Relatório Mensal Carteiras de Investimento em Renda Fixa → Outubro de 2025

Retorno Acumulados das Carteiras de Renda Fixa

Retorno Ano

Retorno no Mês

Expectativa de Mercado (DI Fut) acumulada para 16 reuniões do COPOM CDI Terminal (% a.a.)

Expectativa Focus para as reuniões do COPOM CDI Terminal (% a.a.)

→ Comentários sobre os movimentos das Expectativas de Mercado (DI Futuro) e do Focus para atuação do COPOM

📉 Expectativas de Mercado para a Selic (DI Futuro da B3)

O mercado de juros futuros (DI da B3) aumentou suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação ao mês anterior.

Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -245,9 para -257,3 pontos-base.

Para as próximas 10 reuniões do Copom,a expectativa de corte aumentou de -214,2 para -237,6 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,52%, ante 12,76% na semana anterior.

Para o fim de 2025 (próxima reunião), houve uma alteração marginal na expectativa de corte: de -2,4 para -1,5 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 14,89% ao ano, ante 14,88% na semana anterior.

📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias)

Para 2025, a projeção indica manutenção , com o CDI encerrando o ano em 14,90%.

Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 11,90%, equivalente a -300 pontos-base de corte. .

Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada considera -450 pontos-base de queda.

Rendimento Mensal dos Investimentos em Renda Fixa, Ibovespa e Dólar.

→ Comportamento dos Retornos de Investimentos em Renda Fixa

Outubro foi um mês positivo para os ativos de renda fixa, com destaque para os prefixados de curto e médio prazo, enquanto os títulos indexados à inflação (IPCA+) tiveram desempenho aquém, ficando abaixo do CDI. O movimento reflete o fechamento da curva de juros e expectativas de flexibilização monetária.

📈 Juros Pós-fixados em CDI / Selic

IMA-S (Tesouro Selic): +1,29%
IDA-DI (Debêntures CDI – Anbima): +1,08%
CDI: +1,28%

📉 Juros Prefixados

Pré 1 Ano: +1,38%
Pré 2 Anos: +1,55% → maior destaque entre prefixados
Pré 5 Anos: +1,29%

📊 Inflação (IPCA+)

IPCA+ 2 Anos: +1,13%
IPCA+ 5 Anos: +0,93%
IPCA+ 10 Anos: +1,14%
IPCA+ 20 Anos: +1,14%
IDA-IPCA Infra: +0,59%
VNA IPCA+ (parcela de inflação): +0,29%

➡ Todos os IPCA+ ficaram abaixo do CDI (1,28%).

💹 Renda Variável

Ibovespa: +2,26%
Dólar: +1,24%, fechando próximo a R$ 5,38

🏆 Destaque do Mês

Os prefixados de 2 anos lideraram os ganhos na renda fixa, enquanto os IPCA+ tiveram performance inferior ao CDI. A Carteira RF+RV manteve bom desempenho em outubro de 2025.

Resultados das Carteiras de Renda Fixa

Carteira de Renda Fixa Conservadora

Carteira de Renda Fixa Moderada

Carteira de Renda Fixa Arrojada

Carteira de Renda Fixa + Renda Variável

Curvas de Juros de Títulos Públicos Anbima ( ETTJ Svensson)

Prefixados

IPCA+

Inflação Implícita

→ Resumo Mensal das Notícias do Mercado de Renda Fixa

Resumo Mensal das Notícias do Mercado de Renda Fixa – Outubro/2025

Panorama Geral
Outubro foi um mês de forte movimento nos mercados. O Ibovespa acumulou +2,26%, com cinco pregões consecutivos de recordes no fim do mês, levando o ganho anual para +24,32%. Nos EUA, as bolsas também avançaram: Nasdaq +4,70%, Dow Jones +2,51% e S&P 500 +2,27%, impulsionadas por balanços corporativos robustos e expectativa de pausa nos cortes de juros pelo Fed.

Renda Fixa e Juros Futuros

  • O ciclo de flexibilização monetária no Brasil ganhou força após dados benignos de inflação e sinais mistos do mercado de trabalho.
  • As taxas dos contratos de DI recuaram:
    • Jan/2027: abaixo de 14% (início do mês em 14,050%).
    • Jan/2029: queda de cerca de 17 pontos-base.
    • Jan/2031: recuo próximo de 9 pontos-base.
  • Expectativa de corte da Selic em janeiro reforça a atratividade dos títulos prefixados e IPCA+.

Tesouro Direto e Estratégias (com base nas análises semanais)

  • Prefixados: apresentaram valorização ao longo do mês, acompanhando a queda das taxas futuras.
  • IPCA+: mantiveram boa demanda, com prêmios ajustados à melhora das expectativas inflacionárias.
  • Selic: segue como opção defensiva, mas com menor atratividade frente à perspectiva de cortes.
  • Destaque das semanas:
    • 10/10: início do movimento de queda nos DIs após sinalização do BC.
    • 17/10: inflação abaixo do esperado reforçou cenário de flexibilização.
    • 24/10: curva de juros aprofundou queda com fluxo estrangeiro positivo.
    • 31/10: fechamento do mês com DI longo recuando e Ibovespa renovando máximas.

Mercado Internacional e Câmbio

  • O dólar encerrou outubro com alta de 1,08%, após queda em setembro, mas acumula perda de 12,94% no ano frente ao real.
  • Pressões vieram da incerteza sobre novos cortes pelo Fed e do prolongamento do shutdown nos EUA.
  • Temporada de balanços nos EUA trouxe ânimo aos mercados, com destaque para Alphabet, Amazon e Microsoft.

Principais Fatores do Mês

  • Acordo comercial entre EUA e China, reduzindo tensões globais.
  • Surpresas inflacionárias benignas no Brasil e melhora das expectativas para 2026.
  • Fluxo estrangeiro positivo para a Bolsa brasileira (R$ 25 bilhões no ano).

Com colaboração do Copilot AI

RESUMO MENSAL: BOLSAS DO BRASIL E DOS EUA ACUMULAM RECORDES E GANHOS EM OUTUBRO

O sprint do Ibovespa na reta final deste mês, com cinco pregões consecutivos de fechamentos recordes, conferiu ao índice de referência da B3 ganhos de 2,26% em outubro, acelerando o avanço em 2025 para 24,32%. Outubro também foi positivo para as bolsas de Nova York, que registraram altas de 4,70% (Nasdaq), 2,51% (Dow Jones) e 2,27% (S&P 500).

Os sucessivos recordes do Ibovespa ocorrem por conta da entrada de fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira, segundo o gestor de renda variável da Western Asset, César Mikail. Houve uma reversão de tendência, com maior apetite a risco global, por dois fatores: “O mais relevante no curto prazo foi o acordo do [presidente americano Donald] Trump com [o presidente chinês] Xi Jinping, que deu alento aos mercados no mundo todo. O segundo ponto é que os resultados das empresas lá fora estão vindo fortes, mostrando a economia americana resiliente”, diz. No ano, o fluxo de capital externo está positivo em R$ 25 bilhões.

No cenário doméstico, um gatilho importante para a renda variável é o início do ciclo de flexibilização monetária pelo Banco Central. Após o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de setembro, divulgado ontem, ter colocado em xeque a esperada desaceleração dos fundamentos do emprego, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje, indicou taxa de desocupação levemente acima do previsto e reforçou a possibilidade de um corte da Selic em janeiro.

Assim, o mês de outubro, marcado também por surpresas inflacionárias benignas e melhora das expectativas de inflação do mercado no horizonte relevante para a política monetária, foi positivo para o mercado de juros futuros: a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, que encerrou o primeiro dia do mês em 14,050%, voltou a ficar abaixo de 14%. O DI para janeiro de 2029 fechou cerca de 17 pontos-base, e o vencimento de janeiro de 2031 caiu cerca de 9 pontos-base.

No mercado de câmbio, o dólar termina outubro com ganhos de 1,08%, após recuo de 1,83% em setembro. No ano, a moeda acumula perdas de 12,94% em relação ao real, o que apresenta o melhor desempenho entre as divisas latino-americanas em 2025.

 

 O dólar avançou globalmente em meio à tensão comercial entre Estados Unidos e China, além da continuidade de paralisação (shutdown) do governo americano e, nesta semana, falas de postura mais cautelosa do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em torno da continuidade no afrouxamento monetário, após a instituição cortar os juros em 25 pontos-base na quarta-feira, para a faixa entre 3,75% e 4%.

“Em meio ao apagão de dados da economia americana devido ao shutdown, o Fed parece querer comprar a opção de não fazer nada na reunião de dezembro, com um comitê bastante dividido entre os que querem cortar e os que preferem pausar”, afirma o economista sênior do Inter, André Valério, para quem o BC americano vai promover um novo corte em dezembro apenas se houver dados negativos do mercado de trabalho. “No atual estado das coisas, o Fed parece inclinado a pausar, o que levou a uma forte reprecificação de cortes pelo mercado.”

No exterior, além desse cenário macroeconômico, os mercados têm acompanhado a temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos – que trouxe ânimo aos índices de Nova York por resultados de nomes como Alphabet, Amazon e Microsoft. A temporada também já começou no Brasil, com números de empresas como Ambev, Bradesco, Usiminas e Vale.

Fonte: Broadcast

Relatório de acompanhamento dos Rendimentos Mensais de Carteiras de Investimentos em Renda Fixa

Ressalto que trata-se de um projeto de cunho educacional, não existe sugestão ou indicação de investimento em nenhuma das carteiras. 

É aprender sobre a Renda Fixa acompanhando o mercado, é ter a visão prática e real.

O intuito é contribuir para elevação das discussões sobre investimentos em Renda Fixa no Brasil.

Acreditamos que com a obrigação da Marcação a Mercado de vários ativos de Renda Fixa, fato ocorrido em janeiro de 2023, a necessidade do entendimento sobre comportamento dos ativos de Renda Fixa ficará ainda mais latente.