Highlights (Resumo): Queda nas Taxas de Juros.
Principal(is) vetor(es): os juros futuros oscilaram bastante, influenciados por correções técnicas e a persistente incerteza fiscal. A semana começou com leve queda nas taxas devido ao patamar elevado dos contratos longos, apesar da alta do dólar e dos Treasuries. Na quarta-feira, declarações do Banco Central sobre o aquecimento da inflação e do mercado de trabalho pressionaram os juros, mas na quinta-feira, uma correção expressiva foi motivada por declarações do ministro Fernando Haddad e do presidente do BC, que sugeriram um excesso na precificação de risco. Com isso, a taxa do DI janeiro de 2026 fechou a semana próxima a 12,61%, enquanto o mercado aguardava definições fiscais que podem influenciar o risco e a trajetória das taxas longas.
Destaque(s): Risco Fiscal, dólar e Treasuries Geopolítica.
O Mercado de Juros Futuros (DI da B3) reduziu as expectativas de altas em relação à sexta-feira anterior.
A projeção para as próximas 16 reuniões do Copom subiu de +243 para +223 pontos-base.
Olhando para o fim de 2025 ( próximas 10 reuniões) a expectativa de alta subiu de +274 pontos-base para +262 pontos-base, com o CDI terminal subindo de 13,40% para 13,28% em dezembro de 2025.
Para o final de 2024 (duas próximas reuniões), a expectativa de alta caiu marginalmente de +114 pontos-base para +113 pontos-base, com o CDI terminal caindo de 11,80% para 11,78%.
As expectativas dos economistas, extraídas do Boletim Focus (Mediana dos últimos 5 dias), apontam para altas totais de 100 pontos-base em 2024, com o CDI terminal em 11,65%. Para o final de 2025, a expectativa é de queda de 50 pontos base na trajetória do CDI, alcançando 11,15%. Em resumo, prevê-se uma alta de 100 pontos-base em 2024 e uma queda de 50 pontos-base ao longo de 2025.
Para trajetória inteira das 16 próximas reuniões, o Focus mostra um corte de -100 ptb.
No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial em 2024 subiu de 4,50 para 4,55%. Um mês antes, a mediana era de 4,37%. Para 2025, foco da política monetária, a projeção subiu de 3,99% para 4%. Há um mês, a mediana era de 3,97%, dentro do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, mas acima do alvo central de 3,0%.
A mediana da Taxa Selic – Meta(% a.a.) projetada para o fim de 2024 manteve em 11,75%. há um mês era 11,25%. Para o fim 2025 manteve em 11,25%, há um mês era 10,75%.
Os juros futuros iniciaram a semana com uma leve queda devido a uma correção técnica, corrigindo os prêmios elevados, especialmente nos contratos longos, que haviam se aproximado de 13% na semana anterior. Mesmo com o dólar pressionando e os Treasuries subindo, o mercado reagiu ao patamar elevado das taxas, embora sem um volume expressivo para sustentar o movimento. As preocupações fiscais seguem como principal limitador para uma queda consistente das taxas, enquanto os investidores aguardam avanços na revisão de gastos. A taxa do DI para janeiro de 2026 fechou em 12,69%, caindo de 12,72% no ajuste anterior.
Os juros futuros oscilaram ao longo do dia, com uma leve queda pela manhã e maior volatilidade à tarde, quando o rendimento dos Treasuries estabilizou. Apesar da alta dos preços das commodities, a curva de juros não foi fortemente afetada. A taxa do DI para janeiro de 2026 fechou estável em 12,69%. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reafirmou a importância de choques fiscais positivos para possibilitar uma queda sustentável dos juros. A incerteza fiscal continua influenciando a aversão ao risco entre investidores.
Os juros futuros retomaram a alta, impulsionados pela subida dos rendimentos dos Treasuries e pelo dólar, além de declarações cautelosas do diretor do Banco Central, Paulo Picchetti, que destacaram preocupações com a inflação e o mercado de trabalho aquecido. A taxa do DI para janeiro de 2026 subiu para 12,77% (de 12,71% no ajuste anterior), enquanto o cenário fiscal permanece indefinido até a volta do ministro Fernando Haddad ao Brasil. A expectativa sobre as reformas fiscais adiciona incerteza ao cenário, pressionando as taxas para cima.
Após uma alta inicial pressionada pelo IPCA-15 acima do esperado, os juros futuros inverteram a direção e fecharam em queda, com taxas dos principais contratos recuando até 25 pontos-base no fim do dia. O movimento de correção foi motivado por declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que mencionaram a percepção de um excesso na precificação de risco. A taxa do DI para janeiro de 2026 caiu para 12,60% (de 12,76% no ajuste anterior), influenciada também pelo alívio na curva dos Treasuries.
Os juros futuros permaneceram praticamente estáveis, com o mercado demonstrando cautela antes da definição da agenda fiscal pelo governo. A taxa do DI para janeiro de 2026 foi negociada em torno de 12,61%, refletindo a expectativa por uma solução fiscal que possa reduzir o prêmio de risco nas taxas longas. O mercado permanece atento às sinalizações de Haddad e Campos Neto, aguardando possíveis anúncios de medidas de corte de gastos que podem impactar a trajetória dos juros.
Fonte: Broadcast
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