Resumo Semanal de Juros (10/06/2024 a 14/06/2024)
Dia 10/06/2024
O mercado de juros operou com cautela devido à expectativa pelo IPCA de maio e às apostas conservadoras para os juros nos EUA. Os juros curtos subiram, enquanto os longos recuaram. A taxa do DI para janeiro de 2025 fechou em 10,655%, e para janeiro de 2026, em 11,28%. A modesta devolução de prêmios foi atribuída à correção de excessos após esclarecimentos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o arcabouço fiscal. Mesmo com o alívio na ponta longa, a incerteza fiscal e externa mantém os prêmios elevados.
Dia 11/06/2024
Os juros futuros mantiveram a queda, impulsionados pelo ambiente externo favorável e pela modesta melhora na perspectiva fiscal. A taxa do DI para janeiro de 2025 caiu para 10,645%, e para janeiro de 2026, para 11,22%. A redução dos prêmios foi ajudada pela queda nos juros dos Treasuries. O mercado reagiu positivamente ao anúncio de possível limitação de reajustes em gastos de saúde e educação. A devolução parcial da MP do PIS/Cofins pelo Senado não teve impacto significativo. O IPCA de maio, no teto das estimativas, reforçou a expectativa de manutenção da Selic em 10,50% na próxima reunião do Copom.
Dia 12/06/2024
A quarta-feira foi marcada por alta volatilidade e aumento das taxas de juros devido à piora da percepção de risco político e fiscal, apesar da decisão do Fed de manter os juros. A taxa do DI para janeiro de 2025 subiu para 10,730%, e para janeiro de 2026, para 11,34%. A fala do presidente Lula, sugerindo aumento da arrecadação e queda dos juros para reduzir o déficit, aumentou as preocupações fiscais. A devolução da MP do PIS/Cofins pelo Senado e a percepção de isolamento de Haddad também contribuíram para a alta das taxas. A decisão do Fed de manter os juros elevou a mediana para inflação e juros este ano, impactando menos do que o cenário doméstico.
Dia 13/06/2024
Declarações de ministros em apoio ao ajuste de gastos ajudaram a reduzir as taxas de juros, corrigindo parte da alta do dia anterior. A taxa do DI para janeiro de 2025 caiu para 10,650%, e para janeiro de 2026, para 11,23%. A queda foi influenciada pelo alívio nos juros dos Treasuries devido à deflação inesperada nos preços no atacado nos EUA. No Brasil, o governo reafirmou o compromisso com a revisão de gastos, e o presidente Lula defendeu Fernando Haddad, ajudando a conter a percepção de isolamento do ministro. No entanto, o mercado ainda espera ações concretas na área fiscal para montar posições firmes na ponta vendedora.
Dia 14/06/2024
Os juros futuros mantiveram a tendência de baixa, encerrando a semana com um cenário mais favorável devido ao alívio na tensão política e fiscal. A expectativa é de que o governo continue sinalizando medidas para melhorar o equilíbrio das contas públicas, mantendo um ambiente mais estável para os juros. A precificação de uma possível alta da Selic no curto prazo perdeu força, refletindo uma menor probabilidade de necessidade de ajustes emergenciais nas taxas.