Relatório Mensal Carteiras de Investimento em Renda Fixa → Junho de 2026

Rendimentos Acumulados das Carteiras de Renda Fixa

Retorno Ano

Retorno no Mês

Rendimento Mensal dos Investimentos em Renda Fixa, Ibovespa e Dólar.

→ Comportamento dos Retornos de Investimentos em Renda Fixa

Junho de 2026 apresentou um desempenho bastante heterogêneo entre os segmentos da renda fixa. Enquanto os ativos pós-fixados continuaram se beneficiando do elevado patamar dos juros básicos, os títulos prefixados mostraram resultados mistos e os títulos indexados ao IPCA sofreram perdas relevantes, especialmente nos vencimentos mais longos. O movimento refletiu a abertura das taxas reais ao longo da curva, reforçando a elevada sensibilidade dos ativos de maior duration às oscilações das expectativas para inflação, Selic e cenário fiscal.

📈 Juros Pós-fixados (CDI / Selic)
CDI: +1,12%
IMA-S (Tesouro Selic): +1,12%
IDA-DI (Debêntures CDI – Anbima): +1,23%

📉 Juros Prefixados
Pré 1 Ano: +1,17%
Pré 2 Anos: +0,84%
Pré 5 Anos: -0,00%

📊 Inflação (IPCA+)
IPCA+ 2 Anos: -0,00%
IPCA+ 5 Anos: -0,99%
IPCA+ 10 Anos: -2,19%
IPCA+ 20 Anos: -4,60%
IDA-IPCA Infra: -0,06%
VNA IPCA+: +0,49%

Os ativos pós-fixados voltaram a liderar os resultados da renda fixa no mês, impulsionados pelo CDI ainda elevado. O destaque ficou para o IDA-DI, que superou ligeiramente o CDI e o IMA-S. Entre os títulos prefixados, apenas os vencimentos mais curtos apresentaram ganhos mais expressivos, enquanto os papéis de prazo mais longo praticamente encerraram o mês sem rentabilidade. Já os títulos atrelados à inflação tiveram desempenho negativo em quase toda a curva, com perdas crescentes conforme o prazo de vencimento aumentava. O IPCA+ 20 Anos registrou a maior queda do mês, evidenciando o impacto da abertura das taxas reais sobre os ativos de longa duration. O IDA-IPCA Infra também encerrou junho em terreno negativo, apesar da atualização monetária medida pelo VNA ter avançado 0,49%.

💹 Renda Variável
Ibovespa: -1,01%
Dólar: +2,37%

🏆 Destaque do Mês

O principal destaque de junho foi a forte diferença de desempenho entre os segmentos da renda fixa. Enquanto os pós-fixados continuaram entregando retornos consistentes e próximos ao CDI, os títulos indexados à inflação sofreram perdas relevantes, sobretudo nos prazos longos. O mês reforçou a importância do risco de marcação a mercado nos papéis de maior duration, em um ambiente de volatilidade nas expectativas de juros e inflação. Na renda variável, o Ibovespa encerrou o mês em queda, enquanto o dólar voltou a apresentar valorização frente ao real.

Atribuição de Performance (Performance Attribution) e Composição das Carteiras de Renda Fixa

Carteira de Renda Fixa Conservadora

Carteira de Renda Fixa Moderada

Carteira de Renda Fixa Arrojada

Carteira de Renda Fixa + Renda Variável

→ Resumo Mensal das Notícias do Mercado de Renda Fixa

RESUMO MENSAL: IBOVESPA TEM 4º MÊS DE QUEDA, ACUMULANDO PERDA ACIMA DE 8% NO TRIMESTRE


O Ibovespa está sentido a ausência do fluxo estrangeiro e a cautela com o quadro fiscal, o que fez o índice de referência da B3 registrar seu quarto recuo mensal consecutivo em junho e acumular perda de 1,01% no mês, reduzindo os ganhos do primeiro semestre para 6,76%. No trimestre, apurou queda de 8,24%.

“A questão que mais pesa na Bolsa parece ser o fluxo estrangeiro. Há certa dificuldade de criar uma narrativa positiva para os ativos brasileiros, ao mesmo tempo em que o estrangeiro parece estar em compasso de espera”, afirma o especialista em renda variável da Manchester Investimentos, Felipe Cima.

No mês de junho até sexta-feira, dia 26, houve retirada de R$ 8,754 bilhões por parte de investidores estrangeiros. Ainda assim, no acumulado do ano, o fluxo de capital externo está positivo em R$ 32,879 bilhões.

O especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, nota que sem a retomada de capital estrangeiro e em meio às incertezas sobre a extensão do ciclo de cortes da Selic, o Ibovespa “encontra dificuldade para sustentar movimentos mais consistentes de alta, mesmo em um ambiente internacional mais favorável”.

Em relação à Selic, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a taxa básica de juros em 25 pontos-base neste mês, para 14,25% ao ano. Assim, nos juros futuros, a curva a termo ganhou inclinação, movimentação condizente com um ciclo de baixa do juro básico. Em relação ao fechamento da última sessão de maio, o vértice de janeiro de 2027 diminuiu cerca de 10 pontos-base, ou 0,1 ponto porcentual, embutindo o último corte de 0,25 ponto da Selic na reunião de junho. Os vencimentos de janeiro de 2029 e janeiro de 2031, por outro lado, avançaram ao redor de 20 pontos-base e 30 pontos-base, respectivamente.

Lá fora, avanços diplomáticos no Oriente Médio, ainda que modestos, bastaram para derrubar o petróleo em 20% em junho e levar a commodity ao maior recuo trimestral desde 2020, com retorno a níveis anteriores ao conflito.

A proximidade de uma resolução para o conflito entre Estados Unidos e Irã, assim como a redução de temores em torno dos investimentos em inteligência artificial (IA) também apoiaram o mercado acionário no trimestre, ainda que o resultado tenha sido misto em junho, com alta de 2,52% do Dow Jones e perdas de 2,81% do Nasdaq e de 1,06% do S&P 500. No trimestre e no semestre, as bolsas de Nova York registraram respectivos ganhos de 12,9% e 8,85% (Dow Jones), 14,8% e 9,54% (S&P 500), e 21% e 12,8% (Nasdaq).

Já no mercado de câmbio, junho foi marcado por um movimento global de alta do dólar, com dados fortes de atividade nos Estados Unidos e a mudança das expectativas para a política monetária americana, segundo o economista Sergio Goldenstein, sócio-fundador da Eytse Estratégia. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, valorizou mais de 2% no mês, assim como 1,23% no trimestre e 2,9% no semestre.

O dólar termina junho com valorização de 2,38% frente ao real, após ganhos de 1,82% em maio. Apesar do repique nos últimos dois meses, ainda recua 5,94% no ano.

Goldenstein acrescenta que o real, que vinha apresentando “performance relativa” melhor que a dos pares no ano, sofreu mais que outras divisas emergentes no mês em razão de fatores locais. “Tivemos uma piora dos termos de troca, com a devolução da alta do petróleo, e um aumento das preocupações fiscais com as medidas do governo”, afirma o economista, mencionando que investidores passaram a trabalhar com probabilidade maior de reeleição de Lula, o que significa manutenção da atual política econômica.

Fonte: Broadcast

Relatório de acompanhamento dos Rendimentos Mensais de Carteiras de Investimentos em Renda Fixa

Ressalto que trata-se de um projeto de cunho educacional, não existe sugestão ou indicação de investimento em nenhuma das carteiras. 

É aprender sobre a Renda Fixa acompanhando o mercado, é ter a visão prática e real.

O intuito é contribuir para elevação das discussões sobre investimentos em Renda Fixa no Brasil.

Acreditamos que com a obrigação da Marcação a Mercado de vários ativos de Renda Fixa, fato ocorrido em janeiro de 2023, a necessidade do entendimento sobre comportamento dos ativos de Renda Fixa ficará ainda mais latente.