Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 350

Highlights (Resumo): Forte Queda nas Taxas de Juros

Principal(is) vetor(es): o mercado de renda fixa apresentou uma forte queda nas taxas de juros futuros, influenciada principalmente por fatores externos como a guerra tarifária iniciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e dados econômicos fracos dos EUA, que aumentaram os temores de estagflação. Internamente, a pesquisa Focus trouxe boas notícias sobre a inflação, e as declarações do Banco Central indicaram uma postura cautelosa em relação a novas altas da Selic. A semana também foi marcada por leilões de NTN-B e LFT, que foram bem recebidos pelo mercado. A decisão da China de retaliar os EUA com tarifas adicionais e a resposta do Brasil às tarifas americanas também impactaram o mercado, com os investidores buscando segurança nos Treasuries e ajustando suas expectativas para a política monetária do Banco Central.

Destaque(s): EUA

→ Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

O mercado de juros futuros (DI da B3) reduziu suas expectativas de alta da Selic em relação à sexta-feira anterior.

A projeção para as próximas 14 reuniões do Copom caiu de +47 (altas) para -66 (quedas) pontos-base. O CDI termina 2026 em 13,48% de 14,62% a.a. da semana anterior.

Para o fim de 2025 (próximas 6 reuniões), a expectativa de alta caiu de +131 para +54 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 15,46% ao ano, frente aos 14,70% estimados anteriormente.

Já as expectativas dos economistas, medidas pela mediana do Boletim Focus dos últimos 5 dias, indicam um aumento total de 75 pontos-base para 2025, com o CDI encerrando o ano em 14,90%. Para 2026, a projeção Focus aponta um CDI terminal de 11,53%.

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

No Relatório de Mercado Focus da semana, , a projeção para a inflação oficial de 2025 se manteve em 5,65% para 5,65%. Há um mês, a mediana era de 5,66% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2026, a projeção se manteve em 4,50% para 4,50%, enquanto há um mês estava em 4,40%.

A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2025 se manteve em 15,00%, há um mês atrás era 15,00%. Para o final de 2026 se manteve em 12,50%, há um mês atrás era 12,50%.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – Semana de 31/03/25 à 04/04/2025

 

Segunda-feira (31/03/2025)

Os juros futuros encerraram a segunda-feira em queda, refletindo um movimento de correção das altas recentes, estimulado pelo ambiente externo dominado pelos receios sobre a guerra tarifária, pela leitura benigna das medianas de IPCA na pesquisa Focus e por declarações do diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David. À tarde, o maior alívio no câmbio deu gás extra ao ajuste das taxas. As taxas curtas e intermediárias foram as que mostraram queda mais firme e regular, enquanto as longas estiveram à mercê da curva americana, que mostrou volatilidade durante o dia. Os mercados passaram o dia acuados pela incerteza em relação à guerra tarifária imposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e o Federal Reserve pode ser obrigado a esticar o ciclo de queda de juros devido ao risco ao crescimento econômico dos EUA trazido pelas tarifas.

Terça-feira (01/04/2025)

Em sequência ao movimento de ontem, os juros futuros continuaram em queda nesta terça-feira, novamente pautada pelo ambiente externo, acompanhando a trajetória de baixa dos juros globais. O temor de estagflação nos EUA ganhou força com dados da economia divulgados nesta véspera do anúncio do tarifaço às importações adotado pela gestão Donald Trump. A virada do dólar para baixo também contribuiu para o alívio nos prêmios. Internamente, o noticiário não trouxe novidades e a agenda foi fraca. O destaque foi o leilão de NTN-B com lote expressivo e aumento dos níveis de risco para o mercado, mas absorvido sem sustos.

Quarta-feira (02/04/2025)

O mercado de juros operou em dois tempos nesta quarta-feira. Após uma manhã de queda devido à correção técnica vista desde anteontem e com o resultado fraco da produção industrial, as taxas zeraram o recuo à tarde devido à virada da curva dos Treasuries em meio à incerteza sobre as tarifas recíprocas anunciadas pelo governo Trump. Pouco depois das 17h, Trump iniciava seu discurso confirmando as tarifas recíprocas e uma taxa de 25% para carros importados, com alívio marginal nos prêmios de risco da curva.

Quinta-feira (03/04/2025)

O tarifaço anunciado pelo presidente dos EUA derrubou as curvas de juros globais nesta quinta-feira, incluindo as taxas futuras negociadas na B3, que chegaram a cair quase 50 pontos-base nos vértices intermediários. Os investidores buscaram segurança nos Treasuries, o que pressionou os rendimentos para baixo, sob o temor de recessão. Adicionalmente, o mercado comemorou o fato de o Brasil ter sido taxado pela alíquota mínima de 10%, em reação que começou ainda ontem no fim do dia. Este contexto abriu espaço para uma grande oferta de prefixados pelo Tesouro Nacional.

Sexta-feira (04/04/2025)

Os juros futuros se equilibraram entre a queda e a estabilidade ao longo da sessão, mostrando resiliência em comparação ao comportamento do real e das ações domésticas, que sucumbiram ao nervosismo externo. A decisão da China de retaliar os EUA replicando a tarifa de 34% às importações americanas deflagrou nova onda de pessimismo sobre a economia global, com queda nos rendimento dos Treasuries. Alinhada à curva americana, as taxas locais também caíram até o miolo da curva, mas em magnitude bem menor em função da disparada do dólar.

 

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa