Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 331

A partir do Relatório 324 inicio um enxugamento das análises com propósito de reduzir o custo de tempo na escrita e elaboração, dando foco nos principais aspectos a serem acompanhados na Renda Fixa.

→ Principais Notícias para o Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto.

Highlights (Resumo): Alta marginal nas Taxas de Juros.

Principal(is) vetor(es): Na semana, a curva de juros apresentou movimentos mistos, influenciada por expectativas fiscais e fatores técnicos. A segunda-feira foi marcada por altas nas taxas diante da piora no Focus e da precificação de uma Selic terminal elevada. Na terça e quinta-feira, o mercado corrigiu parte desses prêmios, impulsionado por ajustes técnicos e esperança de um pacote fiscal robusto. No entanto, a ausência de anúncios concretos e a aversão a riscos externos pressionaram novamente as taxas na sexta-feira, encerrando a semana com menor inclinação na curva, refletindo incertezas sobre política fiscal e cenário externo.

Destaque(s): Risco Fiscal, Copom e Inflação.

→ Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

O Mercado de Juros Futuros (DI da B3) alterou marginalmente as expectativas de altas em relação à sexta-feira anterior.

A projeção para as próximas 16 reuniões do Copom caiu de +219 para +217 pontos-base.

Olhando para o fim de 2025 ( próximas 9 reuniões) a expectativa de alta subiu de +275 pontos-base para +277 pontos-base, com o CDI terminal passando de 13,91% para 13,92% em dezembro de 2025.

Para o final de 2024 (próxima reunião), a expectativa de alta subiu de +69 pontos-base para +75  pontos-base, com o CDI terminal alterando de 11,65% para 11,91%.

As expectativas dos economistas, extraídas do Boletim Focus (Mediana dos últimos 5 dias), apontam para altas totais de 50 pontos-base em 2024, com o CDI terminal em 11,65%. Para o final de 2025, a expectativa é do CDI terminal estar 12,40% altas de 125 pontos.

Para trajetória inteira das 16 próximas reuniões, o Focus mostra um corte de -75 ptb.

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial em 2024 caiu de 4,64 para 4,63%. Um mês antes, a mediana era de 4,55%. Para 2025, foco da política monetária, a projeção subiu de 4,12% para 4,34%. Há um mês, a mediana era de 4%, dentro do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, mas acima do alvo central de 3,0%.

A mediana da Taxa Selic – Meta(% a.a.) projetada para o fim de 2024 manteve em 11,75%. há um mês era 11,75%. Para o fim 2025 subiu de 12 para 12,25% , há um mês era 11,25%

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – Semana de 18/11/24 a 22/11/2024

 

18/11/2024 (Segunda-feira):
A curva de juros fechou em alta, refletindo a piora das expectativas de inflação na Pesquisa Focus e preocupações fiscais. A precificação da Selic terminal alcançou 14,25%, enquanto a dinâmica fiscal e o cenário externo pressionaram ainda mais os juros. O DI para janeiro de 2026 subiu para 13,30%, e o de 2027 foi para 13,46%, marcando os maiores níveis desde dezembro de 2022. O foco esteve no aguardado pacote fiscal, que os agentes de mercado esperavam como solução para a deterioração fiscal e da inflação.

19/11/2024 (Terça-feira):
As taxas recuaram de forma generalizada, lideradas pelos vencimentos de médio prazo. O DI para janeiro de 2026 caiu para 13,18%, e o de 2027, para 13,34%. A correção foi impulsionada por uma realização de lucros após prêmios excessivos, mesmo sem mudanças no cenário fiscal ou político. A pressão do câmbio e a alta nos rendimentos dos Treasuries limitaram o alívio.

21/11/2024 (Quinta-feira):
Os juros futuros continuaram a recuar, ainda em um movimento técnico, apesar do avanço dos Treasuries e do dólar. O DI para janeiro de 2026 permaneceu em 13,18%, e o de 2027 caiu ligeiramente para 13,34%. A expectativa de um pacote fiscal robusto manteve o mercado cauteloso, mas otimista. O leilão de prefixados pelo Tesouro teve demanda moderada, indicando seletividade dos investidores.

22/11/2024 (Sexta-feira):
As taxas encerraram a semana em alta, com frustração pelo adiamento do anúncio do pacote fiscal. O DI para janeiro de 2026 subiu para 13,25%, e o de 2027 foi para 13,37%. A curva perdeu inclinação na semana, refletindo correções técnicas e incertezas sobre a estrutura do pacote. A fraqueza das moedas emergentes também pesou, embora o real tenha mostrado resiliência relativa.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa