Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 306

→ Principais Notícias para o Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto.

Highlights (Resumo): Movimento marginal: Queda nos Curtos e Alta nos Longos (Ganho de inclinação)

Principal(is) vetor(es): Na semana passada, os juros futuros tiveram uma série de movimentos variados influenciados por fatores internos e externos. A semana começou na segunda-feira com a queda dos juros intermediários, impulsionada pela fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, apesar da alta nas expectativas de IPCA. Na terça-feira, os juros diminuíram o ritmo de queda devido à alta nos Treasuries, apesar da leitura favorável do IPCA-15 de maio. Quarta-feira, um clima global de aversão ao risco e dados domésticos fortes elevaram os juros futuros, com destaque para a pressão do presidente Lula sobre o BC para reduzir a Selic. Após o feriado de Corpus Christi, os juros recuaram na sexta-feira, refletindo a queda nos rendimentos dos Treasuries devido a dados menores de inflação nos EUA, embora a alta do dólar e a expectativa pela pesquisa Focus tenham limitado a queda. A semana encerrou com uma curva de juros mais inclinada, refletindo um aumento na percepção de risco do mercado.

Destaque(s):  Fed, Copom e Inflação.

O Mercado de Juros reduziu as altas em relação à sexta anterior.

A projeção para as 16 próximas reuniões do Copom saiu de +103 ptb para +100 ptb de com o CDI terminal em 2025 11,40%.

Para o fim de 2024  saiu de altas na magnitude de +22 ptb para alta de +19 ptb, com o CDI terminal passando de 10,62% para 10,59%.

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial em 2024 subiu de 3,86% para 3,88%. Um mês antes, a mediana era de 3,72%. Para 2025, foco da política monetária, a projeção subiu de 3,75% para 3,77%. Há um mês, a mediana era de 3,64%, dentro do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, mas acima do alvo central de 3,0%.

A mediana da Taxa Selic(% a.a.) projetada para o fim de 2024 subiu de 10,00 para 10,25%. Para o fim 2025 também subiu de  9% para 9,18% o CDI terminal.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – Semana de 27 a 31 de Maio de 2024

 

Segunda-feira, 27/05/2024: Os juros futuros começaram a semana em queda, especialmente nos vencimentos intermediários, influenciados pela falta de liquidez devido ao feriado de Memorial Day nos EUA. Internamente, o discurso do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que sugeriu uma estabilização futura das expectativas de inflação, ajudou a consolidar a correção das taxas, apesar da revisão para cima nas expectativas de IPCA pelo Boletim Focus. As taxas caíram significativamente após sua fala, com o DI para janeiro de 2025 fechando em 10,37% e o DI para janeiro de 2029 em 11,48%.

 

Terça-feira, 28/05/2024: Os juros futuros reduziram o ritmo de queda devido à alta das taxas dos Treasuries. O IPCA-15 de maio apresentou aceleração de 0,44%, abaixo da mediana das expectativas, o que trouxe alívio momentâneo, mas foi insuficiente para dissipar as incertezas sobre a próxima reunião do Copom. A curva de juros continuou influenciada pelo avanço dos Treasuries e pelas sinalizações hawkish do presidente do Fed de Minneapolis. As taxas fecharam com o DI para janeiro de 2025 em 10,375% e o DI para janeiro de 2029 em 11,52%.

 

Quarta-feira, 29/05/2024: O cenário de aversão ao risco global e indicadores domésticos que apontaram o fim dos cortes da Selic levaram os juros futuros a subir, com maior inclinação na ponta longa. Dados fortes do mercado de trabalho e a cobrança do presidente Lula por redução dos juros também influenciaram a alta. As taxas fecharam com o DI para janeiro de 2025 em 10,42% e o DI para janeiro de 2029 em 11,72%, evidenciando uma postura defensiva dos agentes em véspera de feriado.

 

Sexta-feira, 31/05/2024: Os juros futuros recuaram, puxados pela queda dos rendimentos dos Treasuries após dados de inflação mais baixos nos EUA, que aumentaram as apostas em cortes de juros pelo Fed. No entanto, a alta do dólar e a expectativa pela pesquisa Focus limitaram o ajuste. As taxas fecharam com o DI para janeiro de 2025 em 10,395% e o DI para janeiro de 2027 em 11,155% e o DI para janeiro de 2029 em 11,640%. A curva de juros encerrou a semana com um aumento de inclinação, refletindo a maior percepção de risco do mercado.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Curvas de Juros Anbima

Gráfico de Rendimento versus Risco Renda Fixa - Tesouro Direto

Rendimentos da Renda Fixa: Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

Características do Tesouro Direto

Taxa de Compra, Preço de Compra, Duration(Duração), Duração Modificada, DV01 e Volatilidade(Desvio padrão últimos 21 úteis)

Volatilidade da Renda Fixa (Risco de Mercado) Tesouro Direto, Ibovespa e Dólar

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa