Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 348

Highlights (Resumo): Alta nas Taxas de Juros

Principal(is) vetor(es): o mercado de renda fixa apresentou variações significativas nas taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), influenciadas por diversos fatores econômicos e decisões de política monetária. Na segunda-feira, o fortalecimento do real e a sinalização de reajuste zero nos benefícios do Bolsa Família contribuíram para a queda das taxas. Na terça-feira, a expectativa de cortes nos juros dos Estados Unidos e a potencial desaceleração econômica interna e externa levaram a uma leve redução das taxas. Na quarta-feira, as taxas caíram ainda mais após a decisão do Federal Reserve de manter os juros intactos, enquanto o mercado aguardava a decisão do Copom. Na quinta-feira, a postura hawkish do Copom, comprometendo-se a uma nova elevação da Selic, surpreendeu os investidores e provocou um aumento das taxas. Finalmente, na sexta-feira, as taxas continuaram a subir devido à reação dos investidores ao orçamento do governo para 2025 e aos ajustes na curva após a sinalização do Copom.

Destaque(s): EUA, Risco Fiscal e Copom

→ Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

O mercado de juros futuros (DI da B3) aumentou suas expectativas de alta da Selic em relação à sexta-feira anterior.

Entre as duas datas base semanais houve alta de 100 pontos base na Selic Meta (de 13,25% para 14,25%), confirmando o que era esperado pelo Mercado.

A projeção para as próximas 16 reuniões do Copom caiu de +89 para +101 pontos-base.

Para o fim de 2025 (próximas 7 reuniões), a expectativa de alta permaneceu estável de +175 para +196 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 15,02% ao ano, frente aos 15,22% estimados anteriormente.

Já as expectativas dos economistas, medidas pela mediana do Boletim Focus dos últimos 5 dias, indicam um aumento total de 150 pontos-base para 2025, com o CDI encerrando o ano em 14,90%. Para 2026, a projeção aponta um CDI terminal de 12,40%.

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2025 caiu de 5,66% para 5,65%. Há um mês, a mediana era de 5,62% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2026, a projeção subiu de 4,48% para 4,50%, enquanto há um mês estava em 4,35%.

A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2025 se manteve em 15,00%, há um mês atrás era 15,00%. Para o final de 2026 se manteve em 12,50%, há um mês atrás era 12,50%.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – Semana de 17/03/25 à 21/03/2025

 

Segunda-feira, 17 de março de 2025

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) terminaram o pregão em baixa. O fortalecimento do real, devido à percepção de risco reduzido em relação ao Brasil e perspectivas mais positivas para a economia da China, contribuiu para o fechamento da curva. A sinalização do governo de reajuste zero nos benefícios do Bolsa Família também colaborou, diminuindo a chance de surpresas na revisão da proposta do orçamento de 2025. As taxas com vencimento mais próximo resistiram perto da estabilidade após o IBC-Br de janeiro ficar acima dos níveis mais otimistas previstos pelo mercado, sugerindo atividade aquecida.

Terça-feira, 18 de março de 2025

O cenário de potencial perda de fôlego na economia, tanto interna quanto externamente, e a continuidade na queda dos juros dos Estados Unidos contribuíram para uma leve redução das taxas dos contratos de DI na véspera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A curva se movimentou para refletir a chance de a taxa parar de subir antes de alcançar os 15% ao ano. Fatores como dados mais fracos sobre a atividade e a diminuição dos juros de Treasuries colaboraram para comprimir o prêmio de risco aplicado aos ativos brasileiros.

Quarta-feira, 19 de março de 2025

As taxas dos contratos de DI passaram a cair, acompanhando os juros dos Treasuries após a decisão do Federal Reserve, e caminharam para terminar o dia em baixa. O foco dos investidores se deslocou para a decisão do Copom do Banco Central, que deveria elevar a Selic de 13,25% para 14,25%. O banco central americano manteve os juros intactos, mas ressaltou a incerteza econômica e decidiu enxugar mais devagar a liquidez injetada no sistema financeiro.

Quinta-feira, 20 de março de 2025

A postura do Copom do Banco Central no comunicado divulgado, enfatizando o nível elevado da inflação e se comprometendo a uma nova elevação da Selic, surpreendeu os investidores e provocou aumento das taxas dos contratos de DI, com efeito principalmente na ponta curta da curva. O volume elevado de títulos ofertado pelo Tesouro em leilão também colaborou para o avanço, mas com influência mais evidente nos vértices médios e longos.

Sexta-feira, 21 de março de 2025

As taxas dos contratos de DI continuaram a subir, refletindo a reação dos investidores ao orçamento do governo para 2025 e, em menor grau, a continuidade dos ajustes na curva após a sinalização dada pelo Copom do Banco Central na quarta-feira, de pelo menos mais um aumento da Selic. O orçamento aprovado pelo Congresso prevê saldo positivo de R$ 15 bilhões nas contas públicas, mas o número foi visto com desconfiança pelo mercado.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa