Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 325

A partir do Relatório 324 inicio um enxugamento das análises com propósito de reduzir o custo de tempo na escrita e elaboração, dando foco nos principais aspectos a serem acompanhados na Renda Fixa.

→ Principais Notícias para o Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto.

Highlights (Resumo): Forte Alta nas Taxas de Juros.

Principal(is) vetor(es): os juros futuros apresentaram oscilações marcantes, começando com quedas impulsionadas pela aprovação de Gabriel Galípolo no Senado, que trouxe otimismo ao mercado. No entanto, o cenário se deteriorou rapidamente, com taxas subindo na quarta e na quinta-feira devido a desafios fiscais e um dólar fortalecido, atingindo os maiores níveis desde março de 2023. A proposta de aumento na faixa de isenção do IRPF e a possibilidade de tributação de grandes fortunas intensificaram a pressão, levando os investidores a uma postura mais conservadora. Na sexta-feira, uma correção técnica trouxe alívio, com os DIs recuando, embora a cautela permanecesse devido a incertezas fiscais e pressões externas.

Destaque(s):  Risco Fiscal e Dólar.

→ Comportamento dos Retornos de Investimentos em Renda Fixa

O Mercado de Juros Futuros (DI da B3) subiu as expectativas de altas em relação à sexta-feira anterior.

A projeção para as próximas 16 reuniões do Copom subiu de +166 para 234 pontos-base.

Olhando para o fim de 2025 ( próximas 10 reuniões) a expectativa de alta subiu de +199 pontos-base para +269 pontos-base, com o CDI terminal subindo de 12,65% para 13,34% em dezembro de 2025.

Para o final de 2024 (duas próximas reuniões), a expectativa de alta subiu de +100 pontos-base para +115 pontos-base, com o CDI terminal subindo de 11,66% para 11,80%.

As expectativas dos economistas, extraídas do Boletim Focus (Mediana dos últimos 5 dias), apontam para altas totais de 100 pontos-base em 2024, com o CDI terminal em 11,65%. Para o final de 2025, a expectativa é de manutenção na trajetória do CDI, alcançando 10,65%. Em resumo, prevê-se uma alta de 100 pontos-base em 2024 e uma queda de 100 pontos-base ao longo de 2025. 

Para trajetória inteira das 16 próximas reuniões, o Focus mostra um corte de -125 ptb.

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial em 2024 subiu de 4,38 para 4,39%. Um mês antes, a mediana era de 4,35%. Para 2025, foco da política monetária, a projeção caiu de 3,97% para 3,96%. Há um mês, a mediana era de 3,95%, dentro do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, mas acima do alvo central de 3,0%.

A mediana da Taxa Selic – Meta(% a.a.) projetada para o fim de 2024 manteve em 11,75%. há um mês era 11,25%. Para o fim 2025 subiu de 10,75% para 11%, há um mês era 10,50%.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – Semana de 07/10/24 a 11/10/2024

 

07/10 (segunda-feira):
Os juros futuros fecharam em baixa, impulsionados por ajustes técnicos e expectativas otimistas para a sabatina de Gabriel Galípolo no Senado. A taxa do DI para janeiro de 2026 caiu de 12,39% para 12,32%, e a do DI para janeiro de 2027, de 12,43% para 12,36%. A alta dos preços do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries geraram tensão no cenário externo, mas os DIs mostraram estabilidade. A aprovação de Galípolo para o Banco Central é vista como um fator que pode trazer maior estabilidade futura para a política monetária.

08/10 (terça-feira):
Seguindo a tendência de queda, os juros recuaram em função da aprovação de Gabriel Galípolo no Senado com uma postura firme que tranquilizou o mercado. O DI para janeiro de 2026 cedeu de 12,33% para 12,30%, e o DI para janeiro de 2027, de 12,37% para 12,34%. A confiança aumentou de que o BC manterá uma política monetária rigorosa, apesar do viés fiscal expansionista do governo. A curva de juros também refletiu a aprovação ampla de Galípolo e a falta de estímulos econômicos na agenda do dia.

09/10 (quarta-feira):
Os juros futuros subiram acentuadamente devido a um cenário fiscal mais desafiador e ao fortalecimento do dólar, encerrando nas máximas desde março de 2023. O DI para janeiro de 2026 subiu de 12,30% para 12,51%, e o DI para janeiro de 2027 foi de 12,33% para 12,59%. A piora no ambiente global, incluindo a alta nos Treasuries e as incertezas fiscais no Brasil, pressionou os prêmios de risco. A curva mostrou o impacto da política do governo de aumentar a faixa de isenção do IRPF, visto como expansionista.

10/10 (quinta-feira):
Mesmo após a alta de ontem, os juros continuaram a subir, com o DI para janeiro de 2026 atingindo 12,56% e o DI para janeiro de 2027 chegando a 12,67%. O cenário externo adverso e as incertezas fiscais mantiveram a curva pressionada. A proposta de isenção de IRPF e a possibilidade de tributação de grandes fortunas foram avaliadas como fatores de risco, aumentando a probabilidade de uma Selic mais alta. A falta de um consenso entre analistas sobre a trajetória dos juros reforçou o movimento conservador na curva.

11/10 (sexta-feira):

Os juros futuros fecharam a semana em queda, corrigindo parcialmente a forte alta registrada nos dias anteriores. A melhora foi atribuída a um movimento técnico, com investidores aproveitando o nível elevado das taxas para ajustar posições. O cenário internacional, porém, seguiu pressionando o mercado, em meio a um ambiente de cautela com o cenário fiscal e os conflitos no Oriente Médio.

Às 17h15, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 estava em 12,48%, abaixo dos 12,56% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2027 recuou de 12,67% para 12,60%, e o DI para janeiro de 2029 caiu de 12,65% para 12,58%.

Apesar da correção técnica, analistas apontam que o mercado ainda reflete uma postura defensiva frente à incerteza externa e os riscos fiscais locais.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa