23/09/2024 (Segunda-feira):
A curva de juros apresentou inclinação, influenciada pela decepção com a nova projeção de receitas e despesas do governo para 2024, gerando desconfiança fiscal. O DI para janeiro de 2029 atingiu níveis elevados, impulsionado também por revisões do Boletim Focus, que aumentaram as expectativas para a Selic e inflação. A curva precificou alta de 50 pontos-base da Selic em novembro e dezembro, com 80% de probabilidade.
24/09/2024 (Terça-feira):
A ata do Copom trouxe a palavra “gradualismo”, sugerindo um ritmo mais comedido na alta dos juros, o que fez a curva de juros desinclinar, especialmente na ponta longa, após três pregões de estresse. Houve um ajuste natural, com a maior parte do mercado ainda apostando em alta de 50 pontos-base, mas com uma crescente expectativa de aumento de 75 pontos-base.
25/09/2024 (Quarta-feira):
O IPCA-15 de setembro abaixo do esperado aplicou viés de baixa nas taxas curtas, mas não foi suficiente para alterar significativamente as expectativas de mais duas altas de 50 pontos-base na Selic. A curva precificava alta de 53 pontos-base para novembro, mas os receios fiscais continuaram a pressionar as taxas longas.
26/09/2024 (Quinta-feira):
A curva de juros voltou a abrir com as taxas longas subindo, impulsionadas pelo relatório da Fitch Ratings, que destacou a incerteza fiscal mesmo com o forte crescimento econômico. O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) também contribuiu para o movimento, com sinalizações de que o Copom poderia ser mais agressivo no aperto monetário.
27/09/2024 (Sexta-feira):
As taxas de juros seguiram voláteis, com as atenções voltadas para o cenário externo e o risco fiscal. O DI janeiro de 2029 atingiu novos patamares, impulsionado pela aversão ao risco global após dados fracos de crescimento nos EUA e Europa. Internamente, o mercado manteve a precificação de altas consecutivas da Selic, com uma probabilidade crescente de aumento de 75 pontos-base na próxima reunião. A curva se manteve inclinada, refletindo a cautela com o ambiente fiscal e a expectativa de política monetária mais agressiva.