Highlights (Resumo): Queda nas Taxas de Juros.
Principal(is) vetor(es): o mercado de juros futuros oscilou diante das expectativas sobre o pacote fiscal do governo e as eleições nos EUA. A expectativa de cortes de despesas e sinais de compromisso com o ajuste fiscal impulsionaram uma queda inicial nas taxas, que também foram favorecidas pela possível vitória de Kamala Harris. No entanto, a surpreendente vitória de Donald Trump trouxe volatilidade e pressionou o mercado, aumentando a urgência por medidas fiscais robustas no Brasil. Rumores de que o pacote fiscal seria menor que o esperado elevaram a cautela, embora o mercado tenha encontrado algum alívio com a nota desmentindo esses valores.
Destaque(s): Risco Fiscal e Eleições EUA.
O Mercado de Juros Futuros (DI da B3) elevou as expectativas de altas em relação à sexta-feira anterior.
A projeção para as próximas 16 reuniões do Copom caiu de +217 para +183 pontos-base.
Olhando para o fim de 2025 ( próximas 9 reuniões) a expectativa de alta caiu marginalmente de +255 pontos-base para +251 pontos-base, com o CDI terminal passando de 13,77% para 13,66% em dezembro de 2025.
Para o final de 2024 (próxima reuniões), a expectativa de alta subiu de +64 pontos-base para +75 pontos-base, com o CDI terminal subindo de 11,86% para 11,90%.
As expectativas dos economistas, extraídas do Boletim Focus (Mediana dos últimos 5 dias), apontam para altas totais de 90 pontos-base em 2024 (+50 já entregue na semana), com o CDI terminal em 11,86%. Para o final de 2025, a expectativa é do CDI terminal estar 11,40%.
Para trajetória inteira das 16 próximas reuniões, o Focus mostra um corte de -135 ptb.
No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial em 2024 subiu de 4,59 para 4,62%. Um mês antes, a mediana era de 4,39%. Para 2025, foco da política monetária, a projeção subiu de 4,00% para 4,10%. Há um mês, a mediana era de 3,96%, dentro do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, mas acima do alvo central de 3,0%.
A mediana da Taxa Selic – Meta(% a.a.) projetada para o fim de 2024 manteve em 11,75%. há um mês era 11,75%. Para o fim 2025 manteve em 11,50, há um mês era 11,00%.
Os juros futuros caíram mais de 20 pontos-base à tarde, impulsionados pela expectativa de um anúncio iminente de cortes de despesas pelo governo. A taxa do DI para janeiro de 2026 caiu para 12,88%, enquanto os vencimentos mais longos também recuaram. O cancelamento da viagem do ministro Haddad à Europa sinalizou um compromisso maior do governo com o ajuste fiscal, o que foi visto positivamente pelo mercado. No exterior, a possível vitória de Kamala Harris nos EUA ajudou a aliviar os rendimentos dos Treasuries e o dólar, contribuindo para a queda das taxas no Brasil.
As taxas futuras reduziram a alta e fecharam em queda, especialmente na ponta longa, devido à antecipação de reuniões sobre o pacote fiscal e ao alívio nos Treasuries após forte demanda em um leilão de T-Notes. O DI para janeiro de 2026 fechou em 12,81%, e o DI para janeiro de 2029 em 12,93%. As expectativas pela definição do pacote fiscal e as eleições nos EUA dominaram a sessão, enquanto o Copom, previsto para o dia seguinte, ficou em segundo plano. O mercado aguardava sinais concretos sobre a revisão de despesas.
A vitória de Donald Trump nas eleições americanas trouxe volatilidade aos juros futuros. O mercado começou o dia com alta nas taxas, mas fechou com as longas estáveis e as intermediárias em alta. O DI para janeiro de 2026 subiu para 12,97%. A eleição de Trump aumentou a pressão para que o governo brasileiro apresente medidas fiscais robustas e proteja a economia dos impactos externos. A alta dos Treasuries adicionou pressão, enquanto a expectativa pela reunião do Copom sobre a Selic manteve o mercado atento.
A volatilidade foi marcante. Pela manhã, os prêmios de risco caíram devido à expectativa pelo pacote fiscal e o recuo nos Treasuries, mas à tarde surgiram incertezas sobre o valor do corte. O DI para janeiro de 2026 subiu para 13,00%, enquanto o DI para janeiro de 2029 recuou para 12,85%. Rumores de um pacote fiscal menos robusto, entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, geraram frustração, mas o mercado foi aliviado pela nota da Fazenda desmentindo tais valores. No final do dia, o governo informou que as reuniões continuariam na sexta-feira.
O mercado de juros teve uma sessão cautelosa e de ajuste. As taxas ficaram mistas, refletindo as incertezas sobre o pacote fiscal e aguardando mais detalhes sobre as decisões.
Fonte: Broadcast
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