Highlights (Resumo): Queda nas Taxas de Juros
Principal(is) vetor(es): A semana foi marcada por queda nos juros futuros, impulsionada pelo recuo do IBC-Br e menor percepção de risco político, enquanto ao longo dos dias o mercado ajustou posições diante dos leilões expressivos do Tesouro e oscilações dos Treasuries. Após um movimento pontual de alta nos vértices longos na quarta-feira, a curva voltou a fechar na quinta e sexta-feira, sustentada pela queda do dólar, menor prêmio de risco e aversão global a ativos de risco após relatos sobre um novo coronavírus na China.
Destaque(s): Risco Político, Dólar e Tresauries.
O gráfico ilustra claramente o alívio nas expectativas do mercado, com uma precificação menor de altas na Selic entre as semanas apuradas.
O mercado de juros futuros (DI da B3) reduziu suas expectativas de alta da Selic em relação à sexta-feira anterior.
A projeção para as próximas 16 reuniões do Copom caiu de +117 para +80 pontos-base.
Para o fim de 2025 (próximas 7 reuniões), a expectativa de alta recuou de +207 para +150 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 14,76% ao ano, frente aos 15,32% estimados anteriormente.
Já as expectativas dos economistas, medidas pela mediana do Boletim Focus dos últimos 5 dias, indicam um aumento total de 150 pontos-base para 2025, com o CDI encerrando o ano em 14,90%. Para 2026, a projeção aponta um CDI terminal de 12,40%.
No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2025 subiu de 5,60% para 5,65%. Há um mês, a mediana era de 5,50% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2026, a projeção subiu de 4,35% para 4,40%, enquanto há um mês estava em 4,22%.
A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2025 se manteve em 15,00%, há um mês era 15,00%. Para o final de 2026 se manteve em 12,50%, há um mês era 12,50%.
17/02/2025 – Forte queda dos juros futuros
Os juros futuros ampliaram o rali iniciado na sexta-feira e fecharam com quedas expressivas, especialmente na ponta longa. O recuo do IBC-Br acima do consenso reduziu apostas em um Copom mais agressivo, pressionando os vértices curtos, enquanto a perspectiva de que Lula não concorra à reeleição influenciou os vencimentos longos. O volume de negócios foi alto, apesar do feriado nos EUA. A projeção para a Selic terminal caiu para 15,20%, e as apostas para março seguem precificando 100 pontos-base de alta como cenário mais provável.
18/02/2025 – Curva reduz queda ao longo do dia
Após abrirem em baixa, os juros futuros reduziram o ritmo de queda na parte da tarde, com os Treasuries renovando máximas intradia. A forte colocação de NTN-B no leilão do Tesouro inicialmente gerou estresse, mas foi bem absorvida. O mercado também acompanhou de perto o cenário político, após o governador Tarcísio de Freitas reforçar apoio a Bolsonaro para 2026. O fechamento das taxas ficou próximo aos ajustes da véspera.
19/02/2025 – Alta nos vértices longos com expectativa para leilão
Os juros futuros longos subiram com a expectativa de um leilão robusto de prefixados pelo Tesouro na quinta-feira. A recente sequência de grandes leilões levou investidores a ajustarem posições, puxando as taxas para cima. A ata do Fed não trouxe grandes novidades, mas reforçou a percepção de juros altos por mais tempo nos EUA. O dólar a R$ 5,72 também pesou sobre a curva. A tensão política teve influência limitada na movimentação dos mercados.
20/02/2025 – Fechamento suave, mas longos seguem pressionados
A curva de juros fechou em leve queda nos vencimentos curtos e intermediários, impulsionada pela valorização do real e pela queda dos rendimentos dos Treasuries. No entanto, os vértices a partir de 2031 seguiram pressionados pelo maior leilão de prefixados desde 2020, que concentrou risco nos prazos mais longos. O DI para janeiro de 2026 caiu para 14,630% (de 14,694%), enquanto o DI para 2035 subiu para 14,450% (de 14,36%). O mercado absorveu bem a oferta de 7 milhões de NTN-F e 23,7 milhões de LTN. O Tesouro encerrou a semana com uma das maiores emissões de títulos públicos da história, com volumes muito acima do previsto no PAF.
21/02/2025 – Curva fecha forte com Treasuries e petróleo em queda
Os juros futuros renovaram mínimas na parte da tarde, acompanhando a forte queda nos Treasuries após relatos de um novo coronavírus na China, gerando fluxo de aversão a risco para a renda fixa. Além disso, o petróleo caiu mais de 2%, reduzindo preocupações inflacionárias. O DI para janeiro de 2026 caiu para 14,515% (de 14,650%) e o para 2027 recuou para 14,375% (de 14,621%). No balanço semanal, o DI para janeiro de 2026 recuou 25 pontos-base. O tom mais dovish do diretor do BC, Nilton David, reforçou a leitura de que o ciclo de alta da Selic pode estar próximo do fim.
Fonte: Broadcast
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