Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 328

A partir do Relatório 324 inicio um enxugamento das análises com propósito de reduzir o custo de tempo na escrita e elaboração, dando foco nos principais aspectos a serem acompanhados na Renda Fixa.

→ Principais Notícias para o Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto.

Highlights (Resumo): Forte Alta nas Taxas de Juros.

Principal(is) vetor(es): o mercado de juros futuros no Brasil apresentou uma leve alta nas taxas, refletindo o cenário de incertezas fiscais e a pressão cambial persistente, com o dólar mantendo-se acima de R$ 5,80. No início da semana, os investidores reagiram a fatores locais e externos com um aumento nas taxas, enquanto na quinta-feira houve uma leve acomodação após dados econômicos dos Estados Unidos indicarem estabilidade na economia. Entretanto, na sexta-feira, o movimento de alta foi retomado com os prêmios de risco pressionados pela expectativa sobre o ajuste fiscal doméstico. A semana foi marcada por cautela e ajustes no cenário interno, com atenção ao anúncio de novas medidas fiscais do governo, previstas para a próxima semana.

Destaque(s):  Risco Fiscal, dólar e EUA.

→ Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

O Mercado de Juros Futuros (DI da B3) elevou as expectativas de altas em relação à sexta-feira anterior.

A projeção para as próximas 16 reuniões do Copom subiu de +223 para 276 pontos-base.

Olhando para o fim de 2025 ( próximas 10 reuniões) a expectativa de alta subiu de +262 pontos-base para +311 pontos-base, com o CDI terminal subindo de 13,28% para 13,77% em dezembro de 2025.

Para o final de 2024 (duas próximas reuniões), a expectativa de alta subiu de +113 pontos-base para +120  pontos-base, com o CDI terminal subindo de 11,78% para 11,86%.

As expectativas dos economistas, extraídas do Boletim Focus (Mediana dos últimos 5 dias), apontam para altas totais de 100 pontos-base em 2024, com o CDI terminal em 11,65%. Para o final de 2025, a expectativa é do CDI terminal estar  11,65%.

Para trajetória inteira das 16 próximas reuniões, o Focus mostra um corte de -75 ptb.

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial em 2024 subiu de 4,55 para 4,59%. Um mês antes, a mediana era de 4,38%. Para 2025, foco da política monetária, a projeção subiu de 4,00% para 4,03%. Há um mês, a mediana era de 3,97%, dentro do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, mas acima do alvo central de 3,0%.

A mediana da Taxa Selic – Meta(% a.a.) projetada para o fim de 2024 manteve em 11,75%. há um mês era 11,75%. Para o fim 2025 subiu de 11,25% para 11,50, há um mês era 10,75%.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – Semana de 28/10/24 a 01/11/2024

 

28/10/2024 (Segunda-feira)
O mercado de juros iniciou a semana com um movimento de estabilidade, após uma tentativa inicial de queda nas taxas, que não se sustentou devido à alta nos Treasuries e ao fortalecimento do dólar. A liquidez foi baixa e as taxas longas apresentaram leve alta, influenciadas pela cautela com a agenda econômica da semana. O petróleo teve uma queda acentuada, o que permitiu algum alívio temporário nas taxas, mas o efeito foi limitado. A expectativa por medidas fiscais para controle de gastos continuou a gerar incerteza e prêmios na curva.

29/10/2024 (Terça-feira)
As taxas de juros reverteram a queda da manhã e fecharam em alta, pressionadas pela piora do ambiente externo, com o dólar subindo a R$ 5,76 e os Treasuries mantendo níveis elevados. Internamente, a ausência de um anúncio claro sobre o pacote de corte de gastos aumentou a impaciência do mercado. A expectativa de medidas fiscais continuou sem prazo concreto, apesar de sinais de avanço nas discussões entre o ministro da Fazenda e o presidente Lula. A volatilidade externa e a cautela com a política fiscal brasileira mantiveram o viés de alta nas taxas.

30/10/2024 (Quarta-feira)
O mercado de juros teve um dia de leve alívio nas taxas, em meio à baixa liquidez e expectativa pela agenda fiscal. As taxas recuaram ao longo do dia, mas com pouca convicção, dada a incerteza sobre o pacote de cortes. O governo seguiu sinalizando comprometimento com o equilíbrio fiscal, mas sem detalhes concretos. A fraca liquidez impediu oscilações mais fortes, e o mercado manteve posição neutra enquanto aguardava as medidas oficiais. A taxa da T-Note de dez anos também não apresentou uma tendência firme, refletindo a cautela global.

31/10/2024 (Quinta-feira)
As taxas de juros futuras fecharam o mês de outubro em alta, com o dólar próximo de R$ 5,80 e o ambiente externo volátil. A falta de um anúncio oficial sobre o pacote fiscal manteve o mercado receoso, o que também influenciou a curva de juros em bloco, com avanço nos vértices curtos e longos. O mercado operou com baixa liquidez, refletindo a cautela antes de eventos importantes na próxima semana, como a reunião do Copom, a eleição nos EUA e a decisão do Federal Reserve. Analistas revisaram para cima suas projeções de Selic, prevendo aumentos adicionais devido à incerteza fiscal e ao cenário inflacionário persistente.

01/11/2024 (Sexta-feira)
O mercado de juros futuros operou em alta com o avanço contínuo da pressão cambial e incertezas fiscais, encerrando a semana de forma cautelosa. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 foi a 12,85%, de 12,81% no ajuste de quinta-feira. O DI para janeiro de 2027 subiu de 12,97% para 13,01%, enquanto o DI para janeiro de 2029 avançou de 12,98% para 13,03%. O dólar se manteve acima de R$ 5,80, contribuindo para o aumento dos prêmios de risco na curva de juros. A cautela com o cenário fiscal também pesou, com os investidores aguardando o anúncio das medidas de contenção de gastos do governo, previsto para a próxima semana. No cenário externo, a volatilidade persistiu, com os investidores ainda avaliando os dados econômicos dos EUA e a aproximação das eleições presidenciais norte-americanas.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

A excelência é uma utopia, sempre há algo a melhorar!

Deixe suas críticas, correções, sugestões, dúvidas e também elogios! 

Faça Contato!

contato@rendafixapratica.com.br

Forte abraço

Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa