 30 anos estão no nível mais alto desde junho de 2007, e os de 10 anos “não ficam muito atrás” do pico de 19 anos. Simons atribui a piora à divergência no Comitê de Mercado Aberto (Fomc, em inglês) do Fed, que manteve os juros essa semana, mas contou com três votos divergentes em favor de alta.
Já no mercado de câmbio, o dólar caiu 0,21% ante o real na semana e recuou 1,92% no mês, terminando a sexta-feira aos R$ 5,0704. No ano, a divisa americana tem queda de 7,73%. Em julho, o real foi sustentado pelo carry trade ainda atrativo e pela melhora de termos de troca via petróleo.
A commodity, inclusive, disparou mais de 20% em julho, com a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, após o colapso das negociações e do memorando de entendimento entre os dois países. O presidente americano, Donald Trump, afirmou estar menos confiante em um acordo, enquanto a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, em inglês) disse ter atacado embarcações na região. A escalada do conflito segue como limitador do humor.
Fonte: Broadcast
Relatório de acompanhamento dos Rendimentos Mensais de Carteiras de Investimentos em Renda Fixa
Ressalto que trata-se de um projeto de cunho educacional, não existe sugestão ou indicação de investimento em nenhuma das carteiras.
É aprender sobre a Renda Fixa acompanhando o mercado, é ter a visão prática e real.
O intuito é contribuir para elevação das discussões sobre investimentos em Renda Fixa no Brasil.
Acreditamos que com a obrigação da Marcação a Mercado de vários ativos de Renda Fixa, fato ocorrido em janeiro de 2023, a necessidade do entendimento sobre comportamento dos ativos de Renda Fixa ficará ainda mais latente.
