Segunda-feira, 22/07/2024: Os juros seguiram em baixa firme, sem grandes impactos do relatório bimestral de receitas e despesas. Declarações do presidente Lula sobre bloqueios no Orçamento ajudaram a levar as taxas às mínimas. O alívio veio da desistência de Joe Biden de concorrer à reeleição nos EUA e do corte surpresa de juros na China. As taxas do DI para janeiro de 2025 caíram de 10,681% para 10,650% e para janeiro de 2029 de 12,01% para 11,91%. Profissionais destacaram o cenário internacional como principal fator, com menor influência dos Treasuries e apoio nas moedas emergentes.
Terça-feira, 23/07/2024: Os juros futuros subiram devido à aversão a risco e perdas das commodities, acompanhando o movimento do câmbio com o dólar tocando R$ 5,60. Sem agenda relevante no Brasil, as taxas seguiram a dinâmica externa. Às 17h10, o DI para janeiro de 2025 estava em 10,670%, e para janeiro de 2029 em 12,08%. O cenário fiscal foi monitorado com desconfiança de que o governo não mire o resultado neutro, podendo haver mais bloqueios nas despesas até dezembro. A oficialização de Kamala Harris como candidata democrata nos EUA foi observada, com impacto moderado nos Treasuries.
Quarta-feira, 24/07/2024: Os juros futuros se firmaram em alta, acompanhando o câmbio e a curva dos Treasuries. O dólar chegou a R$ 5,66, e as taxas locais seguiram voláteis. Às 17h10, o DI para janeiro de 2025 estava em 10,670%, e para janeiro de 2029 em 12,15%. A pressão do câmbio aumentou as expectativas de aperto da Selic, com a curva projetando 16% de chance de alta de 0,25 ponto percentual no próximo Copom. A Capital Economics apontou aumento da inflação em países da América Latina, reduzindo o espaço para cortes de juros. A partir de amanhã, espera-se mais clareza com divulgação de dados econômicos importantes.
Quinta-feira, 25/07/2024: Os juros futuros subiram pela terceira sessão consecutiva, com o IPCA-15 de julho acima das estimativas e risco fiscal crescente. O DI para janeiro de 2025 subiu de 10,683% para 10,790%, e para janeiro de 2029 de 12,13% para 12,25%. As apostas de alta da Selic aumentaram, com os players realizando stop loss em posições vendidas. O IPCA-15 subiu 0,30%, superando o consenso de 0,23%, elevando a inflação em 12 meses para 4,45%. O risco fiscal cresceu com a possibilidade de corte de R$ 25 bilhões no Orçamento de 2025 não se concretizar. O Tesouro realizou leilão de prefixados com lotes menores e não conseguiu vender toda a oferta.
Sexta-feira, 26/07/2024: Os juros futuros caíram em ajuste técnico, refletindo bom humor no ambiente externo com dados de inflação nos EUA dentro das expectativas. Às 17h10, o DI para janeiro de 2025 caía de 10,781% para 10,755%, e para janeiro de 2029 de 12,25% para 12,11%. Na semana, as taxas curtas subiram mais que as longas, com bear flattening na curva. O índice PCE dos EUA reforçou a aposta de cortes de juros pelo Fed, aliviando os Treasuries. Marcelo Boragini da Davos Investimentos considera o prêmio elevado para a Selic, avaliando os fundamentos positivos da economia. O Tesouro informou déficit de R$ 38,8 bilhões, maior que o esperado, com déficit no ano de R$ 68,7 bilhões.