Segunda-feira, 08/07/2024 A pressão de alta no mercado de juros diminuiu à tarde e as taxas fecharam perto da estabilidade, com viés de baixa na ponta longa. Houve alívio no mercado de Treasuries e câmbio, apesar do aumento nas medianas de inflação na pesquisa Focus. O reajuste nos preços de combustíveis pela Petrobras foi recebido sem grandes reações. As taxas dos DIs tiveram leve queda, e a expectativa de inflação ainda está desancorada em relação à meta do Banco Central.
Terça-feira, 09/07/2024 Os juros futuros caíram firmemente, especialmente nos vencimentos intermediários. O mercado focou no discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que deixou a sensação de queda futura nos juros. A liquidez foi menor devido ao feriado em São Paulo. As taxas dos DIs recuaram e o dólar também caiu. O mercado se antecipou ao IPCA de junho, com expectativa positiva para o dado.
Quarta-feira, 10/07/2024 A inflação de junho, mais branda do que o esperado, levou à queda das taxas de DI e quase eliminou a possibilidade de aumento da Selic na próxima reunião do Copom. O IPCA de junho ficou em 0,21%, abaixo das estimativas, reforçando a visão de estabilidade da Selic. No entanto, o mercado permanece cauteloso quanto ao cenário fiscal, aguardando medidas do governo para controlar o déficit.
Quinta-feira, 11/07/2024 O alívio na curva dos Treasuries teve efeito limitado nos juros futuros no Brasil. A inflação nos EUA surpreendeu positivamente, mas o mercado brasileiro foi influenciado pelas vendas no varejo melhores do que o esperado e pelo aumento do risco nos leilões de prefixados do Tesouro. As taxas dos DIs variaram durante o dia, mas fecharam com recuo moderado na ponta longa.
Sexta-feira, 12/07/2024 Os juros fecharam em alta, pressionados por indicadores de atividade e preocupações fiscais. A curva de juros perdeu inclinação na semana, com taxas longas cedendo mais do que as curtas. A Pesquisa Mensal de Serviços mostrou estabilidade, contrariando as expectativas de queda, e reforçou o viés de alta nas projeções para o PIB do segundo trimestre. A falta de avanço nos projetos de desoneração da folha e renegociação da dívida dos Estados também contribuiu para a alta dos juros.