Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 372

Highlights (Resumo): Alteração marginal nas Taxas Juros Longas

Principal(is) vetor(es): Durante a semana de 01 a 05 de setembro de 2025, o mercado de renda fixa brasileiro foi influenciado por uma combinação de fatores externos e domésticos, com destaque para o cenário fiscal local e os dados de emprego nos Estados Unidos. A semana começou com baixa liquidez devido ao feriado nos EUA, o que favoreceu a inclinação da curva de juros, com taxas curtas em queda diante da melhora nas expectativas inflacionárias e taxas longas pressionadas pelo risco fiscal e pela expectativa do julgamento de Jair Bolsonaro no STF. Na terça-feira, o ambiente externo deteriorado, com alta nos rendimentos de títulos soberanos e preocupações sobre a independência do Fed, elevou os vértices intermediários e longos da curva, enquanto o PIB brasileiro veio em linha com as projeções. Na quarta, a melhora nos mercados internacionais e dados fracos do mercado de trabalho americano favoreceram a estabilidade das taxas, apesar do megaleilão de NTN-B realizado pelo Tesouro Nacional. A quinta-feira foi marcada por ajustes técnicos e leve queda nas taxas, com o mercado à espera do payroll americano e atento a ruídos políticos sobre a autonomia do Banco Central. Na sexta, o payroll abaixo do esperado consolidou as apostas de corte de juros pelo Fed, gerando alívio na curva brasileira e maior espaço para cortes da Selic, com destaque para a valorização do real e impacto deflacionário sobre o mercado doméstico.

Destaque(s): Payroll, Risco Fiscal, Tesouro Nacional.

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

📉 Expectativas de Mercado para a Selic(DI Futuro da B3)

O mercado de juros futuros(DI da B3)alterou marginalmente suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.

Para o horizonte até a 4R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -258 para -259,7 pontos-base.

Para as próximas 11 reuniões do Copom,a expectativa de corte alterou marginalmente de -231,5 para -235,7 pontos-base,com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,54%, ante 12,59% na semana anterior.

Para o fim de 2025(próximas 3 reuniões), houve uma alteração marginal na expectativa de corte: de -10,2 para -8,7 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 14,81% ao ano, ante 14,80% na semana anterior.

📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias):

Para 2025, a projeção indica manutenção , com o CDI encerrando o ano em 14,90%.
Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 12,28%, equivalente a -262,5 pontos-base de corte..
Para o horizonte até a 4R/2027, a projeção acumulada considera -375 pontos-base de queda.

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2025 se manteve em 4,85% para 4,85%. Há um mês, a mediana era de 5,09% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2026, a projeção caiu de 4,31% para 4,30%, enquanto há um mês estava em 4,44%.

A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2025 se manteve em 15,00%, há um mês atrás era 15,00%. Para o final de 2026 se manteve em 12,50%, há um mês atrás era 12,50%.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – 01/09/25 à 05/09/2025

Segunda-feira (01/09/2025)
Com os mercados americanos fechados e baixa liquidez, a curva de juros brasileira apresentou ganho de inclinação. As taxas curtas recuaram, refletindo a melhora nas expectativas inflacionárias, enquanto os vértices intermediários e longos subiram, pressionados pelo risco fiscal e pela expectativa do julgamento de Jair Bolsonaro no STF. O boletim Focus reforçou a tendência de queda nas projeções de inflação, e a Porto Asset Management revisou suas estimativas para o IPCA, mantendo, porém, a projeção da Selic. O PLOA de 2026 trouxe preocupações sobre metas fiscais e receitas, enquanto o anúncio de leilão extraordinário de NTN-B pelo Tesouro contribuiu para a abertura dos juros longos.


Terça-feira (02/09/2025)
A aversão ao risco nos mercados internacionais dominou o pregão, com alta nos rendimentos de títulos soberanos nos EUA e Europa pressionando os vértices intermediários e longos da curva brasileira. A taxa para janeiro de 2027 voltou a se aproximar de 14%, influenciada pela política monetária local. O PIB do segundo trimestre veio em linha com as expectativas, reforçando a visão de atividade econômica em desaceleração. A precificação de corte da Selic em dezembro caiu, com maior concentração de apostas para janeiro de 2026. O leilão de NTN-B teve baixa adesão, e o mercado aguardava o certame “off-the-run” de quarta-feira.


Quarta-feira (03/09/2025)
A melhora nos mercados internacionais prevaleceu sobre o estresse inicial causado pelo leilão extraordinário do Tesouro, que vendeu todas as 4,5 milhões de NTN-B ofertadas. A queda nos rendimentos dos Treasuries e do dólar ajudou a estabilizar a curva de juros. Sinais de possível flexibilização da política monetária americana vieram de dirigentes do Fed e do relatório Jolts, que mostrou queda na abertura de vagas. No Brasil, a produção industrial de julho recuou 0,2%, confirmando o desaquecimento gradual da atividade. O Bank of America projetou início do ciclo de corte da Selic em dezembro, com trajetória de queda até 2027.


Quinta-feira (04/09/2025)
Em um dia de agenda econômica esvaziada, os juros futuros operaram em leve queda, acompanhando o comportamento do dólar e à espera do payroll americano. O mercado ajustou posições tecnicamente, sem gatilhos claros. Dados positivos da balança comercial ajudaram a aliviar o câmbio. No campo político, tensões entre Brasil e EUA ganharam atenção com ofício do Tesouro americano sobre sanções da Lei Magnitsky. Discussões sobre projeto que ameaça a autonomia do Banco Central também geraram ruído, mas sem impacto relevante na curva. O Tesouro vendeu integralmente LTNs e NTN-Fs ofertadas, pressionando momentaneamente os juros.


Sexta-feira (05/09/2025)
O payroll dos EUA foi o principal vetor de queda dos juros futuros, ao consolidar expectativas de corte na taxa básica americana. A curva brasileira passou a precificar maior espaço para cortes da Selic, com a taxa para fim de 2026 recuando para 12,30%. O relatório mostrou criação de apenas 22 mil vagas e alta na taxa de desemprego, reforçando a percepção de fraqueza no mercado de trabalho americano. A valorização do real, impulsionada pela queda dos juros nos EUA, contribuiu para expectativas mais benignas de inflação. Componentes políticos também influenciaram, com destaque para declarações sobre o julgamento de Bolsonaro e possíveis retaliações dos EUA.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa