Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 347

Highlights (Resumo): Queda nas Taxas de Juros

Principal(is) vetor(es): Durante a semana passada, o mercado de renda fixa foi influenciado por uma série de eventos econômicos e políticos. Na segunda-feira, a aversão ao risco global e a possibilidade de recessão nos EUA mencionada pelo presidente Donald Trump levaram ao aumento das taxas de juros de curto e médio prazo. Na terça-feira, a produção industrial abaixo do esperado no Brasil e o enfraquecimento do dólar contribuíram para a queda das taxas de juros. Na quarta-feira, os juros futuros caíram momentaneamente com a notícia de um corte no Bolsa Família, mas o movimento não se sustentou devido ao aumento dos rendimentos dos Treasuries nos EUA. Na quinta-feira, os juros futuros intermediários e longos caíram mais de 10 pontos-base, influenciados pelo fechamento da curva dos Treasuries e pela desmontagem de posições de hedge após o leilão do Tesouro Nacional. Na sexta-feira, os juros futuros descolaram do comportamento do câmbio, com o mercado precificando o risco de adiamento da votação do Orçamento para abril e fatores técnicos, como a preferência de operadores por zerar posições antes do fim de semana.

Destaque(s): EUA, Risco Fiscal e Treasuries

→ Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

O mercado de juros futuros (DI da B3) reduziu suas expectativas de alta da Selic em relação à sexta-feira anterior.

A projeção para as próximas 16 reuniões do Copom caiu de +107 para +87 pontos-base.

Para o fim de 2025 (próximas 7 reuniões), a expectativa de alta permaneceu estável de +176 para +175 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 15,02% ao ano, frente aos 15,02% estimados anteriormente.

Já as expectativas dos economistas, medidas pela mediana do Boletim Focus dos últimos 5 dias, indicam um aumento total de 150 pontos-base para 2025, com o CDI encerrando o ano em 14,90%. Para 2026, a projeção aponta um CDI terminal de 12,40%.

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2025 caiu de 5,68% para 5,66%. Há um mês, a mediana era de 5,58% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2026, a projeção subiu de 4,40% para 4,48%, enquanto há um mês estava em 4,35%.

A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2025 se manteve em 15,00%, há um mês atrás era 15,00%. Para o final de 2026 se manteve em 12,50%, há um mês atrás era 12,50%.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – Semana de 10/03/25 à 14/03/2025

 

Segunda-feira, 10/03/2025

A aversão ao risco global afetou a curva de juros, com o mercado reagindo à possibilidade de recessão nos EUA mencionada pelo presidente Donald Trump. O dólar subiu, impactando as taxas de juros de curto e médio prazo devido ao maior risco inflacionário. As taxas de DI para janeiro de 2026, 2027 e 2029 subiram. A nova ministra da Secretaria das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, sinalizou alinhamento com a agenda econômica do governo. O BC adiou a publicação de dados fiscais de janeiro para 14 de março. O mercado se preparava para o leilão do Tesouro Nacional.

Terça-feira, 11/03/2025

A produção industrial abaixo do esperado reforçou a desaceleração econômica no Brasil, levando ao fechamento da curva de juros. O dólar enfraqueceu após Ontário suspender sobretaxa em eletricidade aos EUA, e o leilão do Tesouro com menor risco também contribuiu para o alívio. As taxas de DI para janeiro de 2026, 2027 e 2029 caíram. O mercado discutia até que nível o BC poderia subir a taxa Selic. O Tesouro Nacional ofertou 950 mil NTN-Bs e 900 mil LFTs no leilão. O mercado aguardava o IPCA de fevereiro.

Quarta-feira, 12/03/2025

Os juros futuros caíram momentaneamente com a notícia de que o governo federal sugeriu um corte no Bolsa Família para ajustar a LOA de 2025, mas o movimento não se sustentou. A curva de juros abriu nos vértices médios e longos devido ao aumento dos rendimentos dos Treasuries nos EUA. As taxas de DI para janeiro de 2026, 2027 e 2029 operavam perto da estabilidade ou subiram. O governo federal pediu ao Congresso alterações na LOA, incluindo cortes e novas despesas. O mercado foi guiado principalmente pelo exterior, com o CPI dos EUA gerando incerteza. O IPCA de fevereiro acelerou a 1,31%, ligeiramente abaixo da mediana.

Quinta-feira, 13/02/2025

Os juros futuros intermediários e longos caíram mais de 10 pontos-base, influenciados pelo fechamento da curva dos Treasuries e pela desmontagem de posições de hedge após o Tesouro Nacional vender 27 milhões de LTNs, o maior lote desde dezembro de 2020. O volume de serviços mostrou a terceira queda mensal consecutiva, mas a ponta curta dos juros permaneceu resistente. As taxas de DI para janeiro de 2026, 2027 e 2029 caíram. O economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, destacou que a curva pode estar aliviando devido a um movimento técnico do mercado após o leilão do Tesouro Nacional. O mercado prevê unanimemente uma alta de 1 ponto percentual na Selic em março, com a taxa atingindo 14,75% em maio e 15% em junho. O volume de serviços caiu 0,2% em janeiro, contribuindo para a queda das taxas de juros. Relatório do Santander apontou que a política monetária no Brasil pode estar se tornando menos eficaz, apesar do ciclo de aperto monetário.

Sexta-feira, 14/02/2025

Os juros futuros descolaram do comportamento do câmbio à tarde, com o mercado precificando o risco de adiamento da votação do Orçamento para abril e fatores técnicos, como a preferência de operadores por zerar posições antes do fim de semana. A curva perdeu inclinação na semana, com o vértice longo fechando 7 pontos-base e o médio e curto próximos ao nível da última sexta-feira. As taxas de DI para janeiro de 2026, 2027 e 2029 subiram. A votação do Orçamento pode ser adiada devido a entraves políticos e viagens dos presidentes da Câmara e do Senado. O mercado precificou mais incertezas, justificando o desmonte de apostas de venda das taxas de juros. Pela manhã, o vértice longo dos juros caiu devido ao dólar e ao superávit primário de janeiro, que foi de R$ 104,096 bilhões, acima das estimativas. A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) mostrou queda de 0,1% nas vendas no varejo restrito em janeiro, indicando enfraquecimento do consumo. O vértice mais curto dos juros teve desempenho atrelado à expectativa com a política monetária, com 90% dos participantes da pesquisa do BTG Pactual esperando alta de 100 pontos-base na reunião de março.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa