Highlights (Resumo): Alta nas Taxas Curtas e Queda nas Taxas de Juros Longas
Principal(is) vetor(es): o mercado de renda fixa apresentou variações significativas influenciadas por eventos econômicos e decisões de política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Na segunda-feira, a curva de juros abriu em alta, acompanhando os rendimentos dos Treasuries, com a tese de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) perdendo força após dados mostrarem a economia dos EUA resiliente. Na terça-feira, os juros futuros intermediários e longos acentuaram queda devido à inversão dos rendimentos dos Treasuries após um leilão sólido do T-note de 10 anos. Na quarta-feira, as pontas curta e intermediária dos juros futuros se mantiveram em alta, influenciadas pela produção industrial acima do esperado e ajustes pré-Copom. Na quinta-feira, a desinclinação na curva de juros continuou, com o mercado dividido entre alta de 25 pontos-base ou manutenção da Selic em junho. Na sexta-feira, os juros futuros operaram mais perto da estabilidade, com o IPCA de abril mostrando alívio na margem, mas ainda acima das expectativas. A semana foi marcada por uma perda de inclinação na curva de juros, com o vértice longo caindo cerca de 25 pontos-base e o curto acumulando alta de aproximadamente 10 pontos, refletindo um maior apetite a risco e a expectativa de que o Copom terá espaço para cortar a Selic a longo prazo.
Destaque(s): Fed e Copom.
O mercado de juros futuros (DI da B3) elevou suas expectativas de quedas da Selic em relação à sexta-feira anterior.
A projeção para as próximas 14 reuniões do Copom caiu de -172 para -202 pontos-base. O CDI termina 2026 em 12,62% de 12,85% a.a. da semana anterior.
Para o fim de 2025 (próximas 5 reuniões), a expectativa de queda subiu de -17 para -1 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 14,64% ao ano, frente aos 14,50% estimados anteriormente.
Já as expectativas dos economistas, medidas pela mediana do Boletim Focus dos últimos 5 dias, indicam uma queda total de 0 pontos-base para 2025, com o CDI encerrando o ano em 14,65%. Para 2026, a projeção Focus aponta um CDI terminal de 12,40.
No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2025 caiu de 5,53% para 5,51%. Há um mês, a mediana era de 5,65% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2026, a projeção caiu de 4,51% para 4,50%, enquanto há um mês estava em 4,50%.
A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2025 se manteve em 14,75%, há um mês atrás era 15,00%. Para o final de 2026 se manteve em 12,50%, há um mês atrás era 12,50%.
A curva de juros abriu em alta acompanhando os rendimentos dos Treasuries, com a tese de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) perdendo força após dados mostrarem a economia dos EUA resiliente. À tarde, as taxas renovaram máximas devido a relatos de que o governo Lula tenta criar uma nova linha de crédito para motoristas de aplicativo, contrariando a política monetária restritiva do Copom. A taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 subiu para 14,725%, de 14,684% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2027 avançou para 14,060%, de 13,958%, e o para janeiro de 2029 subiu de 13,592% para 13,700%. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de abril acelerou a alta para 0,52%, no teto das estimativas.
Os juros futuros intermediários e longos acentuaram queda, influenciados pela inversão dos rendimentos dos Treasuries após um leilão sólido do T-note de 10 anos. O vértice mais curto manteve viés negativo com ajustes pré-Copom e alta do dólar. As taxas mostravam 76% de chance de uma alta de 50 pontos-base da Selic na reunião de maio, e 24% de alta de 25 pontos-base. A taxa de DI para janeiro de 2026 estava em 14,700%, de 14,729%, e a para janeiro de 2027 marcava 13,965%, de 14,049%. O vencimento para janeiro de 2029 recuava para 13,540%, de 13,699%. A proposta do governo Lula de isentar o Imposto de Renda de quem ganha até R$ 5 mil começou a tramitar na comissão especial da Câmara.
As pontas curta e intermediária dos juros futuros se mantiveram em alta, influenciadas pela produção industrial acima do esperado e ajustes pré-Copom, com a curva precificando 80% de chance de alta de 50 pontos-base. O vértice mais longo registrou instabilidade, monitorando as declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, que preferiu não se comprometer sobre os próximos passos da autarquia. A taxa de DI para janeiro de 2026 subiu a 14,735%, de 14,702%, o DI para janeiro de 2027 subiu a 14,020%, de 13,961%, e o para janeiro de 2029 operava perto do ajuste da véspera a 13,530%, de 13,539%. A produção industrial subiu 1,2% em março ante fevereiro, superando expectativas.
A desinclinação na curva de juros continuou, com o mercado dividido entre alta de 25 pontos-base ou manutenção da Selic em junho. O DI curto manteve-se resistente, enquanto os trechos mais longos perderam força após o Copom alterar o balanço de riscos, retirando o termo assimetria. A taxa de DI para janeiro de 2026 marcava 14,795%, de 14,739%, e a para janeiro de 2027 cedia para 13,980%, de 14,013%. O contrato para janeiro de 2029 caía para 13,405%, de 13,541%. O acordo entre EUA e Reino Unido impulsionou maior apetite a risco, propiciando alta dos rendimentos dos Treasuries e queda do dólar a R$ 5,66.
Os juros futuros operaram mais perto da estabilidade. O IPCA de abril mostrou alívio na margem (0,56% para 0,43%), mas ficou acima da mediana do Projeções Broadcast. A curva perdeu inclinação na semana, com o vértice longo caindo cerca de 25 pontos-base e o curto acumulando alta de aproximadamente 10 pontos. O movimento decorreu de maior apetite a risco e na tese de que o Copom terá espaço para cortar a Selic a longo prazo. A taxa de DI para janeiro de 2026 marcava 14,790%, de 14,783%, o DI para janeiro de 2027 estava em 13,985%, de 13,970%, e o para janeiro de 2029 cedia para 13,350%, de 13,395%. A XP Investimentos reduziu a projeção para o IPCA de 2025, de 6% para 5,7%, refletindo a melhora no câmbio e a queda no preço do petróleo.
Fonte: Broadcast
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