Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 301

→ Principais Notícias para o Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto.

Highlights (Resumo): Queda dos Juros Curtos e Alta nas Taxas de Juros Longos

Principal(is) vetor(es): a semana foi marcada pela deterioração na percepção sobre a política monetária nos Estados Unidos e preocupações em relação à agenda fiscal de R$ 70 bilhões do Congresso, as taxas de curto prazo caíram em comparação com os níveis da sexta-feira anterior, as intermediárias permaneceram estáveis e as de longo prazo aumentaram, resultando em um aumento da inclinação da curva.

Destaque(s): Fed e Risco Fiscal.

O Mercado de Juros passou a considerar mais altas em relação à sexta anterior. A projeção para as 16 próximas reuniões do Copom saiu de +43 ptb para +50 ptb de com o CDI terminal em 2025 11,35%.

Para o fim de 2024  aumentaram-se os cortes de -25 para -50 ptb, com o CDI terminal passando de 10,36% para 10,20%.

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial em 2024 permaneceu em 3,73%. Um mês antes, a mediana era de 3,75%. Para 2025, foco da política monetária, a projeção permaneceu em 3,60%. Há um mês, a mediana era de 3,51%, dentro do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, mas acima do alvo central de 3,0%.

A mediana da Taxa Selic(% a.a.) projetada para o fim de 2024 permaneceu em 9,50%. Para o fim 2025 segue 9%.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal – Juros (22/04/2024 a 26/04/2024):

22/04/2024:

O mercado de juros teve um dia de correção de baixa, influenciado pela queda do dólar, especialmente nas taxas de curto e médio prazo. As taxas de longo prazo, no entanto, mantiveram-se estáveis ou com viés de alta. O recuo do dólar ampliou a perspectiva de o Banco Central cumprir a indicação de nova redução da Selic em 0,5 ponto na reunião do Copom de maio. A precificação da curva indicava quase 100% de chance de queda de 0,25 ponto na próxima reunião do Copom. As taxas para janeiro de 2025 e 2026 fecharam em queda, respectivamente, em 10,315% e 10,51%.

23/04/2024:

O mercado de juros oscilou ao longo do dia, registrando alguma volatilidade na parte da tarde. As taxas, que haviam subido pela manhã, voltaram a exibir viés de alta no fechamento. O avanço das taxas, especialmente as de longo prazo, foi influenciado por preocupações com o cenário fiscal, por ajustes técnicos relacionados ao leilão do Tesouro e pelo avanço dos juros americanos. A reversão do movimento veio à tarde, com o dólar acelerando as perdas e a T-Note de dez anos se firmando abaixo de 4,60%. As taxas longas oscilaram perto da estabilidade, enquanto as curtas e intermediárias recuaram. As taxas para janeiro de 2025 e 2026 fecharam, respectivamente, em 10,310% e 10,53%.

24/04/2024:

Os juros futuros fecharam em alta, refletindo a pressão dos Treasuries americanos, que continuaram a subir após dados econômicos acima do esperado e leilões de papéis de 5 anos. As taxas locais, especialmente as de longo prazo, subiram, trazendo ganho de inclinação à curva. A sessão da tarde teve uma leve redução da pressão, com a ausência de novidades no cenário internacional e avanço da pauta econômica no Congresso. As taxas para janeiro de 2025 e 2026 fecharam, respectivamente, em 10,345% e 10,63%.

25/04/2024:

Os juros futuros reduziram o ritmo de alta ao longo do dia, migrando para a estabilidade nos contratos de curto e médio prazos. A decisão do STF de suspender a desoneração da folha de pagamentos dos municípios ajudou a aliviar a curva. O IPCA-15 de abril, abaixo da mediana das estimativas, recolocou as apostas de queda de 0,50 ponto percentual da Selic no Copom de maio no jogo, sendo ainda minoritárias. As taxas para janeiro de 2025 e 2026 fecharam, respectivamente, em 10,320% e 10,59%.

26/04/2024:

Os juros futuros sustentaram queda firme, com os investidores descarregando prêmios acumulados durante a semana. A leitura benigna dos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos contribuiu para a redução das taxas. A decisão do STF de suspender a desoneração da folha de pagamentos dos municípios também favoreceu o ambiente, ajudando a aliviar a curva. As taxas para janeiro de 2025 e 2026 fecharam, respectivamente, em 10,195% e 10,43%.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Curvas de Juros Anbima

Gráfico de Rendimento versus Risco Renda Fixa - Tesouro Direto

Rendimentos da Renda Fixa: Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

Características do Tesouro Direto

Taxa de Compra, Preço de Compra, Duration(Duração), Duração Modificada, DV01 e Volatilidade(Desvio padrão últimos 21 úteis)

Volatilidade da Renda Fixa (Risco de Mercado) Tesouro Direto, Ibovespa e Dólar

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa