Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 339

Highlights (Resumo): Queda nas Taxas de Juros Curtas e Alta nas Longas

Principal(is) vetor(es): Os juros futuros tiveram uma semana de movimentos mistos, com quedas nos vértices curtos e pressão de alta nos longos. O IPCA de dezembro, abaixo do esperado, trouxe alívio nos vértices intermediários, refletindo menor percepção de persistência inflacionária. No entanto, o leilão robusto de títulos públicos e incertezas residuais sobre a dinâmica fiscal geraram pressão de alta nos vértices longos, elevando o prêmio de risco

Destaque(s): Inflação, Tesouro e Risco Fiscal.

→ Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

O Mercado de Juros Futuros (DI da B3) refuziu as expectativas de altas em relação à sexta-feira anterior.

A projeção para as próximas 16 reuniões do Copom alterou de +332 para +308 pontos-base.

Olhando para o fim de 2025 ( próximas 8 reuniões) a expectativa de alta caiu de +407 pontos-base para +377 pontos-base, com o CDI terminal passando de 16,22% para 15,92% em dezembro de 2025.

As expectativas dos economistas, extraídas do Boletim Focus (Mediana dos últimos 5 dias), apontam para altas totais de 275 pontos-base em 2025, com o CDI terminal em 14,90%. Para o final de 2026, a expectativa é do CDI terminal estar 12,40% (11,90% na semana passada).

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial para 2025 subiu de 5,00% para 5,08%. Há um mês, a mediana era de 4,84%, acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50% e acima do alvo central de 3,0%. Pra 2026 saiu de 4,05% para 4,10%, há um mês era 4,00%.

A mediana da Taxa Selic – Meta(% a.a.) projetada para o fim de 2025 permaneceu em 15% , há um mês era 14,75%. Para o final de 2026 subiu de 12% para 12,25, há um mês era 11,75%.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – Semana de 13/01/25 à 17/01/2025

 

Segunda-feira, 13/01/2025:
Os juros futuros recuaram, contrariando a alta dos yields dos Treasuries e a piora das projeções do IPCA na pesquisa Focus. A fala de Diogo Guillen, diretor do Banco Central, trouxe alívio, com destaque para a manutenção do forward guidance e a reafirmação do centro da meta de 3% como objetivo de inflação. O mercado atribuiu o movimento a um ajuste técnico após a alta da semana anterior e ao início do ano com menor aversão ao risco. O DI para janeiro de 2026 caiu para 14,95% (de 15,08%) e o DI para janeiro de 2027 recuou para 15,31% (de 15,43%).

Terça-feira, 14/01/2025:
A curva de juros seguiu em queda, influenciada pelo recuo do dólar e pelo alívio no exterior, com dados do PPI nos EUA abaixo do esperado e sinais positivos da China. As taxas longas recuaram mais intensamente, com destaque para o DI janeiro de 2026, que atingiu 14,86%, e o DI janeiro de 2027, que caiu para 15,14%. Apesar do movimento de baixa, o nível elevado de risco fiscal impediu quedas mais significativas. No final da sessão, o mercado antecipava a divulgação da PMS, com estimativa de retração no volume de serviços.

Quarta-feira, 15/01/2025:
As taxas futuras tiveram quedas expressivas, com os contratos longos recuando mais de 30 pontos-base. O núcleo da inflação ao consumidor nos EUA e dados industriais fracos impulsionaram o movimento, reforçando expectativas de cortes de juros pelo Fed. No Brasil, a PMS mostrou retração maior que a esperada, indicando possível desaceleração econômica. O DI janeiro de 2026 fechou em 14,81%, e o DI janeiro de 2027, em 14,99%. A maior liquidez na sessão também contribuiu para o fechamento da curva, com várias taxas abaixo de 15%.

Quinta-feira, 16/01/2025:
O mercado de juros apresentou leve ajuste de alta após três pregões consecutivos de queda. O movimento refletiu a pressão externa com a recuperação dos rendimentos dos Treasuries, além de um tom mais cauteloso no mercado local diante de incertezas fiscais. Internamente, a ausência de novos indicadores econômicos relevantes limitou a volatilidade. O DI janeiro de 2026 subiu para 14,84%, enquanto o DI janeiro de 2027 avançou para 15,05%. A curva manteve-se inclinada, mas sem grandes mudanças nos prêmios.

Sexta-feira, 17/01/2025:
Os juros futuros fecharam a semana em queda, recuperando o ritmo observado no início do período. Dados do IBC-Br, com crescimento abaixo do esperado, reforçaram as expectativas de uma desaceleração econômica, o que pressionou os vértices longos para baixo. Além disso, o cenário externo colaborou, com a volatilidade do dólar e sinais de enfraquecimento no mercado de trabalho americano. O DI janeiro de 2026 encerrou a semana em 14,78%, enquanto o DI janeiro de 2027 caiu para 14,92%, consolidando a queda semanal na curva.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa