Highlights (Resumo): Alteração Marginal nas Taxas de Juros
A semana foi marcada por forte influência do cenário eleitoral, que elevou a volatilidade e ditou o comportamento da curva de juros em meio à liquidez reduzida devido aos feriados. Na segunda-feira, prevaleceu um movimento de abertura das taxas diante do aumento das incertezas fiscais e políticas após o fortalecimento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, aliado ao ambiente externo de Treasuries em alta e dólar pressionado. Na terça-feira, o mercado apresentou alívio, com fechamento dos juros intermediários e longos após o cancelamento da entrevista de Jair Bolsonaro e a divulgação do IPCA-15 dentro do teto da meta, ainda que com composição inflacionária menos benigna. Já na sexta-feira, com fluxo reduzido e ausência de dados relevantes, os juros recuaram refletindo ajustes técnicos, enquanto pesquisas eleitorais e a carta de apoio de Jair Bolsonaro ao filho seguiram como principal vetor na precificação, reforçando o chamado “trade de troca de governo”. No agregado, a curva apresentou leve fechamento, com o mercado alternando entre pressões políticas e descompressão técnica ao longo dos pregões.
Destaques: Liquidez Reduzida, Inflação, Risco Político
📉 Expectativas de Mercado para a Selic (DI Futuro da B3)
O mercado de juros futuros (DI da B3) alterou marginalmente suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.
Para o horizonte até a 7R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -201,2 para -198,9 pontos-base.
Para as próximas 8 reuniões do Copom,a expectativa de corte alterou marginalmente de -231,4 para -232,7 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,57%, ante 12,59% na semana anterior.
📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias):
Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 12,03%, equivalente a -287,5 pontos-base de corte. .
Para o horizonte até a 7R/2027, a projeção acumulada considera -450 pontos-base de queda.
No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2025 caiu de 4,33% para 4,32%. Há um mês, a mediana era de 5,09% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2026, a projeção caiu de 4,06% para 4,05%, enquanto há um mês estava em 4,44%.
A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2025 se manteve em 0,00%, há um mês atrás era 15,00%. Para o final de 2026 se manteve em 12,25%, há um mês atrás era 12,50%.
Os juros futuros iniciaram a semana com forte abertura da curva, refletindo desconforto fiscal e aumento das incertezas eleitorais após movimentos que fortaleceram a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, além de articulações envolvendo Romeu Zema para composição de chapa. Esse ambiente elevou a percepção de risco e reduziu a convicção do mercado sobre uma vitória de centro-direita, aumentando a volatilidade em um pregão de baixa liquidez e agenda esvaziada. Contribuíram para o movimento a abertura dos Treasuries nos EUA e o dólar em R$ 5,58, enquanto análises apontaram que a comunicação mais dura do Banco Central tende a manter postura hawkish diante dos ruídos políticos. Dados econômicos como arrecadação federal acima do esperado e recuos no Focus para o IPCA de 2025 e 2026 foram monitorados, mas tiveram impacto secundário na precificação.
Em sessão de liquidez reduzida na antevéspera de Natal, os juros futuros intermediários e longos recuaram pela tarde, acompanhando alívio no sentimento de risco após o cancelamento inesperado da entrevista do ex-presidente Jair Bolsonaro, evento que o mercado interpretou como fator de redução de volatilidade eleitoral. A curva também foi beneficiada pelo IPCA-15 de dezembro dentro do teto da meta em 12 meses, embora sua composição qualitativa tenha sido considerada menos benigna, com pressões disseminadas em serviços e bens industriais. No exterior, um leilão de T-notes de 5 anos com demanda fraca reduziu o avanço dos Treasuries, enquanto a queda do dólar contribuiu para a melhora local. Analistas ressaltaram que a inflação de serviços segue elevada, refletindo mercado de trabalho aquecido, e que a bandeira tarifária verde anunciada pela Aneel para janeiro pode aliviar o IPCA em cerca de 11 pontos-base.
Na última sexta-feira do ano e em clima de liquidez muito reduzida entre os feriados, os juros futuros recuaram no período da tarde em movimento atribuído majoritariamente a ajustes de posição, diante da ausência de dados relevantes no Brasil e no exterior. O ambiente eleitoral permaneceu como principal vetor de preços, após a divulgação da carta em que Jair Bolsonaro formalizou apoio à candidatura do filho Flávio, reforçando o debate sobre competitividade eleitoral de nomes alternativos ao presidente Lula em 2026. Pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas mostrou Lula tecnicamente empatado com vários potenciais concorrentes, reforçando o chamado “trade de troca de governo”, que o mercado vê como potencial caminho para reformas fiscais mais duras. No pano de fundo, o dólar subiu levemente e os Treasuries tiveram comportamento misto, reforçando o caráter técnico da movimentação da curva.
Fonte: Broadcast
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