Relatório Mensal Carteiras de Investimento em Renda Fixa → Março de 2024

Acompanhamento dos Rendimentos Mensais de Carteiras de Investimentos em Renda Fixa

Começamos ressaltando que trata-se de um projeto de cunho educacional, não existe sugestão ou indicação de investimento em nenhuma das carteiras. 

É aprender sobre a Renda Fixa acompanhando o mercado, é ter a visão prática e real.

O intuito é contribuir para elevação das discussões sobre investimentos em Renda Fixa no Brasil.

Acreditamos que com a obrigação da Marcação a Mercado de vários ativos de Renda Fixa, fato ocorrido em janeiro de 2023, a necessidade do entendimento sobre comportamento dos ativos de Renda Fixa ficará ainda mais latente.

Retorno Acumulados das Carteiras de Renda Fixa

Retorno Ano

Retorno no Mês

Rendimento Mensal dos Investimentos em Renda Fixa, Ibovespa e Dólar.

→ Resumo Mensal das Notícias do Mercado de Renda Fixa

As bolsas nos Estados Unidos encerraram o trimestre acumulando ganhos robustos – 10,16% do S&P 500, 9,11% do Nasdaq e 5,62% do Dow Jones -, mesmo com o período marcado pelo ajuste no otimismo sobre a condução da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), tanto no que diz respeito ao timing para o início dos cortes de juros quanto pela intensidade dos cortes. Por aqui, o Ibovespa acumulou queda de 4,53% no primeiro trimestre.

Em março, os sinais também foram mistos. O Ibovespa teve perda de 0,71%, enquanto os índices de Nova York registraram ganhos de 3,10% (S&P 500), 2,08% (Dow Jones) e 1,79% (Nasdaq).

O mercado iniciou o ano não só esperando que o Fed começasse a cortar os juros em março, como também que reduzisse a taxa em até 1,5 ponto porcentual em 2024. Ao longo dos meses, as expectativas foram sendo frustradas e as estimativas migraram para um corte inicial em junho e uma baixa total de 0,75 ponto, o que foi consolidado após a última decisão de manutenção de juros do Fed, seguida por coletiva de imprensa do presidente da instituição, Jerome Powell.

No Brasil, além da expectativa pelo Fed, a incerteza doméstica prejudicou o desempenho da Bolsa brasileira, segundo o sócio-fundador da Veedha Investimentos, Rodrigo Moliterno. Ele avalia que o governo manteve nos últimos meses o sinal de que pretende continuar aumentando gastos, o que fortalece a desconfiança do mercado.

Na semana passada, os ministérios da Fazenda e do Planejamento anunciaram um bloqueio de R$ 2,9 bilhões em despesas discricionárias no Orçamento deste ano, para cumprir o limite de gastos do novo Arcabouço Fiscal. Em outro momento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a “arrecadação está aumentando além daquilo que muita gente esperava” e isso que poderá levar ao Congresso a discussão sobre aumento do limite de gastos. A declaração gerou ruídos sobre a preservação da meta fiscal e azedou o humor do mercado.

Outro fator este mês foi o noticiário em torno de ações de grande peso no Ibovespa. Petrobras sofreu um grande tombo, após a decisão de mandar o lucro remanescente do quarto trimestre de 2023 para uma reserva de remuneração de capital, e não para dividendos extraordinários. Já a Vale chegou a ameaçar uma cotação abaixo de R$ 60, após o mercado ficar desconfiado com a carta de saída do conselheiro José Luciano Duarte Penido, na qual ele afirma que o processo sucessório do comando da mineradora “vem sendo conduzido de forma manipulada, não atende ao melhor interesse da empresa, e sofre evidente e nefasta influência política”.

Ainda, a condução dos juros por aqui esteve no radar, em meio à divulgação de dados fortes de atividade econômica. O comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que cortou a Selic para 10,75% ao ano, também colocou a possibilidade de fim da magnitude do corte, de 0,5 ponto porcentual, na próxima reunião, em maio, o que pressionou o Ibovespa no dia seguinte ao anúncio. Além disso, a ata foi lida como “dura”, mostrando um BC ligeiramente dúbio nas suas avaliações sobre os passos futuros.

Já o dólar termina março acima da marca psicológica de R$ 5,00, com valorização de 0,86% no período. Apesar de ruídos políticos locais, analistas observam que o principal indutor da depreciação do real foi à valorização global da moeda americana.

“A economia americana está crescendo mais e tem taxa de juros atrativa. É uma história de dólar forte no mundo, e não de riscos idiossincráticos domésticos”, avalia o economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima. “O real deve se recuperar assim que houver mais certeza sobre a trajetória dos juros americanos.”

Fonte: Broadcast

→ Comportamento dos Retornos de Investimentos em Renda Fixa

O mês de Março de 2024 foi um mês de abertura nas Taxas Médias e Longas e de ganho de inclinação nas Curvas de Juros

O IMA-S (0,86% no mês), carteira de Tesouros Selic, IDA-DI (1,17% no mês) e IDA-IPCA (0,52% no mês) – carteiras de debêntures Anbima)

O CDI rendeu ► 0,83% no mês de março de 2024.

Destaque positivo do mês para os ativos de crédito privado em CDI das carteiras que renderam bem acima do CDI, refletindo o fechamento dos spreads de crédito. O IPCA de 2 anos também conseguiu superar o CDI, rendendo 0,99% em março.

Demais ativos de Renda Fixa renderam aquém do CDI.

Destaque negativo para Pré de 5 anos -0,16% e o IPCA de 20 anos -1,51% no mês.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,55% no mês de março.

Ibovespa desvalorizou-se -0,71% e o Dólar teve retorno positivo de +0,26%.

Curvas de Juros de Títulos Públicos Anbima ( ETTJ Svensson)

Prefixados

IPCA+

Inflação Implícita

Resultados das Carteiras de Renda Fixa

Carteira de Renda Fixa Conservadora

Carteira Conservadora de Renda Fixa

O perfil Conservador obteve um retorno no mês de 0,86% (103,43% do CDI).

O IMA-S (0,86% no mês), carteira de Tesouros Selic, IDA-DI (1,17% no mês) e IDA-IPCA (0,52% no mês) – carteiras de debêntures Anbima)

O CDI rendeu ► 0,83% no mês de março de 2024.

Destaque positivo do mês para os ativos de crédito privado em CDI das carteiras que renderam bem acima do CDI, refletindo o fechamento dos spreads de crédito. O IPCA de 2 anos também conseguiu superar o CDI, rendendo 0,99% em março.

Demais ativos de Renda Fixa renderam aquém do CDI.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,55% no mês de março.

Carteira de Renda Fixa Moderada

Carteira Moderada de Renda Fixa

O perfil Moderado obteve um retorno no mês de 0,70% (58,15% do CDI).

O IMA-S (0,86% no mês), carteira de Tesouros Selic, IDA-DI (1,17% no mês) e IDA-IPCA (0,52% no mês) – carteiras de debêntures Anbima)

O CDI rendeu ► 0,83% no mês de março de 2024.

Destaque positivo do mês para os ativos de crédito privado em CDI das carteiras que renderam bem acima do CDI, refletindo o fechamento dos spreads de crédito. O IPCA de 2 anos também conseguiu superar o CDI, rendendo 0,99% em março.

Demais ativos de Renda Fixa renderam aquém do CDI.

Destaque negativo para o IPCA de 10 anos -0,72% no mês.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,55% no mês de março.

Carteira de Renda Fixa Arrojada

Carteira Arrojada de Renda Fixa

O perfil Arrojado de Renda Fixa obteve um retorno no mês de 0,48% (58,15% do CDI).

O IMA-S (0,86% no mês), carteira de Tesouros Selic, IDA-DI (1,17% no mês) e IDA-IPCA (0,52% no mês) – carteiras de debêntures Anbima)

O CDI rendeu ► 0,83% no mês de março de 2024.

Destaque positivo do mês para os ativos de crédito privado em CDI das carteiras que renderam bem acima do CDI, refletindo o fechamento dos spreads de crédito. O IPCA de 2 anos também conseguiu superar o CDI, rendendo 0,99% em março.

Demais ativos de Renda Fixa renderam aquém do CDI.

Destaque negativo para Pré de 5 anos -0,16% e o IPCA de 20 anos -1,51% no mês.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,55% no mês de março.

Carteira de Renda Fixa + Renda Variável

Carteira de Renda Fixa + Renda Variável

O perfil RF + RV obteve um retorno no mês de 0,33% (36,65% do CDI). 

O IMA-S (0,86% no mês), carteira de Tesouros Selic, IDA-DI (1,17% no mês) e IDA-IPCA (0,52% no mês) – carteiras de debêntures Anbima)

O CDI rendeu ► 0,83% no mês de março de 2024.

Destaque positivo do mês para os ativos de crédito privado em CDI das carteiras que renderam bem acima do CDI, refletindo o fechamento dos spreads de crédito. O IPCA de 2 anos também conseguiu superar o CDI, rendendo 0,99% em março.

Demais ativos de Renda Fixa renderam aquém do CDI.

Destaque negativo para Pré de 5 anos -0,16% e o IPCA de 20 anos -1,51% no mês.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,55% no mês de março.

Ibovespa desvalorizou-se -0,71% e o Dólar teve retorno positivo de +0,26%.