📉 Expectativas de Mercado para a Selic (DI Futuro da B3)
O mercado de juros futuros (DI da B3) aumentou suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação ao mês anterior.
Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -245,9 para -257,3 pontos-base.
Para as próximas 10 reuniões do Copom,a expectativa de corte aumentou de -214,2 para -237,6 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,52%, ante 12,76% na semana anterior.
Para o fim de 2025 (próxima reunião), houve uma alteração marginal na expectativa de corte: de -2,4 para -1,5 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 14,89% ao ano, ante 14,88% na semana anterior.
📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias)
Para 2025, a projeção indica manutenção , com o CDI encerrando o ano em 14,90%.
Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 11,90%, equivalente a -300 pontos-base de corte. .
Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada considera -450 pontos-base de queda.
Outubro foi um mês positivo para os ativos de renda fixa, com destaque para os prefixados de curto e médio prazo, enquanto os títulos indexados à inflação (IPCA+) tiveram desempenho aquém, ficando abaixo do CDI. O movimento reflete o fechamento da curva de juros e expectativas de flexibilização monetária.
IMA-S (Tesouro Selic): +1,29%
IDA-DI (Debêntures CDI – Anbima): +1,08%
CDI: +1,28%
Pré 1 Ano: +1,38%
Pré 2 Anos: +1,55% → maior destaque entre prefixados
Pré 5 Anos: +1,29%
IPCA+ 2 Anos: +1,13%
IPCA+ 5 Anos: +0,93%
IPCA+ 10 Anos: +1,14%
IPCA+ 20 Anos: +1,14%
IDA-IPCA Infra: +0,59%
VNA IPCA+ (parcela de inflação): +0,29%
➡ Todos os IPCA+ ficaram abaixo do CDI (1,28%).
Ibovespa: +2,26%
Dólar: +1,24%, fechando próximo a R$ 5,38
Os prefixados de 2 anos lideraram os ganhos na renda fixa, enquanto os IPCA+ tiveram performance inferior ao CDI. A Carteira RF+RV manteve bom desempenho em outubro de 2025.
Resumo Mensal das Notícias do Mercado de Renda Fixa – Outubro/2025
Panorama Geral
Outubro foi um mês de forte movimento nos mercados. O Ibovespa acumulou +2,26%, com cinco pregões consecutivos de recordes no fim do mês, levando o ganho anual para +24,32%. Nos EUA, as bolsas também avançaram: Nasdaq +4,70%, Dow Jones +2,51% e S&P 500 +2,27%, impulsionadas por balanços corporativos robustos e expectativa de pausa nos cortes de juros pelo Fed.
Renda Fixa e Juros Futuros
Tesouro Direto e Estratégias (com base nas análises semanais)
Mercado Internacional e Câmbio
Principais Fatores do Mês
Com colaboração do Copilot AI
RESUMO MENSAL: BOLSAS DO BRASIL E DOS EUA ACUMULAM RECORDES E GANHOS EM OUTUBRO
O sprint do Ibovespa na reta final deste mês, com cinco pregões consecutivos de fechamentos recordes, conferiu ao índice de referência da B3 ganhos de 2,26% em outubro, acelerando o avanço em 2025 para 24,32%. Outubro também foi positivo para as bolsas de Nova York, que registraram altas de 4,70% (Nasdaq), 2,51% (Dow Jones) e 2,27% (S&P 500).
Os sucessivos recordes do Ibovespa ocorrem por conta da entrada de fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira, segundo o gestor de renda variável da Western Asset, César Mikail. Houve uma reversão de tendência, com maior apetite a risco global, por dois fatores: “O mais relevante no curto prazo foi o acordo do [presidente americano Donald] Trump com [o presidente chinês] Xi Jinping, que deu alento aos mercados no mundo todo. O segundo ponto é que os resultados das empresas lá fora estão vindo fortes, mostrando a economia americana resiliente”, diz. No ano, o fluxo de capital externo está positivo em R$ 25 bilhões.
No cenário doméstico, um gatilho importante para a renda variável é o início do ciclo de flexibilização monetária pelo Banco Central. Após o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de setembro, divulgado ontem, ter colocado em xeque a esperada desaceleração dos fundamentos do emprego, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje, indicou taxa de desocupação levemente acima do previsto e reforçou a possibilidade de um corte da Selic em janeiro.
Assim, o mês de outubro, marcado também por surpresas inflacionárias benignas e melhora das expectativas de inflação do mercado no horizonte relevante para a política monetária, foi positivo para o mercado de juros futuros: a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, que encerrou o primeiro dia do mês em 14,050%, voltou a ficar abaixo de 14%. O DI para janeiro de 2029 fechou cerca de 17 pontos-base, e o vencimento de janeiro de 2031 caiu cerca de 9 pontos-base.
No mercado de câmbio, o dólar termina outubro com ganhos de 1,08%, após recuo de 1,83% em setembro. No ano, a moeda acumula perdas de 12,94% em relação ao real, o que apresenta o melhor desempenho entre as divisas latino-americanas em 2025.
O dólar avançou globalmente em meio à tensão comercial entre Estados Unidos e China, além da continuidade de paralisação (shutdown) do governo americano e, nesta semana, falas de postura mais cautelosa do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em torno da continuidade no afrouxamento monetário, após a instituição cortar os juros em 25 pontos-base na quarta-feira, para a faixa entre 3,75% e 4%.
“Em meio ao apagão de dados da economia americana devido ao shutdown, o Fed parece querer comprar a opção de não fazer nada na reunião de dezembro, com um comitê bastante dividido entre os que querem cortar e os que preferem pausar”, afirma o economista sênior do Inter, André Valério, para quem o BC americano vai promover um novo corte em dezembro apenas se houver dados negativos do mercado de trabalho. “No atual estado das coisas, o Fed parece inclinado a pausar, o que levou a uma forte reprecificação de cortes pelo mercado.”
No exterior, além desse cenário macroeconômico, os mercados têm acompanhado a temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos – que trouxe ânimo aos índices de Nova York por resultados de nomes como Alphabet, Amazon e Microsoft. A temporada também já começou no Brasil, com números de empresas como Ambev, Bradesco, Usiminas e Vale.
Fonte: Broadcast
Relatório de acompanhamento dos Rendimentos Mensais de Carteiras de Investimentos em Renda Fixa
Ressalto que trata-se de um projeto de cunho educacional, não existe sugestão ou indicação de investimento em nenhuma das carteiras.
É aprender sobre a Renda Fixa acompanhando o mercado, é ter a visão prática e real.
O intuito é contribuir para elevação das discussões sobre investimentos em Renda Fixa no Brasil.
Acreditamos que com a obrigação da Marcação a Mercado de vários ativos de Renda Fixa, fato ocorrido em janeiro de 2023, a necessidade do entendimento sobre comportamento dos ativos de Renda Fixa ficará ainda mais latente.
