Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 314

→ Principais Notícias para o Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto.

Highlights (Resumo): Alta nas Taxas de Juros

Principal(is) vetor(es): os juros futuros oscilaram influenciados por fatores internos e externos. Na segunda-feira, a desistência de Joe Biden à reeleição e um corte de juros na China ajudaram a baixar as taxas. Terça e quarta-feira viram altas devido à aversão ao risco, perdas de commodities e alta do dólar, com destaque para a confirmação de Kamala Harris como candidata democrata nos EUA. Quinta-feira registrou alta dos juros com IPCA-15 acima das expectativas e preocupações fiscais, reforçando apostas de alta da Selic. Na sexta, houve queda técnica nos juros, com dados de inflação dos EUA dentro do esperado, mas a semana fechou com bear flattening na curva de juros e déficit fiscal maior que o previsto.

Destaque(s):  Eleições EUA e inflação.

O Mercado de Juros elevou as expectativas de altas em relação à sexta anterior.

A projeção para as 16 próximas reuniões do Copom saiu de +163 ptb para +183 ptb. O CDI terminal em 2025 chegado a 12,30%.

Para o fim de 2024  saiu de altas na magnitude de +81 ptb para alta de +105 ptb, com o CDI terminal passando de 11,22% para 11%,45.

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial em 2024 subiu de 4,05% para 4,10%. Um mês antes, a mediana era de 4,00%. Para 2025, foco da política monetária, a projeção subiu de 3,90% para 3,96%. Há um mês, a mediana era de 3,87%, dentro do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, mas acima do alvo central de 3,0%.

A mediana da Taxa Selic(% a.a.) projetada para o fim de 2024 manteve em 10,50%, há um mês era 10,50%. Para o fim 2025, manteve os 9,50%.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – Semana de 22/07/24 a 26/07/2024

 

Segunda-feira, 22/07/2024: Os juros seguiram em baixa firme, sem grandes impactos do relatório bimestral de receitas e despesas. Declarações do presidente Lula sobre bloqueios no Orçamento ajudaram a levar as taxas às mínimas. O alívio veio da desistência de Joe Biden de concorrer à reeleição nos EUA e do corte surpresa de juros na China. As taxas do DI para janeiro de 2025 caíram de 10,681% para 10,650% e para janeiro de 2029 de 12,01% para 11,91%. Profissionais destacaram o cenário internacional como principal fator, com menor influência dos Treasuries e apoio nas moedas emergentes.

Terça-feira, 23/07/2024: Os juros futuros subiram devido à aversão a risco e perdas das commodities, acompanhando o movimento do câmbio com o dólar tocando R$ 5,60. Sem agenda relevante no Brasil, as taxas seguiram a dinâmica externa. Às 17h10, o DI para janeiro de 2025 estava em 10,670%, e para janeiro de 2029 em 12,08%. O cenário fiscal foi monitorado com desconfiança de que o governo não mire o resultado neutro, podendo haver mais bloqueios nas despesas até dezembro. A oficialização de Kamala Harris como candidata democrata nos EUA foi observada, com impacto moderado nos Treasuries.

Quarta-feira, 24/07/2024: Os juros futuros se firmaram em alta, acompanhando o câmbio e a curva dos Treasuries. O dólar chegou a R$ 5,66, e as taxas locais seguiram voláteis. Às 17h10, o DI para janeiro de 2025 estava em 10,670%, e para janeiro de 2029 em 12,15%. A pressão do câmbio aumentou as expectativas de aperto da Selic, com a curva projetando 16% de chance de alta de 0,25 ponto percentual no próximo Copom. A Capital Economics apontou aumento da inflação em países da América Latina, reduzindo o espaço para cortes de juros. A partir de amanhã, espera-se mais clareza com divulgação de dados econômicos importantes.

Quinta-feira, 25/07/2024: Os juros futuros subiram pela terceira sessão consecutiva, com o IPCA-15 de julho acima das estimativas e risco fiscal crescente. O DI para janeiro de 2025 subiu de 10,683% para 10,790%, e para janeiro de 2029 de 12,13% para 12,25%. As apostas de alta da Selic aumentaram, com os players realizando stop loss em posições vendidas. O IPCA-15 subiu 0,30%, superando o consenso de 0,23%, elevando a inflação em 12 meses para 4,45%. O risco fiscal cresceu com a possibilidade de corte de R$ 25 bilhões no Orçamento de 2025 não se concretizar. O Tesouro realizou leilão de prefixados com lotes menores e não conseguiu vender toda a oferta.

Sexta-feira, 26/07/2024: Os juros futuros caíram em ajuste técnico, refletindo bom humor no ambiente externo com dados de inflação nos EUA dentro das expectativas. Às 17h10, o DI para janeiro de 2025 caía de 10,781% para 10,755%, e para janeiro de 2029 de 12,25% para 12,11%. Na semana, as taxas curtas subiram mais que as longas, com bear flattening na curva. O índice PCE dos EUA reforçou a aposta de cortes de juros pelo Fed, aliviando os Treasuries. Marcelo Boragini da Davos Investimentos considera o prêmio elevado para a Selic, avaliando os fundamentos positivos da economia. O Tesouro informou déficit de R$ 38,8 bilhões, maior que o esperado, com déficit no ano de R$ 68,7 bilhões.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Curvas de Juros Anbima

Gráfico de Rendimento versus Risco Renda Fixa - Tesouro Direto

Rendimentos da Renda Fixa: Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

Características do Tesouro Direto

Taxa de Compra, Preço de Compra, Duration(Duração), Duração Modificada, DV01 e Volatilidade(Desvio padrão últimos 21 úteis)

Volatilidade da Renda Fixa (Risco de Mercado) Tesouro Direto, Ibovespa e Dólar

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa