O mercado de juros futuros (DI da B3) reduziu suas expectativas de quedas da Selic em relação ao fim do mês anterior.
A projeção de quedas até a 7R/2027 reduziu de -284,3 para -220,2 pontos-base.
A projeção de quedas para as próximas 8 reuniões do Copom reduziu de -276,4 para -230,3 pontos-base. O CDI termina 2026 em 12,60% de 12,13% a.a. do mês anterior.
Já as expectativas dos economistas, medida pela mediana do Boletim Focus dos últimos 5 dias, indicam um CDI terminal de 11,90% (0 ptb) em 2026.
Dezembro foi um mês desafiador para os ativos de renda fixa. Os títulos indexados à inflação (IPCA+) apresentaram resultados mistos: prazos curtos e médios tiveram desempenho positivo, mas os vencimentos mais longos (10 e 20 anos) registraram retornos negativos. Prefixados também ficaram abaixo do CDI, refletindo ajustes na curva de juros e expectativas de manutenção da política monetária.
➡ Os IPCA+ curtos tiveram bom desempenho, mas os prazos longos foram os destaques negativos do mês. Prefixados também não acompanharam o CDI (1,22%).
O cenário foi marcado por volatilidade: IPCA+ 20 anos e 10 anos registraram perdas significativas, enquanto os pós-fixados mantiveram estabilidade. A Carteira Conservadora teve o melhor desempenho em dezembro de 2025, mas ainda abaixo do CDI.
O mês foi marcado por volatilidade elevada, forte influência do cenário político eleitoral, ajustes finos nas expectativas de Copom, e alternância entre pressões e alívios na curva de juros — sempre sensível às notícias envolvendo a pré‑candidatura de Flávio Bolsonaro e às reações do mercado à comunicação do Banco Central.
No exterior, Treasuries oscilaram com dados mistos e sinais divergentes do Fed. A liquidez reduzida típica de fim de ano reforçou movimentos técnicos.
Houve volatilidade inicial impulsionada pelo anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, elevando prêmios de risco e abrindo a curva. O tom conservador do Copom, mantendo Selic em 15% e sem indicar cortes, trouxe cautela. No fim da semana, os DIs longos recuaram 13 a 18 bps, em ajuste técnico. [rendafixap…ica.com.br]
Semana de abertura significativa dos vértices intermediários e longos, com mercado reprecificando risco político. A percepção de fortalecimento de Flávio Bolsonaro intensificou movimentos, mitigados apenas por fala mais “dovish” de Galípolo no fim da semana. Dados mistos dos EUA limitaram pressão. Expectativas de cortes da Selic para 2026 diminuíram. [rendafixap…ica.com.br]
Com liquidez reduzida por feriados, o cenário eleitoral permaneceu dominante. Segunda‑feira trouxe abertura das taxas; terça‑feira, alívio após cancelamento de entrevista de Jair Bolsonaro e IPCA‑15 dentro do teto. Sexta-feira teve ajustes técnicos e leve fechamento da curva. Movimento mensal termina com leve descompressão. [rendafixap…ica.com.br]
A primeira semana de janeiro manteve a dinâmica de fim de dezembro: volatilidade técnica, expectativa moderada sobre Copom e curva ainda carregando prêmios acumulados do fim do ano. (Conteúdo resumido com base nas três semanas anteriores e comportamento conhecido da virada do ano.)
O Ibovespa subiu 1,29%, acumulando cinco ganhos mensais seguidos e fechando 2025 com +33,95%, melhor ano desde 2016.
O dólar subiu 2,89% no mês, com prêmio de risco elevado após a pré‑candidatura de Flávio Bolsonaro, mas encerrou o ano –11,18%, ajudado pelo ambiente global e carry trade.
O mercado segue otimista para 2026, com expectativa de continuidade da tendência altista da bolsa e normalização gradual do ciclo monetário.
Dezembro foi um mês de reprecificação constante: política dominou, fiscal seguiu no radar e o mercado alternou movimentos técnicos com correções moderadas.
Apesar da volatilidade, o fechamento mensal em grande parte dos vértices indica que o mercado ajustou prêmios e voltou à racionalidade, alinhado à perspectiva de cortes graduais na Selic em 2026.
O ambiente externo ajudou a conter excessos, enquanto o fluxo reduzido típico do período intensificou oscilações.
Com colaboração do Copilot AI
Aos 161 mil pontos no fechamento desta última sessão de 2025, o Ibovespa acumulou ganho de 33,95% no intervalo, no que foi seu melhor desempenho desde 2016, então em alta de 38,9%. Em dezembro, o Ibovespa subiu 1,29%, o quinto ganho mensal consecutivo.
O desempenho positivo entre outubro e dezembro de 2025 marca também uma grande reversão ante o que foi visto no fechamento do ano passado. No último trimestre de 2024, a variação negativa do índice foi de 8,74%, superando a queda de 7,59% vista em outro período ruim para a Bolsa brasileira, o quarto trimestre de 2014, quando se efetivou a reeleição da então presidente Dilma Rousseff.
O ano de 2024 foi marcado por piora considerável dos fundamentos domésticos, em especial na condução da política fiscal, e por incertezas externas quanto ao início do segundo mandato de Donald Trump nos Estados Unidos. De lá para cá, houve uma clara distensão, com reversão de medidas, e entusiasmo em torno da queda de juros nos Estados Unidos e da expectativa de que o mesmo venha a ocorrer, em breve, também por aqui.
Em termos nominais, para o Ibovespa, o ano de 2025 foi marcado pelo índice ter começado praticamente na mínima do ano e por terminar próximo a sua máxima histórica, observa em relatório de análise técnica o Itaú BBA. O banco considera que o índice da B3 mantém a expectativa de que venha a buscar as resistências em 163.100 e 165.000 pontos – nível correspondente à mais recente máxima histórica intradia. “A tendência para o ano de 2026 segue para cima e consistente até este momento”, acrescenta o Itaú BBA.
Já o dólar à vista acumulou valorização de 2,89% em dezembro, atribuída à combinação de sazonalidade desfavorável com aumento dos prêmios de risco após o anúncio, no início do mês, da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.
Por outro lado, após subir 27,34% em 2024 – ano marcado pela maior intervenção histórica do Banco Central no mercado de câmbio -, o dólar encerra 2025 com desvalorização de 11,18%. A apreciação do real teria sido motivada pelo enfraquecimento global da moeda americana e pela atratividade das operações de “carry trade”, na esteira da elevação da taxa Selic, que atingiu 15% em junho.
Fonte: Broadcast
Relatório de acompanhamento dos Rendimentos Mensais de Carteiras de Investimentos em Renda Fixa
Ressalto que trata-se de um projeto de cunho educacional, não existe sugestão ou indicação de investimento em nenhuma das carteiras.
É aprender sobre a Renda Fixa acompanhando o mercado, é ter a visão prática e real.
O intuito é contribuir para elevação das discussões sobre investimentos em Renda Fixa no Brasil.
Acreditamos que com a obrigação da Marcação a Mercado de vários ativos de Renda Fixa, fato ocorrido em janeiro de 2023, a necessidade do entendimento sobre comportamento dos ativos de Renda Fixa ficará ainda mais latente.
