Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 352

Highlights (Resumo): Queda nas Taxas de Juros

Principal(is) vetor(es): durante a semana, o mercado de renda fixa apresentou variações significativas, influenciado por diversos eventos econômicos e decisões de política monetária. Na segunda-feira, os juros futuros começaram em queda firme, impulsionados pelo alívio tarifário anunciado pelo presidente dos EUA para o setor de tecnologia e pelos sinais “dovish” do Federal Reserve, resultando em uma queda de mais de 20 pontos-base nas principais taxas. Na terça-feira, os juros futuros operaram em alta, corrigindo parte das quedas acumuladas, devido às incertezas externas e fiscais, e à cautela antes da divulgação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026. Na quarta-feira, os juros oscilaram ao redor dos ajustes do dia anterior, adotando viés de queda à tarde, acompanhando a baixa dos rendimentos dos Treasuries, com o mercado reagindo às declarações do presidente do Federal Reserve sobre os efeitos inflacionários e de desaceleração da economia americana. Na quinta-feira, os juros futuros operaram sem direção única, com as taxas curtas mostrando viés de alta e as demais em queda, refletindo a falta de apetite na montagem de posições antes do feriado prolongado. A influência dos Treasuries foi limitada, mas o leilão do Tesouro e o risco fiscal crescente também impactaram o mercado.

Destaque(s): Guerra Comercial, Fed e risco fiscal.

→ Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

O mercado de juros futuros (DI da B3) reduziu suas expectativas de alta da Selic em relação à sexta-feira anterior.

A projeção para as próximas 14 reuniões do Copom caiu de -44  para -78 pontos-base. O CDI termina 2026 em 13,37% de 13,73% a.a. da semana anterior.

Para o fim de 2025 (próximas 6 reuniões), a expectativa de alta caiu de +63 para +54 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 14,70% ao ano, frente aos 14,78% estimados anteriormente.

Já as expectativas dos economistas, medidas pela mediana do Boletim Focus dos últimos 5 dias, indicam um aumento total de 75 pontos-base para 2025, com o CDI encerrando o ano em 14,90%. Para 2026, a projeção Focus aponta um CDI terminal de 12,40%.

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

No Relatório de Mercado Focus da semana,, a projeção para a inflação oficial de 2025 caiu de 5,65% para 5,57%. Há um mês, a mediana era de 5,66% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2026, a projeção se manteve em 4,50% para 4,50%, enquanto há um mês estava em 4,48%.

A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2025 se manteve em 15,00%, há um mês atrás era 15,00%. Para o final de 2026 se manteve em 12,50%, há um mês atrás era 12,50%.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – Semana de 14/04/25 à 17/04/2025

 

Segunda-feira, 14/04/2025

Os juros futuros começaram a semana em queda firme, impulsionados pelo alívio tarifário anunciado pelo presidente dos EUA para o setor de tecnologia, beneficiando a economia chinesa, e pelos sinais “dovish” do Federal Reserve sobre a política monetária. As principais taxas caíram mais de 20 pontos-base, com o DI para janeiro de 2028 oscilando abaixo dos 14%. A decisão de Trump de isentar smartphones e dispositivos eletrônicos das tarifas recíprocas ajudou a reduzir os juros dos Treasuries e enfraqueceu o dólar, beneficiando as exportações brasileiras. A pesquisa Expectativas dos Consumidores do Federal Reserve de Nova York mostrou alta nas estimativas de inflação de um ano, mas as taxas voltaram a cair com força após declarações do diretor do Fed, Christopher Waller, sobre a possibilidade de antecipação dos cortes de juros. A taxa da T-Note de dez anos cedeu aos 4,37% e o dólar fechou a R$ 5,85. Economistas do mercado financeiro concordaram que o efeito líquido da guerra comercial será de menos inflação para o Brasil, e as previsões de Selic seguiram estacionadas em 15% para 2025 e 12,5% para 2026 no Boletim Focus.

Terça-feira, 15/04/2025

Os juros futuros operaram em alta desde a abertura, corrigindo parte das quedas acumuladas nas últimas sessões, devido às incertezas externas e fiscais. A falta de evolução nas negociações dos acordos para aliviar o impacto das tarifas de Trump e a cautela antes da divulgação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026 levaram o mercado a recompor prêmios de risco. Às 17h30, a taxa do DI para janeiro de 2026 subia a 14,715%, e a do DI para janeiro de 2027 estava em 14,24%. As taxas estiveram em direção contrária aos rendimentos dos Treasuries, que caíram, mas ambos os casos refletiam preocupações com os efeitos do tarifaço sobre a economia mundial. Representantes da União Europeia e dos EUA se reuniram, mas havia pouca clareza sobre a posição americana. O economista-chefe da Terra Investimentos, João Mauricio Rosal, afirmou que o mercado opera sem muita convicção e que a pergunta do momento é sobre o impacto na atividade econômica. O PLDO apresentou uma projeção de IPCA para 2026 de 3,5%, acima da meta de 3%, e confirmou a meta fiscal de superávit primário de 0,25% para 2026 e 2027.

Quarta-feira, 16/04/2025

Os juros futuros oscilaram durante boa parte do dia ao redor dos ajustes de ontem, adotando viés de queda a partir do meio da tarde, acompanhando a aceleração de baixa dos rendimentos dos Treasuries devido ao pior sentimento do investidor com relação à economia dos EUA. As taxas locais tiveram movimentação errática, com giro muito baixo, apesar do aumento da aversão ao risco no exterior e da leitura negativa do Projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. Às 17h19, a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 14,740%, e a do DI para janeiro de 2027 caía para 14,23%. A curva americana reagiu a declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sobre os efeitos inflacionários e de desaceleração da economia americana. O Itaú revisou sua projeção de IPCA para este ano de 5,7% para 5,5%, incorporando expectativa de redução no preço da gasolina e nas matérias-primas metálicas. A projeção de Selic terminal foi mantida em 15,25%, com o ciclo de alta terminando em junho.

Quinta-feira, 17/04/2025

Os juros futuros operaram sem direção única perto do fechamento dos negócios, com as taxas curtas mostrando viés de alta e as demais em queda, refletindo a falta de apetite na montagem de posições antes do feriado prolongado. Às 17h11, a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 14,760%, e a do DI para janeiro de 2027 subia a 14,23%. A influência dos Treasuries sobre a curva local foi limitada, com os yields subindo moderadamente após novos sinais de força do mercado de trabalho dos EUA. O Tesouro vendeu integralmente os lotes de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F), indicando alta demanda pelos títulos. A curva longa cedeu em função do leilão do Tesouro, mas estaria mais pressionada pelo risco fiscal crescente. Os vencimentos curtos mostraram mais rigidez, apesar do alívio do câmbio e do novo reajuste para baixo nos preços do diesel, anunciado pela Petrobras. A proposta do Ministério de Minas e Energia de ampliar a gratuidade e a faixa de descontos nas contas de luz do País também ficou no radar.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

A excelência é uma utopia, sempre há algo a melhorar!

Deixe suas críticas, correções, sugestões, dúvidas e também elogios! 

Faça Contato!

contato@rendafixapratica.com.br

Forte abraço

Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa