02/12/2024 (segunda-feira):
Os juros futuros subiram acompanhando a valorização do dólar, que atingiu R$ 6,02. O mercado reagiu à indefinição fiscal e aos crescentes questionamentos sobre a viabilidade do pacote de corte de gastos. A curva precificava uma chance de alta de 0,75 ponto na Selic em dezembro, com discussões sobre elevação adicional em janeiro.
03/12/2024 (terça-feira):
A curva de juros manteve a pressão, refletindo preocupações com o impacto fiscal das resistências no Congresso. A alta do dólar para R$ 6,05 reforçou as expectativas de aperto monetário mais intenso pelo Banco Central. Taxas intermediárias e longas subiram cerca de 10 a 15 pontos-base.
04/12/2024 (quarta-feira):
O mercado teve movimento lateral, com leve alta na ponta curta, enquanto a intermediária e a longa ficaram estáveis. O foco permaneceu nas incertezas fiscais e no dólar, que continuou pressionando a curva.
05/12/2024 (quinta-feira):
A pressão voltou com força. Taxas intermediárias e longas avançaram entre 15 e 25 pontos-base, diante de novas resistências no Congresso ao pacote fiscal e à deterioração das expectativas de inflação. O dólar renovou máximas, fechando próximo de R$ 6,08.
06/12/2024 (sexta-feira):
Os juros futuros aceleraram, com a ponta longa subindo mais de 40 pontos-base em meio à deterioração do cenário fiscal e à escalada do dólar, que atingiu R$ 6,07. A curva precificava integralmente um aumento de 1 ponto na Selic em dezembro e janeiro, com taxa terminal projetada em 15,75%. Na semana, as taxas longas subiram cerca de 55 pontos-base, intermediárias 65 pontos, e as curtas 45 pontos, refletindo um mercado cada vez mais cético sobre o ajuste fiscal.