02/09/2024 (segunda-feira): Com os mercados financeiros dos EUA fechados, as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) mostraram estabilidade nos contratos de curto prazo e uma ligeira alta nos vencimentos médio e longo. A expectativa de uma alta significativa da Selic até o final do ano persistiu, enquanto preocupações com a trajetória fiscal do governo e a aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2025 mantiveram os juros elevados nas pontas mais longas. O mercado também observou uma discrepância nas expectativas sobre a Selic, com variações entre alta de 25 a 50 pontos-base para a próxima reunião do Copom.
03/09/2024 (terça-feira): O PIB do segundo trimestre superou as expectativas, consolidando a expectativa de alta da Selic na reunião de setembro. As taxas dos DI curtos renovaram mínimas, enquanto as taxas dos vértices longos seguiram em baixa, refletindo uma possível flexibilização futura da política monetária. A probabilidade de uma alta de 50 pontos-base na Selic em setembro foi avaliada em 80%, com expectativa de mais altas nos meses seguintes. No entanto, a precificação do mercado pode estar exagerada, com a inflação e o cenário fiscal sendo pontos de atenção.
04/09/2024 (quarta-feira): As taxas dos DI caíram em toda a curva, acompanhando o alívio nos juros dos Treasuries após um relatório de emprego abaixo do esperado nos EUA. A produção industrial no Brasil abaixo do previsto também contribuiu para o alívio das taxas, especialmente nos vértices curtos. As falas do ministro da Fazenda sobre o compromisso com o arcabouço fiscal e as expectativas de uma possível revisão da bandeira tarifária foram bem recebidas, impactando positivamente as taxas longas. A alteração no Plano Anual de Financiamento (PAF) também refletiu a demanda por títulos pós-fixados.
05/09/2024 (quinta-feira): Os juros futuros caíram, influenciados pelos Treasuries e um dólar mais fraco globalmente. A fala do diretor de Política Econômica do BC sobre um ciclo gradual de ajustes e a perspectiva de responsabilidade fiscal para 2025 contribuíram para a queda das taxas na ponta longa. A expectativa de alta de 0,25 ponto porcentual na Selic ganhou força, enquanto a possibilidade de um aumento mais agressivo perdeu intensidade. A curva de juros se alinhou a uma alta de 0,25 p.p. na reunião do Copom, com menos volatilidade comparada aos dias anteriores.
06/09/2024 (sexta-feira): As taxas de juros brasileiras oscilaram ao longo do dia, com alta no final do pregão. O relatório de emprego dos EUA trouxe incerteza sobre a magnitude do corte de juros pelo Federal Reserve, gerando volatilidade nos mercados. A alta do vértice curto continuou, refletindo a expectativa de aumento da Selic em setembro, enquanto o comportamento da curva de juros indicou um provável aumento de 0,25 ponto porcentual. A discrepância nas apostas do mercado sobre a reunião do Copom diminuiu, com a expectativa se consolidando em torno de uma alta de 0,25 p.p.