Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 323

→ Principais Notícias para o Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto.

Highlights (Resumo): Movimento marginal nas Taxas de Juros.

Principal(is) vetor(es): a curva de juros foi marcada por uma inclinação constante, refletindo incertezas fiscais e expectativas de política monetária mais agressiva. Na segunda-feira, a projeção de receitas e despesas do governo para 2024 gerou desconfiança fiscal, elevando as taxas longas. Na terça, a ata do Copom trouxe a palavra “gradualismo”, o que desinclinou a curva momentaneamente, mas a expectativa de um aumento de 75 pontos-base da Selic ganhou força. Na quarta, o IPCA-15 abaixo do esperado aplicou viés de baixa nas taxas curtas, mas o cenário fiscal manteve a pressão nas longas. Na quinta, o relatório da Fitch reforçou a incerteza fiscal, e o Relatório Trimestral de Inflação sugeriu um Copom mais agressivo. Finalmente, na sexta, a aversão ao risco global e os dados fracos de crescimento dos EUA e Europa ampliaram a volatilidade nas taxas, mantendo a precificação de uma Selic em alta, com a curva ainda inclinada.

Destaque(s):  Fed, Copom, inflação e Risco Fiscal.

O Mercado de Juros Futuros (DI da B3) manteve as expectativas de altas em relação à sexta-feira anterior.

A projeção para as próximas 16 reuniões do Copom manteve em +166 pontos-base.

Olhando para o fim de 2025 ( próximas 10 reuniões) a expectativa de alta subiu de +190 pontos-base para +199 pontos-base, com o CDI terminal subindo de 12,55% para 12,65% em dezembro de 2025.

Para o final de 2024 (duas próximas reuniões), a expectativa de alta caiu de +108 pontos-base para +100  pontos-base, com o CDI terminal subindo de 11,74% para 11,66%.

As expectativas dos economistas, extraídas do Boletim Focus (Mediana dos últimos 5 dias), apontam para altas totais de 100 pontos-base em 2024, com o CDI terminal em 11,65%. Para o final de 2025, a expectativa é de alta de 50 pontos-base na trajetória do CDI, alcançando 10,90%. Em resumo, prevê-se uma alta de 100 pontos-base em 2024 e uma queda de 75 pontos-base ao longo de 2025. 

Para trajetória inteira das 16 próximas reuniões, o Focus mostra um corte de -100 ptb.

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial em 2024 manteve em 4,37%. Um mês antes, a mediana era de 4,26%. Para 2025, foco da política monetária, a projeção manteve em 3,97%. Há um mês, a mediana era de 3,92%, dentro do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, mas acima do alvo central de 3,0%.

A mediana da Taxa Selic – Meta(% a.a.) projetada para o fim de 2024 subiu de 11,50% para 11,75%. há um mês era 10,50%. Para o fim 2025 subiu de 10,50%, para 10,75%, há um mês era 10%.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – Semana de 23/09/24 a 27/09/2024

 

23/09/2024 (Segunda-feira):
A curva de juros apresentou inclinação, influenciada pela decepção com a nova projeção de receitas e despesas do governo para 2024, gerando desconfiança fiscal. O DI para janeiro de 2029 atingiu níveis elevados, impulsionado também por revisões do Boletim Focus, que aumentaram as expectativas para a Selic e inflação. A curva precificou alta de 50 pontos-base da Selic em novembro e dezembro, com 80% de probabilidade.

24/09/2024 (Terça-feira):
A ata do Copom trouxe a palavra “gradualismo”, sugerindo um ritmo mais comedido na alta dos juros, o que fez a curva de juros desinclinar, especialmente na ponta longa, após três pregões de estresse. Houve um ajuste natural, com a maior parte do mercado ainda apostando em alta de 50 pontos-base, mas com uma crescente expectativa de aumento de 75 pontos-base.

25/09/2024 (Quarta-feira):
O IPCA-15 de setembro abaixo do esperado aplicou viés de baixa nas taxas curtas, mas não foi suficiente para alterar significativamente as expectativas de mais duas altas de 50 pontos-base na Selic. A curva precificava alta de 53 pontos-base para novembro, mas os receios fiscais continuaram a pressionar as taxas longas.

26/09/2024 (Quinta-feira):
A curva de juros voltou a abrir com as taxas longas subindo, impulsionadas pelo relatório da Fitch Ratings, que destacou a incerteza fiscal mesmo com o forte crescimento econômico. O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) também contribuiu para o movimento, com sinalizações de que o Copom poderia ser mais agressivo no aperto monetário.

27/09/2024 (Sexta-feira):
As taxas de juros seguiram voláteis, com as atenções voltadas para o cenário externo e o risco fiscal. O DI janeiro de 2029 atingiu novos patamares, impulsionado pela aversão ao risco global após dados fracos de crescimento nos EUA e Europa. Internamente, o mercado manteve a precificação de altas consecutivas da Selic, com uma probabilidade crescente de aumento de 75 pontos-base na próxima reunião. A curva se manteve inclinada, refletindo a cautela com o ambiente fiscal e a expectativa de política monetária mais agressiva.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Curvas de Juros Anbima

Gráfico de Rendimento versus Risco Renda Fixa - Tesouro Direto

Rendimentos da Renda Fixa: Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

Características do Tesouro Direto

Taxa de Compra, Preço de Compra, Duration(Duração), Duração Modificada, DV01 e Volatilidade(Desvio padrão últimos 21 úteis)

Volatilidade da Renda Fixa (Risco de Mercado) Tesouro Direto, Ibovespa e Dólar

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa