Segunda-feira, 30/12/2024:
Os juros futuros intermediários e longos fecharam em alta firme, com avanços entre 15 e 20 pontos-base, impulsionados pelas incertezas sobre a liberação de emendas parlamentares. As taxas curtas oscilaram entre estabilidade e leve alta, refletindo o aumento das expectativas de inflação no Boletim Focus. A curva de juros seguiu precificando uma Selic próxima de 16,90%, enquanto o mercado ponderava os riscos fiscais e as dificuldades de aprovação de medidas no Congresso.
Terça-feira, 02/01/2025:
As taxas de juros futuros tiveram queda significativa entre 30 e 40 pontos-base, interrompendo quatro sessões consecutivas de alta. O movimento foi favorecido pela redução dos prêmios acumulados, apesar da baixa liquidez típica do início de ano e da persistente crise fiscal. O dólar, embora pressionado, terminou em leve baixa, reduzindo as preocupações com repasses inflacionários.
Quarta-feira, 03/01/2025:
Os juros futuros voltaram a cair, com reduções entre 30 e 40 pontos-base, corrigindo os excessos do fim de 2024. A baixa liquidez e a ausência de novidades relevantes mantiveram a volatilidade contida. Apesar de uma alta no dólar e nos rendimentos dos Treasuries, a curva conseguiu aliviar os prêmios. A expectativa é que os mercados ganhem maior direção com o retorno à normalidade na semana seguinte, especialmente com a divulgação do IPCA e da ata do Federal Reserve.