Entenda cada indicador e gráfico do Relatório Semanal de Renda Fixa e Tesouro Direto

Tudo que você precisa saber para entender os Resumos Semanais de Renda Fixa.

Fala galera da Renda Fixa!

Aqui é o Jefferson Figueiredo – CGA Especialista em Renda Fixa.

Hoje é um dia muito especial, pois estou escrevendo esse artigo para celebrar mais de cinco anos de dedicação, análises e contribuições para educação financeira sobre o intrigante mundo da Renda Fixa e do Tesouro Direto. Nesta jornada, compartilhamos com vocês semanalmente relatórios abrangentes que visam desmistificar e aprofundar o entendimento acerca de como investir na Renda Fixa.

Os Investimentos em Renda Fixa exigem uma compreensão ampla. Muitas vezes, o foco está voltado para o mercado de ações, mas a Renda Fixa desempenha um papel crucial na construção de uma carteira sólida e equilibrada. É nesse cenário que o Renda Fixa Prática se destaca, proporcionando análises semanais detalhadas há mais de cinco anos, tornando-se o mais antigo relatório gratuito de Renda Fixa e Tesouro Direto (mais de 285 relatórios).

Antes mesmo de começar a comentar cada Gráfico e Tabela disponibilizado no relatório, gostaria de registrar minha imensa gratidão ao Lisboa nesses tantos anos de parceria na elaboração dos Resumos de Mercado de Renda Fixa, com uma maestria muito particular, Lisboa construiu uma sistemática de escrita muito rica sobre o mercado de Renda Fixa. Em 2024, Lisboa foi buscar novos desafios e deixou de escrever aqui no Renda Fixa Prática. Muito Obrigado meu amigo Lisboa!

Venha comigo pelos Gráficos e Tabelas!

Começamos as explicações sobre os componentes das Análises Semanais de Renda Fixa e Tesouro Direto com o Relatório Focus que é uma publicação semanal produzida pelo Banco Central do Brasil (BCB). O Focus traz uma pesquisa que compila as expectativas de mercado de diversos analistas e instituições financeiras sobre indicadores econômicos chave para a economia brasileira. As principais informações geralmente abordadas no Relatório Focus incluem projeções para:

Taxa de Juros (Selic): Expectativas para a taxa básica de juros da economia brasileira, conhecida como Taxa Selic.

Câmbio: Projeções para a taxa de câmbio, refletindo as expectativas sobre a relação entre o real brasileiro e outras moedas, como o dólar dos EUA.

Inflação: Previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o índice oficial de inflação no Brasil.

Crescimento Econômico: Expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB), que é uma medida da atividade econômica.

Balança Comercial: Previsões para o saldo entre exportações e importações do Brasil.

O Relatório Focus é uma ferramenta importante para analisar o consenso do mercado em relação às perspectivas econômicas e serve como uma referência para formuladores de políticas, investidores em Renda Fixa e analistas. As informações divulgadas no relatório são baseadas nas projeções de diversas instituições financeiras, consultorias e bancos, proporcionando uma visão consolidada das expectativas do mercado para a economia brasileira, sendo muito útil inclusive ´para quem quer investir em Tesouro Direto.

A tabela acima traz a variação semanal das Taxas de Ajuste do DI Futuro.

Como costumo dizer → se não entende ou nunca ouviu falar do Futuro do DI → não conhece realmente nossa Renda Fixa! 

São dos Futuro do DI que saem as Taxas que precificam toda nossa Renda Fixa! Seja Prefixados, CDI/Selic e grande parte do IPCA+!

Quem investe ou quer investir em Títulos Públicos Federais como: Tesouro Prefixado, Tesouro Selic ou no Tesouro IPCA+ tem que entender o Futuro do DI.

O DI Futuro refere-se a contratos futuros de taxas de juros no mercado brasileiro. “DI” significa “Depósito Interfinanceiro”, e esses contratos estão diretamente relacionados às taxas de juros no Brasil. Os contratos DI Futuro são negociados na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).

A taxa DI Futuro é uma taxa prefixada para um período futuro específico e carrega em si as expectativas do COPOM na Selic Meta (ou seja, as expectativas para o CDI médio em termos anuais até um certo vencimento). Esses contratos permitem que investidores e empresas negociem as expectativas de taxas de juros para datas futuras, oferecendo uma ferramenta para a gestão de riscos e a especulação no mercado de juros.

Os contratos DI Futuro são um componente importante dos mercados financeiros brasileiros, oferecendo instrumentos para a gestão de riscos e a busca por oportunidades de investimento, especialmente para aqueles interessados em se expor ou se proteger contra movimentos nas taxas de juros.

A partir a Análise Semanal 288

A partir dos contratos futuros do DI pode-se retirar as Expectativas de Mercado de atuação do COPOM (Gráfico acima) na condução da política monetária via Juros (Selic Meta).

Os movimentos na Curva de Juros formada pelos negócios no DI Futuro na verdade são em sua grande parte formada por mudanças nas Expectativas para o Copom.

Existem algumas forma de se calcular essas Expectativas (pode ser de cortes ou altas na Selic Meta). Pode usar as Taxas a Termo, algum método matemático de interação, fazer as alterações manuais nas reuniões e efetuar o cálculo do número índice do CDI no futuro, etc.

Nesse Gráfico você pode verificar semanalmente se as expectativas para os cortes/altas da Selic aumentaram ou diminuíram e essa informação é uma das mais relevantes para quem investe em Renda Fixa.

Aqui utilizo a ferramenta CDIE da Bloomberg.

Você também pode usar minha Planilha de Cálculo de Curvas para o DI Futuro.

 

A partir a Análise Semanal 90

Vamos conversar sobre cada item!

1Nível de Taxa atual de duas referências para o Mercado de Renda Fixa: CDI e SELIC e que hoje tem a mesma taxa! Leia o Artigo.

A Taxa CDI (Certificado de Depósito Interbancário) representa a média das taxas de juros praticadas entre instituições financeiras. É usada como referência para diversos investimentos, incluindo renda fixa: CDB, LCA, LCI, Debêntures, Fundos de Investimentos, etc

A Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, tem como referência a Selic Meta definida pelo Copom. Ela influencia as demais taxas de juros no mercado e serve como referência para diversos investimentos, sendo um indicador importante para análise econômica e referência para os investimentos em Tesouro Selic.

Ambas as taxas são cruciais para investidores em renda fixa, pois impactam diretamente o rendimento de diversos ativos financeiros. 

Depois de 2018 elas passaram a ser iguais Leia o Artigo.

2 – VNA do IPCA: É muito importante acompanhar porque parte do preço do Tesouro IPCA (NTN-Bs) acompanha as projeções e fechamentos da inflação medida pelo IPCA. Variações no VNA impactam investimentos no Tesouros IPCA+! Confira esse Artigo.

A sigla “VNA IPCA” se refere a “Valor Nominal Atualizado pela Taxa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo” (IPCA).  O VNA representa o valor corrigido do título pela inflação, medida pelo IPCA. Ou seja, é a parte do ganho com a inflação das NTN-Bs ou Tesouro IPCA+

3 – VNA do IGPM mesma lógica do VNA IPCA. É importante, pois faz parte do preço dos Tesouro IGPM (NTN-Cs) . Apesar de não ser mais emitido, é bom estar de olho no IGP-M, pois pode ser um bom proxy para o IPCA!

4 – Prefixados: esses são os movimentos das Taxas para as durations de três prazos. Se as taxas caem de uma semana para outra os preços sobem, bom para quem está posicionado em prefixado. Se as taxas sobem, ruim para quem está posicionado, pois os preços caem, mas oportunidade para quem deseja investir no Tesouro Prefixado. Leia esse artigo aqui do site

O Prefixado refere-se a investimentos nos quais a taxa de retorno é conhecida no momento da aplicação e permanece fixa ao longo do tempo. Isso significa que o investidor sabe exatamente quanto receberá no vencimento do investimento. Mas se precisar sair antes estará a mercê das condições de mercado do dia. Ebook Prefixado e Ebook Prefixado com Juros Semestrais e Infográfico Prefixado

5 – Juros Reais (IPCA): esses são os movimentos das Taxas das NTN-Bs (Tesouro IPCA) para as durations de três prazos. Trata-se da parte prefixada do Tesouro IPCA+.

Os títulos IPCA+ são um tipo de investimento caracterizados pela correção do valor principal do título pela variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que é o índice oficial de inflação no país, mais rendimento real pré-determinado (Prefixado), ou seja, uma taxa de juros real fixa que é acrescida ao IPCA. Gosto de chamá-lo de híbrido, porque tem o Pré e o Pós (IPCA) no mesmo título.
Acompanhar os investimentos em Tesouro IPCA+ é muito importante!

6 – Juros americanos de 10 anos: Os juros americanos são referência mundial para o mercado global.

O “T10” ou “juros americanos de 10 anos”, refere-se à taxa de juros dos títulos do Tesouro dos EUA com vencimento em 10 anos, e essa taxa é influenciada por uma variedade de fatores econômicos, incluindo as perspectivas de crescimento, inflação e políticas monetárias.

Tem influência direta nos movimentos dos nossos juros, seja pela atratividade relativa, eles impactam no nosso Câmbio e afetam as Expectativas globais de crescimento econômico e inflação, enfim influem nos investimentos em Renda Fixa.

7 – Câmbio: é importante por diversos fatores. Um deles é que tem impacto na inflação e no fluxo de capitais , duas variáveis que o COPOM observa ao fazer política monetária. Historicamente o Dólar tem uma correlação com as Taxas de Juros: se um sobe o outro sobe também e vice e versa.

8 – Ibovespa: além de passar sempre no Jornal Nacional (olha a importância! Que dia veremos os juros lá?), o investidor em Renda Fixa também está de olho em outras oportunidades e a Renda variável é uma!

Ibovespa é o principal índice de referência da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3 (B3 – Brasil, Bolsa, Balcão). Ele é composto por ações de empresas listadas na bolsa, representando uma carteira teórica das ações mais negociadas e líquidas do mercado brasileiro. É usado como um indicador do desempenho médio das ações listadas na bolsa brasileira. Ele reflete as variações nos preços dessas ações ao longo do tempo.

 9 – SP 500: também precisamos estar de olho no que ocorre lá fora. Hoje existe a possibilidade factível de investir no exterior. E tem o fato da influência da economia americana sobre o resto do mundo, inclusive o Brasil.

O S&P 500, ou Standard & Poor’s 500, é um índice de ações ponderado pelo valor de mercado que inclui 500 das maiores empresas publicamente negociadas nos Estados Unidos. Ele é considerado um dos principais indicadores do desempenho do mercado de ações norte-americano e é amplamente utilizado como uma referência para o mercado financeiro global.

10 – CDS 5 anos BR: “Credit Default Swap” (CDS) do Brasil, refere-se aos CDS vinculados à dívida soberana brasileira. Os CDS são instrumentos financeiros derivativos que oferecem proteção contra o risco de inadimplência de títulos da dívida pública emitidos pelo governo brasileiro

CDS: credit default swap é um tipo especial de swap, desenhado para transferir o risco de crédito de títulos de renda fixa entre dois ou mais participantes. São derivativos que funcionam como uma espécie de troca de risco de crédito. Um CDS pode ser de empresas ou de países. É um seguro em forma de um contrato de swap que, caso o país especificado no contrato não pague suas obrigações, o emissor do CDS é que fará o pagamento dessas obrigações ao portador deste seguro, o qual comprou títulos públicos daquele país.

11 – Vix: O VIX é uma medida da volatilidade (risco de mercado) esperada no mercado financeiro dos Estados Unidos. Ele é frequentemente referido como o “Índice do Medo” ou “Índice do Pânico” porque tende a subir em períodos de instabilidade e incerteza nos mercados.

VIX: é um índice que se baseia nos preços das opções do S&P 500 e que mede as expectativas dos agentes para a movimentação das ações nos próximos 30 dias. Também conhecido como o “índice do medo”, o VIX indica momentos de grande nervosismo do mercado.

Curvas de Juros do Tesouro Direto

A partir a Semana 90

O entendimento sobre Curvas de Juros é essencial para qualquer investidor, pois seus movimentos impactam todos os tipos de investimentos: fixos (Tesouro Direto) ou variáveis (Bolsa de Valores).

A Curva de Juros representa a relação entre as taxas de juros e os prazos de vencimento de títulos de renda fixa. 

Curva Prefixada: refere-se a uma curva que mostra as taxas de juros fixas ao longo do tempo (investimento em Tesouro Prefixado). A Curva Prefixada é mais comumente utilizada em títulos como Tesouro Prefixado ou do DI Futuro.

Curva de IPCA+: esta curva representa os juros reais para os prazos de vencimento dos títulos corrigidos pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Geralmente construída a partir das Taxas dos investimentos em Tesouro IPCA+ (NTN-Bs)

Curva de Inflação Implícita: é a curva derivada das taxas de juros de títulos públicos indexados à inflação e dos títulos prefixados. Ela reflete as expectativas do mercado em relação à inflação futura. Quando os investidores acreditam que a inflação será maior, a curva tende a se elevar, caso contrário ela reduz. O que é Inflação Implícita?

Leia esse artigo sobre a importância das curvas: Curvas de Juros: todo investidor deveria entender e acompanhar!

Gráfico de Retorno versus Risco Renda Fixa - Tesouro Direto

Investir na Renda Fixa só garante o rendimento da Taxa de compra, caso seja levado até o vencimento. Assim como na vida, onde os casamentos podem acabar antes da morte, na Renda Fixa sempre devemos considerar as saídas intermediárias (vendas) dos investimentos antes do vencimento, seja por necessidade ou oportunidade.

Sob essa ótica da possibilidade de venda antecipada, podemos afirmar que os investimentos em Renda Fixa não são Fixos, ou ainda, a Renda é Fixa, mas os Preços balançam.

Se balança tem risco, então não dá para olhar só os rendimentos apurados no período, deve -se observar também o risco. No caso dos investimentos em Renda Fixa utiliza-se muito a volatilidade (desvio padrão dos retornos diários).

O Gráfico anterior mostra isso: a Relação entre o Retorno da Renda Fixa e a Volatilidade do período dos últimos 21 dias úteis.

A volatilidade, no contexto financeiro, é uma medida estatística que expressa a magnitude das flutuações de preços de um ativo ao longo do tempo. Uma maneira comum de quantificar a volatilidade é através do desvio padrão dos retornos diários de um investimento em Renda Fixa.

Desvio Padrão: O desvio padrão é uma medida estatística que quantifica a dispersão dos valores em torno da média de um conjunto de dados. No contexto financeiro, o desvio padrão dos retornos diários de um ativo de Renda Fixa reflete a variabilidade desses retornos em relação à média. Quanto maior o desvio padrão, maior é a volatilidade na Renda Fixa, indicando um maior grau de incerteza e flutuações nos preços.

Volatilidade e Investimentos: A volatilidade é um elemento crucial na gestão de riscos e tomada de decisões de investimento. Investidores geralmente preferem ativos com menor volatilidade se desejam minimizar o risco, enquanto aqueles que buscam maiores retornos podem se sentir atraídos por ativos mais voláteis, mas também mais arriscados.

Cálculo da Volatilidade com Desvio Padrão: Para calcular a volatilidade, primeiro é necessário obter os retornos diários do ativo. A fórmula básica para o cálculo do desvio padrão dos retornos diários é:

Onde:

Interpretação:

  • Uma volatilidade mais alta indica maior variação nos retornos diários, sugerindo um maior risco.
  • Uma volatilidade mais baixa sugere menor variabilidade nos preços e, consequentemente, um risco potencialmente menor.

A análise da volatilidade é fundamental para entender e gerenciar o risco em carteiras de investimentos, permitindo aos investidores ajustar suas estratégias conforme a tolerância ao risco e objetivos de investimento.

Leia este artigo que escrevi.

Taxas, Rendimentos e Volatilidade da Renda Fixa: Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar e CDI

A partir a Semana 90

Numa tabela só: o nível de Taxa de Compra, Rentabilidade Bruta Nominal, em Percentual do CDI e o Desvio Padrão das rentabilidades diárias (Vol) do período anualizado (desvio padrão diário multiplicado por raiz de 252).

Na tabela pode acompanhar investimentos em 

Renda Fixa: Tesouro Selic, Tesouro Prefixado, Tesouro Prefixado com Juros, Tesouro IPCA+ Principal, Tesouro IPCA+ com Juros, VNA IPCA, VNA Selic, CDI, Poupança, IDA-DI (Carteira de Debêntures CDI) e IDA-IPCA (Carteira de Debêntures IPCA+).

O IDA (Índice de Debêntures ANBIMA) reflete o desempenho de uma carteira composta por dívida privada,  especificamente em debêntures. Funcionando como um indicador, o IDA serve como um termômetro para avaliar o desempenho dos investimentos em debêntures.

Renda Variável: Dólar, Ibovespa e IHFA (Índice de Multimercado da Anbima)

O IHFA (Índice de Hedge Funds ANBIMA) representa uma medida de referência essencial na indústria de hedge funds. No contexto brasileiro, esses produtos apresentam semelhanças com os fundos multimercado de gestão ativa, englobando investimentos em diversos segmentos do mercado e adotando diversas estratégias de investimento.

Ao consolidar informações cruciais em um só lugar, você terá uma compreensão profunda do desempenho e risco dos investimentos em diferentes horizontes temporais.

A Taxa de Compra é a porta de entrada para qualquer investimento em Renda Fixa. Para entender a Renda Fixa devemos compreender bem a relação entre a variação das Taxas e os Retornos.

Por exemplo, a Tesouro Prefixado (LTN) 2023 – Coluna 12M – em 09/05/2019 apresentava Taxa 8,08% a.a. e em 08/06/2020 4,68%, um fechamento de 340 ptb (-3,4%). Essa queda na taxa representou uma rentabilidade bruta de 18,10% (353,52% do CDI). A bolsa estava 94.808 e bateu 80.263 em 08/06/20, ou seja, um rendimento negativo de -15,34% (-299,65 do CDI) no período.

A grande dificuldade da Renda Fixa é essa: enxergar na variação da taxa, o ganho no retorno da Renda Fixa.

No caso da Bolsa, Dólar e outros índices da Tabela acima, é só olhar diretamente nos preços!

A Rentabilidade Bruta Nominal destaca o rendimento puro do investimento, sem descontar taxas ou impostos. 

Retorno em Percentual do CDI. Ao relacionar a rentabilidade com o CDI, temos um indicador valioso sobre desempenho geral do mercado de Renda Fixa. Não há como fugir do CDI como custo de oportunidade e parâmetro de rentabilidade na Renda Fixa, pois ele reflete a nossa taxa básica de juros – Taxa Selic e é internamente nosso ativo livre de risco (até porque tem uma volatilidade muito baixa)

Desvio Padrão das Rentabilidades Diárias (Vol). A volatilidade é uma faceta inseparável dos investimentos em Renda Fixa, e o Desvio Padrão das rentabilidades diárias nos fornece uma medida tangível dessa variabilidade, assim obtemos uma visão mais abrangente das flutuações ao longo do tempo. Isso é crucial para entender e avaliar o risco envolvido em nossos investimentos e torna a questão de risco de mercado comparável entre qualquer classe de ativos, Fixo ou Variável.

A beleza dessa tabela reside na variedade de horizontes temporais que abrange. Desde análises diárias até um período de 24 meses, além do recorte desde o lançamento do título do Tesouro Direto, podemos visualizar como nossos investimentos se comportam em diferentes cenários. Isso nos capacita a tomar decisões alinhadas aos nossos objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo.

Volatilidade da Renda Fixa (Risco de Mercado) Tesouro Direto, Ibovespa e Dólar

Sim! A Renda Fixa tem Volatilidade, se você não estabelece um matrimônio eterno com o ativo!

Há risco em Investir na Renda Fixa!

Aqui é só um destaque para Volatilidade, pois acho muito importante!

Na verdade, essa informação já está disponível no gráfico de Retorno e Risco apresentado anteriormente no eixo X.

Características do Tesouro Direto: Taxa de Compra, Preço de Compra, Duration(Duração), Duração Modificada, DV01 e Volatilidade(Desvio padrão últimos 21 úteis)

MUITO IMPORTANTE!

Tela que acho mais importante para quem irá efetuar um investimento no Tesouro Direto.

Então vamos lá!

1 – Duration (Duração)

“A Duration ou Duração (DUR) representa a média do prazo a decorrer até o vencimento de um título, ponderada pelo valor presente de cada fluxo de caixa individual (cupons de juros) ao longo da vida do ativo.”

Duration é diferente de Vencimento nos papéis com fluxo intermediário. Exemplo: NTN-F ou Tesouro Prefixado com Juros Semestrais.

Nos títulos Zero Cupom ou Bullet (sem juros intermediário) . Duration = Vencimento. Exemplo: LTN ou Tesouro Prefixado.

Nossos títulos são expressos em dias úteis (ano 252).

2- Modified Duration (Duração Modificada)

“A DM mensura a sensibilidade do ativo de Renda Fixa dada a mudança na taxa de Juros (ou TIR) desse título”.

DM = Duration ano/ (1+ Taxa Atual(%))

Duration ano é simplesmente a Duration em dias úteis que encontramos dividido por 252 (no Brasil trabalhamos com dias úteis).

Para acharmos a variação percentual no Preço direto pela Duração Modificada, basta multiplicar pelo negativo da Variação da Taxa em percentual.

DM(%)  = DM * -0,01%

3 – DV01 (Dollar Duration) 

“Dólar Duration estima o impacto no preço do título, em unidades monetárias , pela variação na taxa de juros.”

DV0101 = 1 ptb = 0,01% = 0,0001 Representa a variação mais comumente usada como parâmetro.

DV01 = DM * Variação Taxa * (-)Preço de Compra

ou

Dollar Duration = [Duration ano/ (1+ Taxa Atual(%))] *Variação Taxa * (-)Preço de Compra

O DV01 mostra a variação em  financeiro!

4 – Vol 21 d.u

Essa volatilidade anualizada é calculada pelo desvio Padrão amostral das rentabilidades diárias dos últimos 21 dias úteis anualizado (* Raiz 252).

Leia este artigo.

5 – Rentabilidades.

Aqui somente os rendimentos brutos acumulados para vários períodos em dias úteis.

Retornos Mensais, Ano e 12 Meses Ordenado

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

A partir a Semana 97

Trata-se de uma tabela colorida com os retornos ordenados: por mês, Ano e dos últimos 12 meses. 

Comumente chamada de Tabela Periódica de Investimentos.

A tabela não só apresenta um histórico de desempenho para uma ampla faixa de investimentos em Renda Rixa e alguns investimentos em renda variável, como também permite ver quais desses investimentos foram ganhadores ou retardatários de um período.

De forma prática e intuitiva, poderá enxergar pelas cores, as mudanças de posição mensais dos investimentos (mais e menos rentáveis), percebendo a alternância poderá enxergar os mais arriscados!

Chegamos ao fim desse artigo e queria deixar claro meu comprometimento em ajudar a desmistificar o universo dos investimentos em Renda Fixa e oferecer uma visão mais aprofundada e prática do mercado, proporcionando aos leitores um entendimento mais claro e informado, servindo como um guia valioso para quem procura compreender melhor os investimentos em Renda Fixa.

Os Comentários de Mercado, os Gráficos e Tabelas apresentados contribuem para uma compreensão mais sólida das nuances da Renda Fixa, sempre usando uma abordagem prática retirada da minha experiência como Gestor Profissional de Investimentos em Renda Fixa, auxiliando na desmistificação de conceitos muitas vezes mal compreendidos.

Continuaremos nosso excelente trabalho GRATUITO de fornecer uma perspectiva valiosa e prática sobre a Renda Fixa, contribuindo para a formação de investidores mais conscientes e preparados para enfrentar os desafios do mundo dos investimentos.

Quem venham mais muitos anos!

Parabéns pelos 5 que já passaram!

A Renda é Fixa, mas os Preços Balançam!

Renda Fixa Nunca Morre!

A excelência é uma utopia, sempre há algo a melhorar!

Deixe suas críticas, correções, sugestões, dúvidas e também elogios! 

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Forte abraço

Jefferson Figueiredo – CGA

Especialista em Investimentos de Renda Fixa

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    Sou Gestor de ativos de Renda Fixa há mais 16 anos. O objetivo do Renda Fixa Prática é ajudar na compreensão dos ativos de Renda Fixa.