Highlights (Resumo): Alta nas Taxas Curtas e Queda nas Taxas de Juros Longas
Principal(is) vetor(es): Durante a semana, o mercado de renda fixa foi marcado por movimentos de realização de lucros, ajustes nas expectativas para a Selic e influências de dados econômicos tanto locais quanto internacionais. Na segunda-feira, as taxas de juros oscilaram levemente, refletindo a persistência de incertezas externas e expectativas de inflação desancoradas. Na terça-feira, a curva de juros perdeu inclinação, com taxas curtas e intermediárias em alta moderada, enquanto as longas permaneceram estáveis, influenciadas pelas declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Na quarta-feira, os juros futuros recuaram devido a temores de recessão nos EUA e dados fracos do Caged, que mostraram geração de vagas abaixo das expectativas. Na sexta-feira, as taxas de juros sustentaram alta, apesar da baixa do dólar, em um ambiente de liquidez reduzida e expectativas pela decisão de política monetária do Banco Central. Ao longo da semana, a incerteza sobre a magnitude das próximas elevações da Selic e os dados econômicos fracos dos EUA foram fatores significativos que impactaram o mercado de renda fixa.
Destaque(s): Atividade Fed e Copom.
O mercado de juros futuros (DI da B3) elevou marginalmente suas expectativas de alta da Selic em relação à sexta-feira anterior.
A projeção para as próximas 14 reuniões do Copom caiu de -132 para -130 pontos-base. O CDI termina 2026 em 12,85% de 12,83% a.a. da semana anterior.
Para o fim de 2025 (próximas 6 reuniões), a expectativa de alta caiu de +29 para +35 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 14,65% ao ano, frente aos 14,45% estimados anteriormente.
Já as expectativas dos economistas, medidas pela mediana do Boletim Focus dos últimos 5 dias, indicam um aumento total de 50 pontos-base para 2025, com o CDI encerrando o ano em 14,65%. Para 2026, a projeção Focus aponta um CDI terminal de 12,40.
No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2025 caiu de 5,55% para 5,53%. Há um mês, a mediana era de 5,65% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2026, a projeção subiu de 4,51% para 4,51%, enquanto há um mês estava em 4,50%.
A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2025 caiu de 15,00% para 14,75, há um mês atrás era 15,00%. Para o final de 2026 se manteve em 12,50%, há um mês atrás era 12,50%.
O mercado de juros iniciou a semana com um movimento de realização de lucros que perdurou durante boa parte da sessão, mas perdeu força à tarde, levando as taxas a zerarem o avanço, à medida que o dólar se firmou abaixo dos R$ 5,65. A abertura da curva contrariou a trajetória do dólar, dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo, refletindo um possível exagero no rali das taxas da semana anterior, em meio a incertezas externas e expectativas de inflação desancoradas, destacadas pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026, 2027 e 2029 oscilaram levemente. A fala de Galípolo no J. Safra Macro Day 2025 reforçou a comunicação do Copom sobre a necessidade de ajustes na taxa de juros, destacando a persistência de um ambiente de incerteza e a desancoragem das expectativas de inflação.
A curva de juros perdeu inclinação, com taxas curtas e intermediárias em alta moderada, enquanto as longas rondaram os ajustes de ontem. O mercado se posicionou para o Copom da próxima semana, influenciado pelas declarações de Gabriel Galípolo, que ajustaram as apostas para a Selic. As taxas curtas subiram desde a manhã, resistindo à queda do dólar e dos rendimentos dos Treasuries. O economista Gustavo Rostelato destacou o processo de ajuste para o Copom, com dúvidas sobre a magnitude da alta da Selic. A agenda local trouxe o IGP-M de abril acima das expectativas e um superávit primário do Governo Central em março, mas com impacto moderado sobre os DIs.
Os juros futuros recuaram, conduzidos por temores de recessão nos EUA após dados econômicos fracos e um resultado do Caged pior do que o esperado. As taxas encerraram abril em níveis mais baixos do que março, com perda relevante na inclinação da curva. O cenário externo foi preponderante para a queda das taxas, com dados de atividade dos EUA decepcionando, incluindo uma retração do PIB no primeiro trimestre. O dado do Caged mostrou geração de vagas abaixo das estimativas, sinalizando os efeitos do aperto monetário. A incerteza sobre o impacto do tarifaço na economia global e a percepção de que a economia brasileira sentirá mais os efeitos da Selic mantiveram o mercado em dúvida sobre o ritmo de alta do juro pelo Copom.
As taxas de juros sustentaram alta desde o início dos negócios, na contramão da baixa do dólar, em um ambiente de liquidez reduzida devido ao feriado de ontem. A agenda do dia foi escassa, com destaque para o relatório de empregos dos EUA, que mostrou criação de vagas acima do esperado. A economista Marianna Costa destacou a expectativa pela decisão de política monetária do Banco Central, com dúvidas sobre o número remanescente de elevações da Selic. Nos EUA, os dados do payroll contrariaram indicadores fracos recentes, favorecendo um ajuste das taxas. No Brasil, as projeções do mercado para o Copom pouco se alteraram, com a aposta majoritária de uma elevação de 0,50 ponto porcentual.
Fonte: Broadcast
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