Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 345

Highlights (Resumo): Forte Alta nas Taxas de Juros

Principal(is) vetor(es): a semana foi marcada por forte alta nas taxas de juros futuros, refletindo a combinação de preocupações fiscais e dados robustos do mercado de trabalho. As taxas curtas dispararam com o discurso do presidente Lula sobre novos programas sociais e a expectativa de mais gastos do governo. Houve alívio nas taxas curtas após o leilão reduzido do Tesouro, mas os vértices longos subiram diante do receio de afrouxamento fiscal. Dados do Caged acima do esperado e a percepção de aumento no endividamento público voltaram a pressionar toda a curva. O leilão menor do Tesouro não foi suficiente para segurar as taxas, que subiram com rumores de trocas ministeriais e dados que reforçaram um mercado de trabalho aquecido, levando o mercado a revisar a Selic terminal para 15,25%. A nomeação de Gleisi Hoffmann para a articulação política ampliou o desconforto com a pauta fiscal, e o dólar forte consolidou a postura defensiva do mercado, com as taxas longas superando 15% na véspera do feriado de carnaval.

Destaque(s): Risco Político e Risco Fiscal.

→ Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

O mercado de juros futuros (DI da B3) aumentou suas expectativas de alta da Selic em relação à sexta-feira anterior.

A projeção para as próximas 16 reuniões do Copom subiu de +80 para +172 pontos-base.

Para o fim de 2025 (próximas 7 reuniões), a expectativa de alta aumentou de +150 para +223 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 15,55% ao ano, frente aos 14,76% estimados anteriormente.

Já as expectativas dos economistas, medidas pela mediana do Boletim Focus dos últimos 5 dias, indicam um aumento total de 150 pontos-base para 2025, com o CDI encerrando o ano em 14,90%. Para 2026, a projeção aponta um CDI terminal de 12,40%.

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – Semana de 24/02/25 à 28/02/2025

 

Segunda-feira, 24/02

A curva de juros doméstica apresentou forte estresse, especialmente nos vértices mais curtos, refletindo a expectativa de aumento nas despesas do governo após o pronunciamento do presidente Lula sobre novos programas sociais. O temor de que medidas fiscais expansionistas pressionem a inflação também pesou nas taxas. O IPCA-15 e a liberação do FGTS contribuíram para o movimento. O DI jan/26 subiu para 14,650%, o DI jan/27 avançou para 14,580% e o DI jan/29 subiu para 14,470%.

Terça-feira, 25/02

Os juros curtos caíram acompanhando o movimento dos Treasuries, apesar da alta nos núcleos do IPCA-15. Já os juros longos subiram em meio ao receio de afrouxamento fiscal para conter a queda na popularidade do governo, evidenciada por pesquisa CNT. O leilão do Tesouro com lote menor ajudou a aliviar a pressão nas taxas curtas. O DI jan/26 caiu para 14,585%, o DI jan/27 para 14,47%, enquanto o DI jan/29 subiu para 14,41%.

Quarta-feira, 26/02

As taxas intermediárias e longas dispararam, com o mercado precificando aumento do endividamento público para sustentar a popularidade do governo. O dado do Caged, que mostrou criação de empregos acima do esperado, reforçou o temor inflacionário. A expectativa pelo leilão de prefixados do Tesouro também influenciou. O DI jan/26 subiu para 14,760%, o DI jan/27 para 14,795% e o DI jan/29 para 14,815%.

Quinta-feira, 27/02

As taxas intermediárias e longas oscilaram, chegando a aliviar momentaneamente após o leilão menor do Tesouro, mas voltaram a subir diante de rumores sobre aumento de gastos e trocas ministeriais. Dados da Pnad e do Caged apontaram um mercado de trabalho aquecido, reforçando a expectativa de Selic mais alta, com pico agora precificado em 15,25%.

Sexta-feira, 28/02

O desconforto aumentou com a nomeação da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, para a articulação política do governo, levantando dúvidas sobre o avanço da pauta fiscal. O dólar subiu para R$ 5,91 e os juros longos tiveram forte abertura, consolidando a postura defensiva do mercado na véspera do feriado de carnaval.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa