Relatório Mensal Carteiras de Investimento em Renda Fixa → Setembro de 2024

Acompanhamento dos Rendimentos Mensais de Carteiras de Investimentos em Renda Fixa

Começamos ressaltando que trata-se de um projeto de cunho educacional, não existe sugestão ou indicação de investimento em nenhuma das carteiras. 

É aprender sobre a Renda Fixa acompanhando o mercado, é ter a visão prática e real.

O intuito é contribuir para elevação das discussões sobre investimentos em Renda Fixa no Brasil.

Acreditamos que com a obrigação da Marcação a Mercado de vários ativos de Renda Fixa, fato ocorrido em janeiro de 2023, a necessidade do entendimento sobre comportamento dos ativos de Renda Fixa ficará ainda mais latente.

Retorno Acumulados das Carteiras de Renda Fixa

Retorno Ano

Retorno no Mês

Rendimento Mensal dos Investimentos em Renda Fixa, Ibovespa e Dólar.

Expectativa de Mercado (DI Fut) acumulada para 16 reuniões do COPOM CDI Terminal (% a.a.)

Expectativa Focus para as reuniões do COPOM CDI Terminal (% a.a.)

→ Comentários sobre os movimentos das Expectativas de Mercado (DI Futuro) e do Focus para atuação do COPOM

O Mercado de Juros Futuros (DI da B3) elevou as expectativas de altas em relação ao mês anterior.

A projeção para as próximas 16 reuniões do Copom subiu de +124 ptb para +176 pontos-base.

Olhando para o fim de 2025, a expectativa de alta subiu de +129 pontos-base para +208 pontos-base, com o CDI terminal subindo de 12,09% para 12,73% em dezembro de 2025.

Para o final de 2024 (duas próximas reuniões), a expectativa de alta subiu de +91 pontos-base para +101  pontos-base, com o CDI terminal subindo de 11,67% para 11,71%.

As expectativas dos economistas, extraídas do Boletim Focus (Mediana dos últimos 5 dias),  também subiram.

A projeção para as próximas reuniões disponíveis do Copom subiu de cortes -162 ptb para cortes totais -100 pontos-base. Houve redução da magnitude dos cortes totais.

Olhando para o fim de 2025, a expectativa de subiu de cortes de -75 pontos-base para altas de +25 pontos-base, com o CDI terminal subindo de 9,90% para 10,90% em dezembro de 2025.

Para o final de 2024 (duas próximas reuniões), a expectativa subiu de cortes de -25 pontos-base para altas de +100 pontos-base, com o CDI terminal subindo de 10,40% para 11,65%.

→ Comportamento dos Retornos de Investimentos em Renda Fixa

O mês de setembro de 2024 foi de alta nas Taxas de Juros, assim como agosto.

O IMA-S rendeu 0,87% no mês (carteira de Tesouros Selic), o IDA-DI valorizou-se 1,01% (Debêntures CDI – Anbima) e o IDA-IPCA Infra -0,11% (carteiras de debêntures IPCA+ Anbima).

O CDI rendeu ► 0,83% no mês de setembro de 2024.

Destaque positivo da Renda Fixa do mês para o IDA-DI.

O menor retorno da carteira de Renda Fixa ficou para o IPCA+ de 20 anos -3,07% no mês.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,19% no mês de agosto de 2024.

Ibovespa perdeu -3,08% e o Dólar teve retorno negativo de -3,68% no mês.

Nenhuma carteira rendeu acima do CDI em setembro de 2024.

Curvas de Juros de Títulos Públicos Anbima ( ETTJ Svensson)

Prefixados

IPCA+

Inflação Implícita

Resultados das Carteiras de Renda Fixa

Carteira de Renda Fixa Conservadora

Carteira Conservadora de Renda Fixa

O perfil Conservador obteve um retorno no mês de 0,80% (96,18% do CDI).

O IMA-S rendeu 0,87% no mês (carteira de Tesouros Selic), o IDA-DI valorizou-se 1,01% (Debêntures CDI – Anbima) e o IDA-IPCA Infra -0,11% (carteiras de debêntures IPCA+ Anbima).

O CDI rendeu ► 0,83% no mês de setembro de 2024.

Destaque positivo da Renda Fixa do mês para o IDA-DI.

O menor retorno da carteira de Renda Fixa ficou para o IPCA+ de 2 anos +0,39% no mês.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,19% no mês de agosto de 2024.

A carteira Conservadora foi a de melhor retorno em setembro de 2024.

Carteira de Renda Fixa Moderada

Carteira Moderada de Renda Fixa

O perfil Moderado obteve um retorno no mês de 0,43% (51,86% do CDI).

O IMA-S rendeu 0,87% no mês (carteira de Tesouros Selic), o IDA-DI valorizou-se 1,01% (Debêntures CDI – Anbima) e o IDA-IPCA Infra -0,11% (carteiras de debêntures IPCA+ Anbima).

O CDI rendeu ► 0,83% no mês de setembro de 2024.

Destaque positivo da Renda Fixa do mês para o IDA-DI.

O menor retorno da carteira de Renda Fixa ficou para o IPCA+ de 10 anos -1,98% no mês.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,19% no mês de agosto de 2024.

Carteira de Renda Fixa Arrojada

Carteira Arrojada de Renda Fixa

O perfil Arrojado de Renda Fixa obteve um retorno no mês negativo de 0,06% (7,35% do CDI).

O IMA-S rendeu 0,87% no mês (carteira de Tesouros Selic), o IDA-DI valorizou-se 1,01% (Debêntures CDI – Anbima) e o IDA-IPCA Infra -0,11% (carteiras de debêntures IPCA+ Anbima).

O CDI rendeu ► 0,83% no mês de setembro de 2024.

Destaque positivo da Renda Fixa do mês para o IDA-DI.

O menor retorno da carteira de Renda Fixa ficou para o IPCA+ de 20 anos -3,07% no mês.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,19% no mês de agosto de 2024.

Carteira de Renda Fixa + Renda Variável

Carteira de Renda Fixa + Renda Variável

O perfil RF + RV obteve um retorno no mês de -0,71% (-84,70% do CDI). 

O IMA-S rendeu 0,87% no mês (carteira de Tesouros Selic), o IDA-DI valorizou-se 1,01% (Debêntures CDI – Anbima) e o IDA-IPCA Infra -0,11% (carteiras de debêntures IPCA+ Anbima).

O CDI rendeu ► 0,83% no mês de setembro de 2024.

Destaque positivo da Renda Fixa do mês para o IDA-DI.

O menor retorno da carteira de Renda Fixa ficou para o IPCA+ de 20 anos -3,07% no mês.

A parte de inflação dos títulos IPCA+, o VNA IPCA, rendeu 0,19% no mês de agosto de 2024.

Ibovespa perdeu -3,08% e o Dólar teve retorno negativo de -3,68% no mês.

→ Resumo Mensal das Notícias do Mercado de Renda Fixa

O mês de setembro trouxe primeiro as expectativas sobre a condução da política monetária aqui e nos Estados Unidos, a confirmação das decisões na “Super Quarta” e agora as ponderações sobre quais movimentações serão feitas a seguir. Além disso, o mercado também esteve atento ao aumento de percepção do risco fiscal no Brasil e a anúncios de estímulos financeiros pelo governo da China.

 

 Destaque na agenda do mês, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou um corte na taxa de juros pela primeira vez em quatro anos: os Fed Funds foram reduzidos em 50 pontos-base, para um nível de 4,75% a 5%. Na ocasião, o presidente do Fed, Jerome Powell, já havia adiantado que o movimento não deveria ser interpretado como o ritmo que a instituição seguirá nas próximas reuniões. E, hoje, ele sinalizou que o corte de juros de 50 pontos-base visto na reunião de setembro pode ter sido o único desta magnitude em 2024.

 

 A fala impulsionou o dólar e os juros dos Treasuries – os títulos do Tesouro americano -, em detrimento de ativos de risco, pressionando as bolsas de Nova York, à medida que os mercados ampliavam posições para um panorama de flexibilização menos agressiva. Mesmo assim, as bolsas conseguiram se sustentar em alta, com traders eufóricos com o desempenho acionário no trimestre encerrado hoje. Os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam o período com altas de 8,21%, 5,53% e 2,57%, respectivamente. No mês, os índices tiveram alta de aproximadamente 2%.

 

 Por outro lado, o dólar acumulou queda no mês, de 0,90% ante rivais fortes e de 3,33% ante o real. No âmbito local, os motivos ficam com os estímulos econômicos anunciados pelo governo chinês e o diferencial entre juros interno e externo – o que, em tese, aumenta a atratividade para operações de carry trade. Isso porque, na contramão do movimento do Fed, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou a taxa Selic em 25 pontos-base, para 10,75% ao ano, em decisão unânime.

 

 No entanto, o economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima, diz que em uma perspectiva de mais longo prazo, o real segue pressionado pela percepção fiscal. “Ao final de agosto, o dólar estava quase em R$ 5,70, muito pressionado por questões fiscais. Esse mês tivemos certo apaziguamento. Antes o mercado tinha medo de que o governo não cumpriria a meta fiscal ‘de jeito nenhum’. Parte desse risco foi retirado, mas ainda não de maneira definitiva, e a discussão vai continua por bastante tempo”, diz Gean Lima, estrategista e trader da Connex Capital.

 

 O cenário é que, neste mês, houve uma piora da percepção sobre as contas públicas, hoje renovada pelo resultado do setor público em agosto. O déficit de R$ 21,4 bilhões ficou em linha com a mediana das estimativas (R$ 21 bilhões), mas a abertura do dado acentuou o temor de que o País possa entrar em dominância fiscal, na qual a política monetária perde sua eficácia em meio ao crescimento do endividamento público. Isso depois de um Relatório Bimestral de Receitas e Despesas mal recebido pelo mercado na semana passada.

 

 Assim, os juros futuros terminam setembro com avanço expressivo na comparação aos níveis de fechamento de agosto. No acumulado do mês, as taxas de curto e médio prazos foram as que mais subiram. Houve queda nos níveis de inclinação da curva, com o diferencial entre as taxas para janeiro de 2029 e janeiro de 2026 saindo de 26,6 pontos no fim de agosto para 15 pontos hoje.

 

 Já o Ibovespa acumulou perda de 3,08% em setembro, interrompendo a série de recuperação entre junho e agosto. Já no trimestre, o índice acumulou avanço nominal de 6%.

 

 Neste mês, o Ibovespa sentiu as movimentações de blue chips ligadas a commodities, oscilando em vista do noticiário corporativo e dos sinais sobre a economia chinesa. No caso das petrolíferas, ainda, houve impacto dos preços do petróleo, de olho nas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Fonte: Broadcast