26/08/2024 (Segunda-feira): As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) caíram, influenciadas pela especulação em torno das nomeações para o Banco Central e pela expectativa de uma leitura mais favorável do IPCA-15. No início do pregão, as taxas subiram devido à piora nas expectativas de inflação no Boletim Focus e ao discurso do diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, que manteve a porta aberta para um aumento na Selic. À tarde, a possibilidade de Galípolo ser indicado para a presidência do BC em 2025 impulsionou a queda das taxas de DI.
27/08/2024 (Terça-feira): A inflação medida pelo IPCA-15, que ficou em linha com a mediana das expectativas, provocou um ajuste para cima nas taxas de DI. Apesar do indicador não ter alterado significativamente as expectativas sobre a próxima decisão do Copom, alguns elementos do IPCA-15, como a alta nos preços de transporte, geraram preocupações no mercado. A curva de DI passou a precificar um aumento de 34 pontos-base na Selic em setembro, com apostas majoritárias de elevação de 25 pontos-base e minoritárias de um aumento de 50 pontos-base.
28/08/2024 (Quarta-feira): As taxas de DI subiram, impulsionadas por declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre as preocupações com as expectativas de inflação e pela confirmação da indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do BC a partir de 2025. A alta das taxas também refletiu as incertezas sobre a futura condução da política monetária, com o mercado dividido entre um aumento de 0,25 ou 0,50 ponto porcentual na Selic em setembro.
29/08/2024 (Quinta-feira): A expectativa de um corte de apenas 0,25 ponto porcentual nos juros dos EUA em setembro, o fortalecimento do dólar e as dúvidas sobre o cenário fiscal e a condução do Copom após a indicação de Galípolo fortaleceram as taxas de DI ao longo de toda a curva. A aposta de aumento de 0,50 ponto porcentual na Selic se tornou majoritária, e a expectativa para a Selic no fim de 2025 subiu para 11,95%, refletindo a percepção de um cenário econômico mais robusto nos EUA e a necessidade de controle da inflação no Brasil.
Sexta-feira, 30/08/2024: Os comentários do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante o evento da XP, influenciaram o mercado de juros, moderando o avanço das taxas na ponta curta da curva dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), mas alimentando um aumento significativo nos vértices médios e longos. Campos Neto sinalizou que a expectativa do mercado de um forte aumento da Selic em setembro não era compatível com a comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom), o que fez as taxas de curto prazo recuarem momentaneamente. Contudo, as preocupações com o aumento das despesas públicas e a alta dos juros dos Treasuries e do dólar impulsionaram as taxas nos prazos mais longos. Apesar da contenção inicial, o mercado continuou precificando uma alta de 0,50 ponto percentual na Selic para setembro, refletindo incertezas quanto à política fiscal do governo e a volatilidade na comunicação do Banco Central.