Relatório Mensal Carteiras de Investimento em Renda Fixa → Setembro de 2026

Rendimentos Acumulados das Carteiras de Renda Fixa

Retorno Ano

Retorno no Mês

Rendimento Mensal dos Investimentos em Renda Fixa, Ibovespa e Dólar.

→ Comportamento dos Retornos de Investimentos em Renda Fixa

Setembro de 2026 apresentou desempenho bastante positivo para os títulos de renda fixa, com destaque para os ativos indexados à inflação e para os títulos prefixados de prazos mais longos. O movimento refletiu o fechamento expressivo das taxas de juros ao longo da curva, favorecendo especialmente os títulos mais sensíveis às variações de mercado. Em contrapartida, os ativos pós-fixados acompanharam apenas a remuneração corrente do CDI, sem ganhos adicionais relevantes provenientes da marcação a mercado.

📈 Juros Pós-fixados (CDI / Selic)
CDI: +1,08%
IMA-S (Tesouro Selic): +1,06%
IDA-DI (Debêntures CDI – Anbima): +1,01%

📉 Juros Prefixados
Pré 1 Ano: +1,23%
Pré 2 Anos: +1,77%
Pré 5 Anos: +3,60%

📊 Inflação (IPCA+)
IPCA+ 2 Anos: +1,81%
IPCA+ 5 Anos: +3,13%
IPCA+ 10 Anos: +3,35%
IPCA+ 20 Anos: +6,05%
IDA-IPCA Infra: +0,41%
VNA IPCA+: +0,20%

Os títulos indexados ao IPCA registraram os melhores desempenhos do mês, impulsionados pela forte redução das taxas reais em toda a curva. O destaque absoluto ficou para o IPCA+ 20 Anos, que avançou 6,05%, seguido pelos vencimentos de 10 anos (+3,35%) e 5 anos (+3,13%), resultados amplamente superiores ao CDI. O movimento evidencia o impacto positivo da marcação a mercado em um ambiente de fechamento das taxas de juros reais, beneficiando principalmente os papéis de maior duration.

No segmento prefixado, todos os vértices apresentaram retornos acima do CDI. O destaque foi o Pré 5 Anos, com valorização de 3,60%, refletindo a forte queda das taxas prefixadas de longo prazo. Os títulos de 2 anos (+1,77%) e 1 ano (+1,23%) também entregaram desempenho positivo, embora em menor magnitude.

Entre os ativos pós-fixados, os retornos ficaram próximos à remuneração do período, com CDI (+1,08%), IMA-S (+1,06%) e IDA-DI (+1,01%) apresentando resultados bastante semelhantes. Já no segmento de crédito indexado à inflação, o IDA-IPCA Infra registrou alta de 0,41%, enquanto a atualização do principal dos títulos atrelados ao IPCA, medida pelo VNA, foi de 0,20% no mês.

De forma geral, setembro foi marcado por uma expressiva valorização dos títulos prefixados e indexados à inflação, especialmente nos prazos mais longos, enquanto os ativos pós-fixados mantiveram desempenho alinhado à taxa básica de juros. Esse comportamento reforça a importância da duration em períodos de fechamento das curvas de juros, quando os ganhos de marcação a mercado podem superar significativamente a remuneração contratada dos títulos.

Atribuição de Performance (Performance Attribution) e Composição das Carteiras de Renda Fixa

Carteira de Renda Fixa Conservadora

Carteira de Renda Fixa Moderada

Carteira de Renda Fixa Arrojada

Carteira de Renda Fixa + Renda Variável

→ Resumo Mensal das Notícias do Mercado de Renda Fixa

RESUMO MENSAL DE SETEMBRO/2026: BOLSA SOBE 5% E DÓLAR CAI, COM TRADE ELEITORAL SE IMPONDO À CAUTELA EXTERNA

O trade eleitoral respondeu por boa parte dos ganhos de ativos locais em setembro, com o mês marcado pela recuperação do candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto, que o levou a um quadro de empate técnico com o presidente Lula (PT), candidato à reeleição. O mercado vê chances maiores de ajuste fiscal se houver alternância de governo.

Assim, o Ibovespa avançou 5,03% em setembro e 8,32% no terceiro trimestre. O dólar à vista acumulou leve perda de 0,10% no mês, mas subiu 0,23% no trimestre, sendo a única moeda latino-americana a se apreciar em setembro.

Os juros futuros também caíram no mês, especialmente a partir dos vértices intermediários. Em relação ao fechamento de agosto, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2029 perdeu cerca de 40 pontos-base, e a para janeiro de 2031, ao redor de 50 pontos. Já a ponta curta cedeu 6 pontos.

“O mercado deve reagir não apenas ao resultado das pesquisas, mas principalmente a qualquer sinal sobre a composição do próximo governo e, sobretudo, sobre sua agenda econômica e fiscal. A eleição pode aumentar a volatilidade de Bolsa, câmbio e juros, mas o movimento mais importante será a precificação das expectativas para 2027”, afirma o CEO da Trade Arena, Gabriel Jardim.

Os analistas ponderam que a alta do Ibovespa é bastante frágil e que os próximos meses serão marcados por grande volatilidade. Isso porque tanto o cenário fiscal, quanto o ambiente macroeconômico como um todo ainda é ruim para as empresas, pressionadas pelos juros ainda elevados aqui e pelos constantes riscos no cenário internacional, com a guerra entre Estados Unidos e Irã em voga. O petróleo Brent, referência para a Petrobras, subiu quase 7% só em setembro – o que é bom para a empresa, mas negativo do ponto de vista da inflação global.

“Quando analiso todo o contexto, vejo que os preços dos ativos mostram hoje uma percepção um pouco mais positiva em relação ao Brasil do que no início do trimestre. A queda do dólar e dos juros futuros, junto com a sustentação do Ibovespa, indicam um ambiente de maior confiança no curto prazo, principalmente diante da expectativa de juros menores”, afirma o especialista em investimentos e sócio da AW Capital, Marcos Bassani.

O trimestre foi marcado por um vaivém dos estrangeiros, com entrada de R$ 4,3 bilhões em julho na Bolsa (entre ações listadas e ofertas de papéis), mas uma saída massiva de R$ 18,1 bilhões em agosto. Em setembro, houve uma retomada parcial da entrada de dinheiro desses investidores, de R$ 9,6 bilhões até o dia 28, conforme dados da B3. Esse movimento condiz com o desempenho das blue chips no mês: todas, com exceção da Vale, acumularam ganhos firmes em setembro.

No exterior, o aquecimento da economia americana segue alimentando preocupações com a inflação, enquanto a escalada das tensões no Oriente Médio reforçou a cautela. Os rendimentos dos Treasuries (os títulos do Tesouro americano) renovaram máximas recentes e o índice DXY, que mede do dólar ante seis rivais fortes, teve ganhos acima de 2% em setembro. Já as bolsas de Nova York encerraram o mês sem direção única, com o Nasdaq (+1,86) impulsionado pela inteligência artificial (IA), enquanto Dow Jones e S&P 500 acumularam perdas de 4,29% e 0,45%, respectivamente.

Fonte: Broadcast

Relatório de acompanhamento dos Rendimentos Mensais de Carteiras de Investimentos em Renda Fixa

Ressalto que trata-se de um projeto de cunho educacional, não existe sugestão ou indicação de investimento em nenhuma das carteiras. 

É aprender sobre a Renda Fixa acompanhando o mercado, é ter a visão prática e real.

O intuito é contribuir para elevação das discussões sobre investimentos em Renda Fixa no Brasil.

Acreditamos que com a obrigação da Marcação a Mercado de vários ativos de Renda Fixa, fato ocorrido em janeiro de 2023, a necessidade do entendimento sobre comportamento dos ativos de Renda Fixa ficará ainda mais latente.