18/11/2024 (Segunda-feira):
A curva de juros fechou em alta, refletindo a piora das expectativas de inflação na Pesquisa Focus e preocupações fiscais. A precificação da Selic terminal alcançou 14,25%, enquanto a dinâmica fiscal e o cenário externo pressionaram ainda mais os juros. O DI para janeiro de 2026 subiu para 13,30%, e o de 2027 foi para 13,46%, marcando os maiores níveis desde dezembro de 2022. O foco esteve no aguardado pacote fiscal, que os agentes de mercado esperavam como solução para a deterioração fiscal e da inflação.
19/11/2024 (Terça-feira):
As taxas recuaram de forma generalizada, lideradas pelos vencimentos de médio prazo. O DI para janeiro de 2026 caiu para 13,18%, e o de 2027, para 13,34%. A correção foi impulsionada por uma realização de lucros após prêmios excessivos, mesmo sem mudanças no cenário fiscal ou político. A pressão do câmbio e a alta nos rendimentos dos Treasuries limitaram o alívio.
21/11/2024 (Quinta-feira):
Os juros futuros continuaram a recuar, ainda em um movimento técnico, apesar do avanço dos Treasuries e do dólar. O DI para janeiro de 2026 permaneceu em 13,18%, e o de 2027 caiu ligeiramente para 13,34%. A expectativa de um pacote fiscal robusto manteve o mercado cauteloso, mas otimista. O leilão de prefixados pelo Tesouro teve demanda moderada, indicando seletividade dos investidores.
22/11/2024 (Sexta-feira):
As taxas encerraram a semana em alta, com frustração pelo adiamento do anúncio do pacote fiscal. O DI para janeiro de 2026 subiu para 13,25%, e o de 2027 foi para 13,37%. A curva perdeu inclinação na semana, refletindo correções técnicas e incertezas sobre a estrutura do pacote. A fraqueza das moedas emergentes também pesou, embora o real tenha mostrado resiliência relativa.