22/04/2024:
O mercado de juros teve um dia de correção de baixa, influenciado pela queda do dólar, especialmente nas taxas de curto e médio prazo. As taxas de longo prazo, no entanto, mantiveram-se estáveis ou com viés de alta. O recuo do dólar ampliou a perspectiva de o Banco Central cumprir a indicação de nova redução da Selic em 0,5 ponto na reunião do Copom de maio. A precificação da curva indicava quase 100% de chance de queda de 0,25 ponto na próxima reunião do Copom. As taxas para janeiro de 2025 e 2026 fecharam em queda, respectivamente, em 10,315% e 10,51%.
23/04/2024:
O mercado de juros oscilou ao longo do dia, registrando alguma volatilidade na parte da tarde. As taxas, que haviam subido pela manhã, voltaram a exibir viés de alta no fechamento. O avanço das taxas, especialmente as de longo prazo, foi influenciado por preocupações com o cenário fiscal, por ajustes técnicos relacionados ao leilão do Tesouro e pelo avanço dos juros americanos. A reversão do movimento veio à tarde, com o dólar acelerando as perdas e a T-Note de dez anos se firmando abaixo de 4,60%. As taxas longas oscilaram perto da estabilidade, enquanto as curtas e intermediárias recuaram. As taxas para janeiro de 2025 e 2026 fecharam, respectivamente, em 10,310% e 10,53%.
24/04/2024:
Os juros futuros fecharam em alta, refletindo a pressão dos Treasuries americanos, que continuaram a subir após dados econômicos acima do esperado e leilões de papéis de 5 anos. As taxas locais, especialmente as de longo prazo, subiram, trazendo ganho de inclinação à curva. A sessão da tarde teve uma leve redução da pressão, com a ausência de novidades no cenário internacional e avanço da pauta econômica no Congresso. As taxas para janeiro de 2025 e 2026 fecharam, respectivamente, em 10,345% e 10,63%.
25/04/2024:
Os juros futuros reduziram o ritmo de alta ao longo do dia, migrando para a estabilidade nos contratos de curto e médio prazos. A decisão do STF de suspender a desoneração da folha de pagamentos dos municípios ajudou a aliviar a curva. O IPCA-15 de abril, abaixo da mediana das estimativas, recolocou as apostas de queda de 0,50 ponto percentual da Selic no Copom de maio no jogo, sendo ainda minoritárias. As taxas para janeiro de 2025 e 2026 fecharam, respectivamente, em 10,320% e 10,59%.
26/04/2024:
Os juros futuros sustentaram queda firme, com os investidores descarregando prêmios acumulados durante a semana. A leitura benigna dos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos contribuiu para a redução das taxas. A decisão do STF de suspender a desoneração da folha de pagamentos dos municípios também favoreceu o ambiente, ajudando a aliviar a curva. As taxas para janeiro de 2025 e 2026 fecharam, respectivamente, em 10,195% e 10,43%.