Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 307

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Highlights (Resumo): Forte Alta nas Taxas de Juros

Principal(is) vetor(es): Durante a última semana, as taxas de juros brasileiras experimentaram uma volatilidade significativa influenciada por fatores domésticos e internacionais. No início da semana, os rendimentos foram impactados por expectativas de inflação mais altas no Boletim Focus, mas isso foi compensado pela queda dos rendimentos do Tesouro dos EUA devido a dados econômicos fracos. No meio da semana, dados mais fortes do PMI de serviços dos EUA e um dólar em alta empurraram as taxas para cima. Na quinta-feira, comentários dovish de autoridades do BCE e uma leve retirada do dólar ajudaram a aliviar as taxas, mas isso foi de curta duração. Na sexta-feira, um robusto relatório de empregos nos EUA reacendeu temores de juros altos prolongados nos EUA, levando a um aumento acentuado nas taxas brasileiras. Ao longo da semana, preocupações com a política fiscal doméstica, a depreciação da moeda e sinais mistos do Banco Central do Brasil também contribuíram para a sensibilidade do mercado e flutuações significativas nas taxas.

Destaque(s):  Fed, Risco Fiscal e Dólar.

O Mercado de Juros elevou as expectativas de altas em relação à sexta anterior.

A projeção para as 16 próximas reuniões do Copom saiu de +100 ptb para +170 ptb. O CDI terminal em 2025 chegado a 12,08%.

Para o fim de 2024  saiu de altas na magnitude de +19 ptb para alta de +70 ptb, com o CDI terminal passando de 10,59% para 11,11%.

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial em 2024 subiu de 3,88% para 3,90%. Um mês antes, a mediana era de 3,76%. Para 2025, foco da política monetária, a projeção subiu de 3,77% para 3,78%. Há um mês, a mediana era de 3,66%, dentro do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, mas acima do alvo central de 3,0%.

A mediana da Taxa Selic(% a.a.) projetada para o fim de 2024 manteve em 10,25%. Para o fim 2025 subiu de  9,18% para 9,25% o CDI terminal.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – Semana de 31/05/24 a 07/06/2024

 

 

03/06/2024: Os juros futuros desaceleraram o avanço durante a tarde, com muitas taxas se estabilizando devido à queda dos yields dos Treasuries, influenciada por dados econômicos fracos dos EUA. As projeções de IPCA pioraram, mesmo com expectativas de Selic mais alta. O DI para janeiro de 2025 fechou em 10,380%, enquanto para janeiro de 2029, foi de 11,60%. A sessão foi marcada pela digestão do Boletim Focus e preocupações com a desancoragem das expectativas de inflação.

04/06/2024: O alívio inicial dos juros futuros se dissipou à tarde, com a alta do dólar para R$ 5,29 elevando as taxas. O PIB do primeiro trimestre acima das expectativas também contribuiu para a cautela. O DI para janeiro de 2025 fechou em 10,410%, enquanto o DI para janeiro de 2029 subiu para 11,66%. As discussões sobre a política monetária do Banco Central continuaram, com destaque para o impacto do dólar elevado e a robustez do mercado de trabalho.

05/06/2024: Os juros futuros subiram nos vértices intermediários, enquanto os longos ficaram estáveis. A liquidez baixa e a volatilidade aumentaram após a divulgação do PMI de serviços dos EUA. O DI para janeiro de 2025 fechou em 10,465%, enquanto o DI para janeiro de 2029 foi de 11,67%. O mercado foi influenciado pela falta de liquidez e pela alta do dólar, que atingiu R$ 5,30.

06/06/2024: Os juros futuros caíram, impulsionados por um cenário externo mais ameno e pela queda do dólar para R$ 5,25. A fala de dirigentes do Banco Central reforçou a expectativa de consenso nas próximas decisões de política monetária. O DI para janeiro de 2025 fechou em 10,455% e o DI para janeiro de 2029 caiu para 11,60%. A decisão do BCE de cortar juros também contribuiu para o alívio na curva doméstica.

07/06/2024: Os juros futuros dispararam na tarde, com taxas subindo mais de 40 pontos-base após o relatório de emprego dos EUA superar expectativas. O DI para janeiro de 2025 subiu para 10,58%, enquanto o DI para janeiro de 2029 foi para 11,95%. A surpresa com o payroll reduziu as apostas de cortes de juros nos EUA e fortaleceu a percepção de fim das quedas da Selic no Brasil, afetando negativamente os ativos de economias emergentes.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Curvas de Juros Anbima

Gráfico de Rendimento versus Risco Renda Fixa - Tesouro Direto

Rendimentos da Renda Fixa: Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

Características do Tesouro Direto

Taxa de Compra, Preço de Compra, Duration(Duração), Duração Modificada, DV01 e Volatilidade(Desvio padrão últimos 21 úteis)

Volatilidade da Renda Fixa (Risco de Mercado) Tesouro Direto, Ibovespa e Dólar

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa