Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 308

→ Principais Notícias para o Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto.

Highlights (Resumo): Queda nas Taxas de Juros

Principal(is) vetor(es): o mercado de juros futuros oscilou entre altas e quedas, inicialmente impactado pela cautela em relação ao IPCA de maio e às incertezas fiscais. A volatilidade foi exacerbada por declarações do presidente Lula e pela devolução da MP do PIS/Cofins, aumentando as preocupações políticas e fiscais. No entanto, o ambiente externo favorável e as declarações de ministros apoiando o ajuste de gastos ajudaram a reduzir as taxas ao longo da semana. A decisão do Fed de manter os juros e a inesperada deflação nos EUA também influenciaram positivamente, encerrando a semana com um cenário mais estável e um alívio na tensão política e fiscal.

Destaque(s):  Fed, inflação EUA, Risco Político.

O Mercado de Juros reduziu as expectativas de altas em relação à sexta anterior.

A projeção para as 16 próximas reuniões do Copom saiu de +168 ptb para +141 ptb. O CDI terminal em 2025 chegado a 11,81%.

Para o fim de 2024  saiu de altas na magnitude de +70 ptb para alta de +65 ptb, com o CDI terminal passando de 11,11% para 11,06%.

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial em 2024 subiu de 3,90% para 3,96%. Um mês antes, a mediana era de 3,80%. Para 2025, foco da política monetária, a projeção subiu de 3,78% para 3,80%. Há um mês, a mediana era de 3,74%, dentro do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, mas acima do alvo central de 3,0%.

A mediana da Taxa Selic(% a.a.) projetada para o fim de 2024 subiu de 10,25 para 10,50%. Para o fim 2025 subiu de  9,25% para 9,50%.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal de Juros (10/06/2024 a 14/06/2024)

Dia 10/06/2024

O mercado de juros operou com cautela devido à expectativa pelo IPCA de maio e às apostas conservadoras para os juros nos EUA. Os juros curtos subiram, enquanto os longos recuaram. A taxa do DI para janeiro de 2025 fechou em 10,655%, e para janeiro de 2026, em 11,28%. A modesta devolução de prêmios foi atribuída à correção de excessos após esclarecimentos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o arcabouço fiscal. Mesmo com o alívio na ponta longa, a incerteza fiscal e externa mantém os prêmios elevados.

Dia 11/06/2024

Os juros futuros mantiveram a queda, impulsionados pelo ambiente externo favorável e pela modesta melhora na perspectiva fiscal. A taxa do DI para janeiro de 2025 caiu para 10,645%, e para janeiro de 2026, para 11,22%. A redução dos prêmios foi ajudada pela queda nos juros dos Treasuries. O mercado reagiu positivamente ao anúncio de possível limitação de reajustes em gastos de saúde e educação. A devolução parcial da MP do PIS/Cofins pelo Senado não teve impacto significativo. O IPCA de maio, no teto das estimativas, reforçou a expectativa de manutenção da Selic em 10,50% na próxima reunião do Copom.

Dia 12/06/2024

A quarta-feira foi marcada por alta volatilidade e aumento das taxas de juros devido à piora da percepção de risco político e fiscal, apesar da decisão do Fed de manter os juros. A taxa do DI para janeiro de 2025 subiu para 10,730%, e para janeiro de 2026, para 11,34%. A fala do presidente Lula, sugerindo aumento da arrecadação e queda dos juros para reduzir o déficit, aumentou as preocupações fiscais. A devolução da MP do PIS/Cofins pelo Senado e a percepção de isolamento de Haddad também contribuíram para a alta das taxas. A decisão do Fed de manter os juros elevou a mediana para inflação e juros este ano, impactando menos do que o cenário doméstico.

Dia 13/06/2024

Declarações de ministros em apoio ao ajuste de gastos ajudaram a reduzir as taxas de juros, corrigindo parte da alta do dia anterior. A taxa do DI para janeiro de 2025 caiu para 10,650%, e para janeiro de 2026, para 11,23%. A queda foi influenciada pelo alívio nos juros dos Treasuries devido à deflação inesperada nos preços no atacado nos EUA. No Brasil, o governo reafirmou o compromisso com a revisão de gastos, e o presidente Lula defendeu Fernando Haddad, ajudando a conter a percepção de isolamento do ministro. No entanto, o mercado ainda espera ações concretas na área fiscal para montar posições firmes na ponta vendedora.

Dia 14/06/2024

Os juros futuros mantiveram a tendência de baixa, encerrando a semana com um cenário mais favorável devido ao alívio na tensão política e fiscal. A expectativa é de que o governo continue sinalizando medidas para melhorar o equilíbrio das contas públicas, mantendo um ambiente mais estável para os juros. A precificação de uma possível alta da Selic no curto prazo perdeu força, refletindo uma menor probabilidade de necessidade de ajustes emergenciais nas taxas.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Curvas de Juros Anbima

Gráfico de Rendimento versus Risco Renda Fixa - Tesouro Direto

Rendimentos da Renda Fixa: Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

Características do Tesouro Direto

Taxa de Compra, Preço de Compra, Duration(Duração), Duração Modificada, DV01 e Volatilidade(Desvio padrão últimos 21 úteis)

Volatilidade da Renda Fixa (Risco de Mercado) Tesouro Direto, Ibovespa e Dólar

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa